<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767</id><updated>2011-11-30T11:55:53.031Z</updated><category term='David Lynch'/><category term='Cinema'/><category term='Óscares'/><title type='text'>Cinéfilos Anónimos</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>50</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-1254457207810093988</id><published>2009-04-13T19:09:00.000+01:00</published><updated>2009-04-14T15:48:00.413+01:00</updated><title type='text'>Musicais</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SeSh--f1mHI/AAAAAAAAADk/U2qRsFBUtqM/s1600-h/serenata+chuva.bmp"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5324558762759264370" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 205px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SeSh--f1mHI/AAAAAAAAADk/U2qRsFBUtqM/s320/serenata+chuva.bmp" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Aliando a música ao processo narrativo, os musicais assumem um género cinematográfico cuja probabilidade de desiludir o público, numa perspectiva meramente pessoal, é diminuta. Contudo, não colhe junto das massas a mesma opinião, acabando por ser, não raras vezes, um género negligenciado. De acordo com Graeme Turner (1997), “a grande virtude do musical — além de sua óbvia exploração do som – era poder oferecer o prazer do cinema e do vaudeville ao mesmo tempo”, oferecendo-se a possibilidade de se desfrutar de um momento artístico de entretenimento pleno. Filmes como “Singing in the rain” (1952), “Westside Story” (1961) ou “Grease” (1978), entre outros, assumem-se como musicais relevantes na história do cinema.&lt;br /&gt;Num esforço de síntese, segue-se uma selecção de alguns musicais que se situa entre o pessoal (já que são filmes que se encontram entre os nossos musicais favoritos) e o aleatório (uma vez que o processo de selecção obrigou à acentuada redução da lista e que tínhamos que assumir algum critério).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Jesus Christ Superstar (1973)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Realizada por Norman Jewison, a opera-rock da autoria de Andrew Lloyd Webber “Jesus Christ Superstar” versa sobre os últimos dias da vida de Jesus Cristo na perspectiva de Judas. Originalmente encenada para o teatro, a peça foi adaptada para o cinema, embora se mantenha fiel a alguns aspectos da primeira forma que tomou, designadamente o espectador assiste ao momento de caracterização das personagens e são conservados os cenários (não existindo uma preocupação de dotar a história de realismo quanto aos edifícios ou mesmo quanto ao rigor da indumentária). Com efeito, é revisitada a história deste importante símbolo religioso num ambiente característico das décadas de 60/70, pautado pela energia musical e pela crítica social perspicaz. Parece ser feita a apologia de uma fé reforçada pela reflexão que está implícita ao processo de questionamento ao qual o musical convida. Pela voz de Judas, Simão e Maria Madalena (entre outros) somos levados a discernir acerca do papel deste homem na história mundial (chegando a sugerir-se que os objectivos de uma missão de paz saíram prejudicados em favor da popularidade), a debater em torno dos estereótipos que também alimentam um credo que prega a igualdade, a reflectir acerca dos limites do fanatismo religioso e/ou da legitimidade da guerra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música Favorita: “Heaven on their minds” ou “Superstar”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Moulin Rouge (2001)&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Contou com as performances de Nicole Kidman e de Ewan McGregor e obteve o reconhecimento do público e da Academia, tendo feito regressar o género musical de volta aos Oscars. “Moulin Rouge”, realizado por Baz Luhrmann, retrata a realidade boémia do século XIX de uma forma contemporânea, com recurso a elementos musicais de cultura popular, tais como “Like a Virgin” de Madona, “Roxane” de Sting ou “Your Song” de Elton John. Da comicidade ao romantismo, tomando a teatralidade como estilo, trata-se de um filme que se pauta pelos seus energia e ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música Favorita: adaptação de “Roxane”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Rent (2005)&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Constituindo, originalmente, uma peça musical da Broadway, “Rent”, realizado por Chris Columbus, passou às salas de cinema em 2005 (nunca tendo chegado às salas portuguesas). O filme conta os acontecimentos passados num ano na vida de um grupo de amigos, deixando o espectador a braços com questões que se prendem com a mensurabilidade (em horas? em lutas? em metros? em afecto?...) e efemeridade (ou imprevisibilidade) da vida. Trata-se de um filme versátil em termos das temáticas centrais: desde os impactes sociais da Sida, à dinâmica e instabilidade do processo criativo, passando pelos objectivos/projectos de vida das diferentes personagens e pelo(s) significado(s) que vão atribuindo às vivências. Estas são abordadas a um ritmo equilibrado que envolve e faz com que o público experimente momentos de ânimo e diversão intercalados com momentos de introspecção e insight.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música Favorita: “Seasons of Love” ou “La vie Boheme”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Dr. Horrible’s Sing-Along Blog (2008)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Recriando os estereótipos que conhecemos das histórias, retomando as figuras do vilão, da donzela e do herói, “Dr. Horrible’s Sing.Along Blog” é um musical realizado por Joss Whedon (argumentista da aclamada série “Buffy – The Vampire Slayer”, onde integrou um episódio musical brilhantemente conseguido – “Once more with feeling”), com o poder de subverter, através do tom humorístico, os significados a estas inerentes, bem como à linearidade e harmonia dos finais felizes. É-nos apresentado um herói egocêntrico e corrupto, uma donzela de amor dividido e um vilão em construção (protagonizado por Neil Patrick Harris) cujo fito consiste em integrar a “Evil League of Evil”. Trata-se de uma obra de baixo-orçamento, escrita durante o período de greve dos argumentistas, que contou com a participação de actores convidados. Os três webisódios do musical foram lançados e estiveram disponível online durante um período específico de tempo após o qual poderiam ser adquiridos e cujas receitas se destinariam ao pagamento das despesas do filme.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Música favorita: “On the rise”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam por aprofundar, obras como “Música no Coração” de 1965 (Música favorita: “My favorite things”), “Hair” de 1979 (Música favorita: “Aquarius”), “Annie” de 1982 (Música Favorita: “It’s the hard-knock life”), “Chicago” de 2002 (Música favorita: “He had it comin”), … …&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Pontos de partida…&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;… qual a vossa posição pessoal em relação aos musicais?&lt;br /&gt;… o que mais vos afasta e/ou aproxima do género?&lt;br /&gt;… quais são os vossos musicais favoritos? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-1254457207810093988?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/1254457207810093988/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=1254457207810093988' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1254457207810093988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1254457207810093988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2009/04/musicais.html' title='Musicais'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SeSh--f1mHI/AAAAAAAAADk/U2qRsFBUtqM/s72-c/serenata+chuva.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-1944102687463909016</id><published>2009-04-07T16:39:00.002+01:00</published><updated>2009-04-07T16:49:33.108+01:00</updated><title type='text'>Um filme que... surpreendeu</title><content type='html'>&lt;strong&gt;AS 13 ROSAS&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/Sdtz9C14TfI/AAAAAAAAADc/OLdaw7ijbEM/s1600-h/13_rosas.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5321974877240446450" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 192px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/Sdtz9C14TfI/AAAAAAAAADc/OLdaw7ijbEM/s320/13_rosas.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado por Emílio Martinez Lázaro, este filme espanhol datado de 2007, cuja história se enquadra historicamente no período da Guerra Civil Espanhola, conta com desempenhos de qualidade e constitui um documento tão rico como desconcertante, não só em torno da época como também, e sobretudo, revelador do poder interventivo da palavra, da determinação e do Homem que acredita.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Mais informações &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0809533/"&gt;aqui&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-1944102687463909016?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/1944102687463909016/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=1944102687463909016' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1944102687463909016'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1944102687463909016'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2009/04/um-filme-que-surpreendeu.html' title='Um filme que... surpreendeu'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/Sdtz9C14TfI/AAAAAAAAADc/OLdaw7ijbEM/s72-c/13_rosas.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-8065823682109533393</id><published>2009-03-22T14:59:00.002Z</published><updated>2009-03-22T15:02:03.322Z</updated><title type='text'>Falar sobre cinema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O realizador português &lt;strong&gt;António Pedro Vasconcelos&lt;/strong&gt; foi entrevistado num programa da RTP2 (17 de Fevereiro de 2009, 23h30).&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Descreveu-se como “um homem das Letras e das Artes” que oscilava entre “um lado depressivo e um lado eufórico, vital”. Referiu que, tendo abandonado o curso superior de Direito (uma herança familiar), “começou pela Literatura”, embora antecipasse que a optar pelo investimento neste domínio, alimentaria o seu “lado depressivo”. Assim, nas palavras do realizador, foi o cinema que lhe “deu o lado vital”, explicando que “o cinema convive com as pessoas (…) não filmamos sozinhos, apesar de estarmos sós (…) na literatura vivemos absolutamente solitários”.&lt;br /&gt;Quando “descobriu” que a sua vida profissional passaria obrigatoriamente pelo cinema, beneficiando de uma bolsa de formação por parte da Fundação Calouste Gulbenkian, viajou para Paris onde frequentou o curso superior de Filmografia. Descreveu que, num período de 2 anos, viu mais de 2000 filmes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confesso que não reconhecia o realizador, apenas conhecia o comentador desportivo. Durante a entrevista, foram algumas as expressões que me surpreenderam e/ou captaram a atenção. Não assegurando total fidelidade às reais palavras do cineasta (porque entre a recordação e a evocação há pormenores que se vão perdendo), gostaria de transcrever alguns momentos – &lt;strong&gt;sem o intuito de reforçar ou contrapor, mas antes de nos fazer falar sobre cinema.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[a propósito da literatura e do cinema]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;“Descobri a literatura antes do cinema e ainda hoje, se tivesse que salvar, salvava o livro (…) a literatura é um milagre: criar emoções com sinais pretos dispostos numa folha branca (…) mas emociono-me mais com o cinema”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[a propósito da comparação entre o público dos filmes de A.P. Vasconcelos e Manoel de Oliveira, sugerida pelo entrevistador]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;“Não é possível comparar. Há maus filmes com público mas não creio que haja bons filmes sem público (…) Não há cinema sem público”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[a propósito da crítica de cinema portuguesa]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;“A crítica, em Portugal, não existe. (…) Um bom crítico deveria ir atrás das emoções e comentar em consonância com o que sente”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[a propósito dos ingredientes de uma obra-prima]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;“Ainda hoje me questiono acerca das razões que fazem de “E tudo o vento levou” o filme que é (…) acho que é porque cada personagem tem o que merece”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[a propósito da provocação do entrevistador, na qual este sugeria que, se os filmes fossem todos justos se afastariam da realidade]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;“os grandes cineastas são os que escrevem direito [referindo-se à justiça] por linhas tortas [referindo-se à realidade]”.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;[a propósito do sucesso do filme “O lugar do Morto” (1984)]&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;“Não esperava tanto sucesso de um filme que sofreu tantas vicissitudes (…) a explicação que me foram apresentando prendeu-se com o facto dos espectadores considerarem que foi o primeiro filme português a ser um filme normal”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ficam os pontos de partida:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Como caracterizariam a crítica sobre cinema que é feita em Portugal?&lt;br /&gt;Que poder tem o público sobre o cinema? Que proporções entre a aceitação do público e a construção técnica de um filme?&lt;br /&gt;Na vossa opinião, o que faz de um filme uma obra-prima?&lt;br /&gt;Livro vs Filme – o que salvariam?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-8065823682109533393?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/8065823682109533393/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=8065823682109533393' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/8065823682109533393'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/8065823682109533393'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2009/03/falar-sobre-cinema.html' title='Falar sobre cinema'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-1207580900515795404</id><published>2009-02-07T14:26:00.002Z</published><updated>2009-02-07T14:32:00.345Z</updated><title type='text'>Arte em Série(s)</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SY2bPCiAaLI/AAAAAAAAADE/n8hm12lPPlQ/s1600-h/SFU.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5300063019164788914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 200px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SY2bPCiAaLI/AAAAAAAAADE/n8hm12lPPlQ/s320/SFU.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Se é verdade que, há uns anos, as séries televisivas eram tidas como uma “arte” menor comparativamente ao cinema, também o é temos vindo a assistir ao processo de crescimento, reconhecimento e afirmação das séries no panorama actual. Cada vez mais frequentemente: (1) nos deparamos com argumentos mais complexos e/ou melhor articulados (dos mais perspicazes em termos da crítica social, passando por uma comédia inteligente e audaz e/ou pela ficção científica questionante e reflexiva, chegando aos dramas mais realistas), (2) se torna claro que a necessidade de fidelização do público ajudou a definir a ficção para televisão como um género em que vale a pena apostar/investir; (3) assistimos a uma maior “permeabilidade” entre o mundo televisivo e o do cinema, nomeadamente tendo em conta a participação de reconhecidas caras do cinema em séries televisivas (e vice-versa), o que, há uns anos, era tido como (quase) desprestigiante. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A título de exemplo, quanto este ultimo ponto, podem ressaltar-se os casos do realizador Quentin Tarantino (responsável pelo episódio final da série CSI) ou da galardoada com um Óscar em 2008 pelo argumento do filme Juno, Diablo Cody que se estreou recentemente na televisão com a série United States of Tara. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Assumindo-me, igualmente, como uma fã recente de séries, proponho-me a fazer um breve comentário a algumas das minhas séries de eleição:&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;How I met your mother&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Foi assim que aconteceu&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Um humor descontraído e a aparente simplicidade inerente aos relacionamentos entre amigos são os ingredientes principais desta série (que já vai na 4.ª temporada) que se organiza em torno da revelação do início da história de amor dos pais, narrada pelo pai aos filhos. Com efeito, são contados pormenorizadamente, os momentos mais marcantes da vida de cinco amigos – Ted, Lilly, Marshal, Robin e Barney – vividos em conjunto. Assumindo o ridículo, cada personagem denuncia as preocupações e sentimentos do nosso quotidiano. Será este um alerta que nos convida a procurar o humor que existe nos nossos gestos mais pequenos ou, sem qualquer pretensão, apenas um incentivo a desfrutarmos de 20 minutos de total despreocupação? Efectivamente, a série assume-se enquanto puro entretenimento, não parecendo ter qualquer preocupação de ordem social, nem o intuito de “educar” o público. Trata-se, desta forma, de uma série acerca de “nada” (aproximando-se do formato apresentado por Seinfeld), cuja continuidade é garantida pela constante expectativa de, finalmente, conhecermos a identidade da mãe dos filhos do narrador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Grey’s Anatomy&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Anatomia de Grey&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Toma a Medicina como pretexto, mas serve-se dos relacionamentos e dos dilemas das personagens para atrair a nossa atenção e reflexão. Uma comédia dramática (atrevo-me a chamar-lhe assim) que disseca em torno das implicações que a nossa personalidade pode ter no nosso trabalho (ou será, acerca do modo como a nossa profissão pode moldar aquilo que somos, com base naquilo que vivemos), do processo de comunicação humana (quantas vezes revelamos o nosso amor através da agressividade? Ou quantas vezes o escondemos com indiferença para não demonstrar vulnerabilidade?) e do significado da vida (ou do amor na nossa vida?)… A escolha dos protagonistas (Meredith e Derek) deixa muito a desejar (tamanha é a inexpressividade), mas deparamo-nos com personagens extremamente fortes e ricas.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Lost&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Perdidos&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tendo iniciado, na quarta-feira, a sua 5.ª temporada na América, Lost centra-se numa história envolta num clima de total mistério. Após o despenhamento do avião no qual viajavam, os sobreviventes vêem-se obrigados a viver numa ilha, aparentemente impossível de localizar. O processo de socialização e de sobrevivência é descrito de uma forma vivencial, podendo o realismo sair comprometido pela forte componente de ficção científica que a série encerra. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Brothers &amp;amp; Sisters&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Irmãos e Irmãs&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;De uma forma concreta e aparentemente simplista, trata-se de uma história acerca de uma família. Afirmo-o, acreditando que nenhum relacionamento (muito menos, no que diz respeito à vivência diária de uma família nuclear) é linear ou descomprometido. Enquadrada num contexto claramente americano, são também abordadas questões políticas e sociais da máxima relevância (não só declarando a controvérsia, como assumindo posições e, desta forma, provocando um desequilíbrio questionante junto do espectador). Na sua 3.ª temporada, Brothers &amp;amp; Sisters leva-nos a revisitar as nossas concepções de família e a nossa própria vivência dos laços, favorecendo a adopção de uma posição crítica, mas proactiva em relação a nós próprios e “aos nossos” – tudo isto, abrilhantado pelo humor presente nos diálogos e pelo carácter especial e único de cada personagem. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Six Feet Under&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Sete Palmos de Terra&lt;/em&gt;)&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Foi numa postura resistente que comecei a seguir esta série. Falar da morte ou enfrentar o medo não é propriamente convidativo, ou é-o para poucos. Acresce a este facto, o da série ter o poder de, não só desmistificar a morte e os nossos receios de perda, como de extrapolar o tema num esforço de valorização da vida! Incontável e inesgotável num parágrafo, a série encerra em si um potencial reflexivo e profundamente transformador.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Muitas outras há por referenciar (não o faço por desconhecimento), pelo que deixo os desafios:&lt;br /&gt;Que estilo mais vos atrai?&lt;br /&gt;Que séries acompanham e porquê? &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-1207580900515795404?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/1207580900515795404/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=1207580900515795404' title='15 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1207580900515795404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1207580900515795404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2009/02/arte-em-series.html' title='Arte em Série(s)'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SY2bPCiAaLI/AAAAAAAAADE/n8hm12lPPlQ/s72-c/SFU.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>15</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-7934489753147927869</id><published>2009-02-03T14:45:00.001Z</published><updated>2009-02-03T14:50:43.918Z</updated><title type='text'>(Psi)nema</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;O mote foi lançado – de que forma a Psicologia ou a Psiquiatria podem ser ciências que alimentam os argumentos cinematográficos? – e, para já, a dispersão impera!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Efectivamente – sabendo que qualquer definição se revelará profundamente redutora –, tratando-se a Psicologia e a Psiquiatria de ciências psicológicas, estas centram-se no estudo (dos modos de lidar com a) da vida; dos indivíduos em relação com o(s) seu(s)mundo(s) e com as suas relações, enfatizando as suas vertentes cognitiva, emocional e comportamental.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Tomando posse das palavras do realizador italiano Fellini, se “o cinema é um modo divino de contar a vida”, então o cinema pode assumir-se como arena, ferramenta, veículo ou motivo para as aprendizagens neste(s) âmbito(s) científico, bem como este(s) se podem constituir como matéria-prima a elaborar e reflectir nos argumentos cinematográficos.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Para responder, de forma concreta e objectiva, à questão que serve de propósito a este post, poderia optar por começar pelas evidências, por enumerar as obras cinematográficas que tomaram a psicopatologia (e.g., “Voando sobre um ninho de cucos”, 1975; “Encontro de Irmãos”, 1988; “O Príncipe das Marés”, 1991; “Mr. Jones”, 1993; “Trainspotting”, 1996; “Melhor é impossível”, 1997; “Vida Interrompida”, 1999; “Uma mente brilhante”, 2001; “Pela mão do senhor”, 2001; “As Horas”, 2002; “O Aviador”, 2004; …), ou mesmo as relações terapêuticas (e.g., “Uma questão de nervos”, 1999; “Terapia de Choque”, 2003; “Terapia do Amor”, 2003) como premissa. Poder-se-ia, ainda, fazer referência à filmografia que se centra em aspectos relacionados com assuntos prementes ao longo do desenvolvimento – como sendo as relações, a parentalidade (e.g., “O Clube dos Poetas Mortos”, 1989; “Charlie e a fábrica de Chocolate”, 2005; “Em busca da Felicidade”, 2006;), o mundo da formação (&lt;a href="http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/09/boa-educao.html"&gt;ver aqui&lt;/a&gt;), o mundo do trabalho (e.g., “Às segundas ao sol”, 2002;), as perdas (e.g., “As confissões de Schmidt”, 2002;), …  – e com o impacte dos mesmos, em termos psicológicos, para os indivíduos. Haveria, igualmente, ainda algo a dizer acerca da utilização das obras cinematográficas enquanto instrumento/ferramenta com intuitos terapêuticos… Um tema inesgotável!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;“O cinema é um modo divino de contar a vida” e a vida é o objecto de estudo das ciências psicológicas…&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No entanto, ao explorar este tema, deparei-me com algumas questões: Será esta relação uma relação simbiótica ou parasita? Funcionará o cinema, quando versa estas questões, um instrumento de informação e educação – se é que tem que ser assim – ou um veículo reforçador de estereótipos e estigmas? &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Estas perguntas emergem da análise, em retrospectiva, de alguns argumentos cinematográficos. A título de exemplo, questiono-me: será que o filme “Melhor é impossível” é relembrado pelas pessoas como um “bom-momento-de-comédia” (dada a comicidade que acaba por caracterizar a personagem, tendo em conta os comportamentos estereotipados que demonstra… sem que seja evidente, para os menos informados, o sofrimento implícito em cada um desses “tiques”), como um testemunho fiel da vivência das pessoas que sofrem de perturbação obcessivo-compulsiva? Ou o filme “Voando sobre um ninho de cucos”: prevalecerá como um documento enquadrado na história da psiquiatria (aludindo, de forma, marcada ao exercício de comparação e de tomada de consciência em torno da evolução dos serviços de saúde mental) ou como uma ameaça aterradora (dada a tensão, o carácter limitador da liberdade, o império da loucura que urge ser reprimida que é apresentado) para todos aqueles que sofrem os impactes (directa ou indirectamente) de uma doença mental? Recorrendo a um exemplo mais recente (embora se deva salvaguardar que a narrativa se encontra numa fase inicial e, por isso, pode vir a demonstrar-se precoce o comentário), tomemos a série escrita por Diablo Cody – United States of Tara. A série toma como protagonista uma personagem, cuja doença do foro psicológico que vivencia lhe confere a “possibilidade” de assumir diferentes personalidades (sem que isso seja controlável). A bizarria dos seus comportamentos faz com que a personagem se revista de uma natureza humorística que atrai o espectador, mas que pode estigmatizar a perturbação mental; isto é, poderá vir a reforçar a ideia de que a doença mental se aproxima da loucura e/ou da anormalidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não defendo, com a explanação desta ideia, que o cinema deverá abandonar esta facção da vida (é caso para retomar a eterna questão: quem é normal, que atire a primeira pedra)… antes que, mesmo procurando na 7.ª arte o mero entretenimento, devemos reservar alguns momentos para pensar acerca do que acabamos de ver e para retirar desta experiência, como de todas as outras que vivemos, alguma(s) aprendizagem(s).  &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-7934489753147927869?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/7934489753147927869/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=7934489753147927869' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/7934489753147927869'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/7934489753147927869'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2009/02/psinema.html' title='(Psi)nema'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-6833952253181151711</id><published>2009-01-28T18:50:00.003Z</published><updated>2009-01-28T19:04:06.155Z</updated><title type='text'>Blindness - A Líder com Visão</title><content type='html'>&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Há uns dias, uma leitora do blogue lançou-nos o repto de comentar sobre o significado da personagem da "mulher com visão", no filme e no livro de Fernando Meirelles e José Saramago, respectivamente. Há uns tempos, uma professora de Fundamentos de Estética propôs-me a realização de um trabalho em que descirnisse acerca da Alegoria da Caverna, de Platão, e elaborasse, sobre ela, uma actualização.&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-style: italic;"&gt;Como poderão ler de seguida, escolhi fazer o segundo sobre o primeiro*. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="color: rgb(68, 68, 68); font-family: 'Segoe UI'; font-size: 13px; "&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.5px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; "&gt;Baseado na obra homónima de José Saramago,  “Blindness – O Ensaio Sobre a Cegueira” é um filme realizado por Fernando Meirelles, de 2008, e constitui o segundo título do primeiro autor que pode ser equiparado ao texto de Platão em estudo – isto é, embora tenha dedicado um outro livro, “A Caverna”, especificamente a esta alegoria, “O Ensaio sobre a Cegueira” apresenta referências análogas a esta narrativa, partilhando com ela o seu carácter de parábola; mais uma vez comprovando (assumindo que não era, já, óbvia) a transversalidade e a pluralidade do texto original de Platão, a sua actualidade e universalidade, e o facto de se constituir como uma importante referência para toda a produção artística que se assuma como um meio de comentar criticamente a sua contemporaneidade. &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; "&gt;&lt;span class="EC_Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;As semelhanças entre os dois textos iniciam na formulação do motivo que serve de base ao desenvolvimento narrativo, e a sua intenção de definir uma contraposição entre os actos de ver e conhecer/compreender: em Platão, através da dicotomia entre o perceber as referências (as sombras, do mundo das aparências) ou o contactar com o seu referente, os objectos (verdadeiros, do mundo inteligível), colocando um grupo de prisioneiros, ignorantes, porque enclausurados e limitados a percepção de sombras; em “Blindness”, esta oposição, entre o ver funcional e o conhecer verdadeiramente, é transmitida pela amplificação de uma epidemia, que afecta toda uma comunidade que, imediatamente e sem causas biológicas, se encontra cega. Nesta medida, sendo verdadeira a noção de clausura metafórica, em Platão, também o será igualmente no que concerne à cegueira de Saramago/Meirelles: ambas as obras fazem uso do género da alegoria para comentar as limitações da mente humana – representada pelos prisioneiros que negam a verdade, e pelos cegos, que perdem a visão para que procedam a uma (re)aprendizagem dessa função (metaforicamente) sensorial –, em confrontação com a presença do filósofo, representado pelo prisioneiro libertado, materializado, em “Blindness”, pela mulher do médico, a única personagem que não é afectada pela mesma doença – que, como o prisioneiro-filósofo, virá a constituir as características do líder ideal, cuja visão, num contexto de cegueira, pode ser interpretada como a posse de conhecimento, vantagem que usa em favor dos outros e da comunidade que lidera (efectivando a sua liderança de uma forma prática e funcional, enfatizando a ideia de que a efectua de uma forma altruísta e não gananciosa). Nesta medida, em ambas as obras se encontra, igualmente, presente uma ideia de aceitação acrítica, quase dogmática, das condicionantes narrativas – os prisioneiros não questionavam as suas circunstâncias até ao momento em que um deles é libertado, da mesma forma que, apesar de se efectivar algum questionamento acerca das razões da cegueira, em momento algum se indaga a imunidade da líder com visão –; esta aceitação acrítica, com efeito, remete-nos para uma motivação alegórica: define e determina o carácter metafórico e referencial da narrativa – transmitindo a ideia da identificação dos cegos/prisioneiros com as massas, passivas em relação à busca da(o) visão imparcial/conhecimento verdadeiro.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.5px; font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; "&gt;Em “Blindness” – como, em Platão, os prisioneiros que ascendessem à superfície sofreriam do impacto e teriam que se adaptar ao sol – também as suas personagens passam por um momento de habituação, manifesto no âmbito social e comunitário, bem como de cada personagem em específico, que pode ser fragmentada em diversos momentos: o primeiro choque, motivado pelo contacto directo com uma nova realidade, gera confusão e resistência – o papel da mulher do médico, análogo ao do filósofo, é atenuar os efeitos deste impacto, partilhando o seu conhecimento; posteriormente, num segundo momento, enquanto comunidade, são forçados a proceder a diversas adaptações – aprendem a viver com a doença, adaptando-se às novas condições e aplicam novas regras a antigos sistemas para viver em sociedade (cujo equilíbrio, em virtude dos diferentes tipos de liderança postulados por Platão, terá mais ou menos sucesso quanto menor ou maior for a ganância do seu líder, respectivamente, como se recuperará posteriormente nesta reflexão). Com efeito, na Caverna de Platão, quando confrontado com a luz, o prisioneiro libertado experimenta dor – representando a sua dificuldade em reconhecer os referentes – ; em “Blindness”, não só o carácter espontâneo da epidemia lhes desencadeia incompreensão/confusão, como a cegueira, porque pressupõe habituação, implica uma resistência, física e de hábitos, à sua nova condição – também os cegos têm que aprender a orientar-se, num primeiro momento, sem recurso a um sentido que sempre tomaram como garantido, a visão. Nesta medida, é construído o significado da alegoria assente na ideia de que, tomada como garantida, a sua capacidade de visão era mal empregue, na medida em que estaria ao serviço da veiculação de ilusões (presente, igualmente, na obra de Platão): na caverna, esse carácter ficcional é canalizado na ideia de engano sensorial que o autor comenta no domínio do impedimento da obtenção de conhecimento verdadeiro (e útil, enquanto bom); em “Blindness”, a falsidade/infiabilidade da visão que possuíam anteriormente remete-nos para uma gestão errónea da importância que o homem se habituara a atribuir às coisas – isto é, quando as personagens recuperam a visão, apercebem-se de uma mudança na sua atribuição de valores às coisas que os rodeiam, que é subvertida. Desta forma, a sua recuperação da visão remete-nos para uma aprendizagem – uma educação – no sentido de ver o mundo com maior clareza, sem preconceitos e com maior humildade, análoga ao contacto com o conhecimento verdadeiro, na Caverna de Platão, materializado pela ascensão ao mundo da superfície. Com efeito, efectivada a educação como um processo, as mesmas consequências se verificam em ambas as obras: na alegoria da Caverna, o prisioneiro que contacta com a luz (o conhecimento), ultrapassado o choque motivado pela sua nova condição, procurará construir a partir da percepção da verdade – aprendendo a assumir a sua qualidade de ser racional, extrapolando, desta forma, a sua capacidade de conhecer numa perspectiva de desenvolver novas aptidões –;  em “Blindness”, verifica-se essa intenção de, já habituados às suas novas limitações físicas, assumindo a sua alienação em relação ao resto do mundo, proceder à formulação de novas regras válidas para viverem comunitariamente. &lt;span style="font: normal normal normal 12px/normal Times; "&gt;Nessa perspectiva, a mulher do médico efectiva um papel instrumental: representa o prisioneiro libertado, uma líder a quem é concedida a capacidade de ver o mundo, na mesma medida que o filósofo ascendia ao mundo metafísico e compreendia-o verdadeiramente, porque tinha acesso ao verdadeiro conhecimento, desenvolvida a sua capacidade racional (de ver a verdade) – sabendo o que é verdadeiro, conhece o que é bom e pratica esse bem, que se materializa, em “Blindness”, no uso do conhecimento que possui em seu favor e ao serviço da sua comunidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.5px; font: normal normal normal 12px/normal Times; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; "&gt;No entanto, a analogia entre as duas obras estende-se, igualmente, às reacções negativas imediatas à presença de uma personagem a quem é concedida a superioridade intelectiva (na Caverna) e a imunidade (em “Blindness”): da mesma forma que o comportamento do prisioneiro seria desajustado e este seria desacreditado, nesse medida, a mulher do médico procura, num primeiro momento, nunca revelar a sua visão. Em virtude das hipóteses conjuradas por Platão – de que, por atentar a um sistema definido, os demais prisioneiros poderiam reagir violentamente às novas asserções que o prisioneiro-filósofo pretenderia veicular a partir do conhecimento recentemente travado, matando-o –, o receio da personagem de “Blindness” justifica-se; previne-se, no entanto, ao ocultar a capacidade que mantém imaculada de ver,  ficando, em vez de fugir, numa perspectiva de confirmar, mais uma vez, o seu altruísmo – &lt;span style="font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt;atenua-lhes a cegueira até uma restauração completa: educa-os a reformularem as suas vivências e adaptando-os à sua nova condição, como o filósofo que pretende universalizar o seu saber, regressando ao mundo das sombras depois de ter ascendido ao mundo do inteligível. Nesta medida, somos remetidos para a reflexão de Platão acerca das características de um bom líder e a sua aplicação na narrativa do filme: deve ter acesso ao conhecimento (no caso de “Blindness”, a personagem da mulher do médico tem acesso à visão), mas não deve procurar lucrar com o poder por si só nem usar esse conhecimento para o mal – estabelecendo-se o contraste entre esta personagem e o cego que já o era antes da epidemia, que canaliza a sua não necessidade de adaptação (o seu conhecimento prévio do que era a realidade desta condição) para efectivar o mal, capacidade esta que subjuga, em grande medida, a bondade da personagem da mulher do médico. Em virtude da fragmentação da nova sociedade que se cria no universo de “Blindness”, o facto de não se proceder à apresentação de um líder absoluto surge como um instrumento de comparação entre os diferentes tipos de liderança, postulados por Platão: verificam-se momentos do filme em que são descritas as reacções que o autor antevia na sua obra, nomeadamente, o facto de que a liderança motivada pela ganância gera lutas inúteis (de retenção do poder como se este fosse em si mesmo um grande bem); em confrontação com a comunidade liderada pela mulher do médico, cuja liderança altruísta apresenta uma construção sempre análoga à ideia da educação como um processo (procura construir a partir do poder – visão – que lhe é dado, procurando servi-los da sua capacidade autónoma, educando-os a partilhar dessa autonomia). No entanto, trata-se de um processo iniciado por motivação externa, remetendo-nos para a ideia de que a tomada de consciência do homem relativamente à necessidade de mudança só é materializada quando este é colocado numa situação em que revela o pior de si: sendo particularmente evidente no filme, em  os cegos apenas assumem a necessidade de ver tudo com outros olhos, quando a visão lhes é retirada abruptamente; mas verificando-se, igualmente, nos prisioneiros da caverna, que aceitam acriticamente a sua clausura, apenas posta em causa pela libertação (dogmática) e o regresso (altruísta) do prisioneiro-filósofo, em relação ao qual, por sua vez, reagem com violência e negação agressiva.&lt;span class="EC_Apple-tab-span" style="white-space: pre; "&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; text-indent: 35.5px; font: normal normal normal 12px/normal Times; margin-top: 0px; margin-right: 0px; margin-bottom: 1.35em; margin-left: 0px; "&gt;Nesta perspectiva, e em jeito de conclusão, a personagem da mulher do médico apresenta-se, assim, como uma metáfora do  filósofo, mas é-o igualmente dos papéis de espectador (do desenvolvimento narrativo de “Blindness”, que vê o que esta vê) e de leitor (da Alegoria da Caverna de Platão, que possui o distanciamento racional necessário a compreender o carácter referencial da obra): ao ver e ao ler, é-nos esperado que apreendamos a necessidade de mudar, buscando o conhecimento e usar a visão ao serviço do bem, a partir do momento em que ultrapassamos o choque (“&lt;i&gt;as trevas&lt;/i&gt;” que nos inundam os olhos, como ao prisioneiro libertado) de nos confrontarmos com o comentário que estas alegorias pretendem veicular (ao regressar do sol). Neste âmbito, o final de “Blindness” – e do livro de Saramago –, embora apresentem a estrutura divergente, pretende veicular este mesmo pensamento:&lt;span style="font: normal normal normal 12px/normal 'Times New Roman'; "&gt; denota-se a situação contrária, na medida em que, depois de resolvida a trama, ultrapassado o carácter catastrófico, e recuperada a visão (biológica e metafórica), é que a líder com visão se apercebe de toda a dimensão das experiências motivadas pela epidemia; quando antes se deixava mover pela sobrevivência, depois dá-se a uma tomada de consciência, abrupta e extrema, das aprendizagens efectivadas durante todo aquele processo de educação – confronta-se, não com a possibilidade de se atingir o conhecimento verdadeiro e daí retirar-se a definição de bom (como na Alegoria da Caverna de Platão), mas com demonstrações múltiplas do que o que o ser humano consegue significar de pior. São, porém, algo paradoxalmente, estas as razões pelas quais deriva a necessidade e a relevância de uma e outra alegoria: assumir-se as limitações do ser humano (de ver para alem da ilusão e das aparências) e desconstruí-las numa perspectiva catártica – conhecer a verdade e o bem é possível, da mesma forma que o é, tornar a aprender a ver. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;*este foi um trabalho realizado no ano lectivo 2008/2009, na Universidade Católica Portuguesa - Porto&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-6833952253181151711?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/6833952253181151711/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=6833952253181151711' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/6833952253181151711'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/6833952253181151711'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2009/01/blindness-lider-com-visao.html' title='Blindness - A Líder com Visão'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-7401882723917624769</id><published>2009-01-25T17:24:00.002Z</published><updated>2009-01-25T17:26:52.377Z</updated><title type='text'>Ensaio sobre a Cegueira</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SXygsNwF-AI/AAAAAAAAACg/JQ6hCpUPkMk/s1600-h/cegueira.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5295283943346927618" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 214px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SXygsNwF-AI/AAAAAAAAACg/JQ6hCpUPkMk/s320/cegueira.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Realizado por Fernando Meirelles, “Ensaio sobre a Cegueira” (2008) é uma fiel adaptação da homónima obra do Nobel português da literatura José Saramago.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;O espectador é confrontado com a enigmática e inquietante questão “e se um dia todos os homens cegassem” e convidado a assistir às cruas consequências da acção da simples natureza humana. Com efeito, trata-se de uma história assertiva (porque violenta), fantasiosa (porque excessivamente realista) e humana (porque monstruosa).&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;A aparente distância que separa os acontecimentos narrados da realidade expectável (é indubitavelmente mais confortável negar tal acontecimento, do que assimilar tão perturbante insight), fundamenta as duras críticas de que o filme foi alvo por parte da imprensa americana. O extremo ao qual o tema é explorado (chegando-se mesmo ao ponto de nos desejarmos mais identificados com o humanismo de um cão, comparativamente ao que assistimos como natureza da humanidade), faz despertar mecanismos de defesa e crer que a negação é, talvez, a única forma eficaz de lidar com a sujidade que povoa (ou pode povoar) a sociedade. Recorrendo-se a uma imagem forte da película, que parece encerrar em si o significado que se pretende aqui veicular, o facto da única personagem que nunca perdera a visão maldizer esta “benção” ou até quase desejar cegar, tal o sofrimento vivenciado pela imperatividade de assistir em primeiro plano a esta epidemia social. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Esta metafórica cegueira – podendo ser entendida como egoísmo ou ambição –, tem, ainda e talvez paradoxalmente, o poder de exaltar a pureza de sentimentos como o amor (assuma este a pele que desejarmos: passional, fraterno, parental, amistoso, …) ou de justificar a agressividade da vingança.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Não podendo (por total desconhecimento ou falta de sensibilidade) versar acerca de questões de carácter técnico, parece ser possível comentar em que medida algumas opções, neste âmbito, contribuem para a vivência sensitiva e emocional do espectador. A falta de visibilidade, a predominância de cores claras e a volatilidade dos limites físicos dos espaços e dos objectos, por exemplo, transmitem instabilidade e insegurança e, desta forma, uma maior proximidade com a vivência idiossincrática (embora interpretável) de cada personagem.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;No que concerne à experiência pessoal de espectadora, talvez em nenhum outro filme tenha sentido a inquietação e/ou revolta que pude experimentar. Contrariamente à minha vontade, assisti ao filme antes de ter a oportunidade de ler a obra. Esta “ingenuidade” e atitude de entrega/abertura à experiência pode ter contribuído para o envolvimento ao qual me refiro em termos emocionais e avolumado o receio de não vir a aproveitar tudo o que a leitura (por vezes) acrescenta. Surpreendentemente, ler o “Ensaio sobre a Cegueira” após ter visionado a película elevou a experiência a um expoente indescritível –, para além de ter tomado consciência que a visão do autor foi integralmente respeitada pelo realizador, senti-me a rever uma dos melhores filmes da minha vida, podendo usufruir de comentários magnânimes (porque sábios, audazes, irónicos e vividos) de José Saramago!&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-7401882723917624769?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/7401882723917624769/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=7401882723917624769' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/7401882723917624769'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/7401882723917624769'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2009/01/ensaio-sobre-cegueira.html' title='Ensaio sobre a Cegueira'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SXygsNwF-AI/AAAAAAAAACg/JQ6hCpUPkMk/s72-c/cegueira.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-1075384266074652006</id><published>2009-01-23T16:54:00.000Z</published><updated>2009-01-23T16:55:01.403Z</updated><title type='text'>O Regresso do(s) Cinèfilo(s)</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Caros Cinéfilos,&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de mais, apresentamos o nosso pedido de desculpas pela ausência alargada no tempo – as responsabilidades e pressas quotidianas assim o obrigaram.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vimos, hoje, por este meio, regressar apresentando uma proposta, ou por outra, abrir um espaço de colaboração… como preferirem!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Passamos a explicar:&lt;br /&gt;Gostaríamos de convidar todos os visitantes (fiéis ou transitórios) a participar no espaço dos Cinéfilos Anónimos, não só através dos comentários, mas tornando possível a publicação de artigos (críticos, de opinião, etc…) da vossa autoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este espaço, de periodicidade variável (consoante a colaboração que se verificar), pretende responder às necessidades e interesses de um leque mais alargado de pessoas já que não se limita ao leque de interesses pessoais da equipa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, a todos os interessados, pedimos que enviem os vossos contributos para:&lt;br /&gt;&lt;a href="mailto:yuna_r@hotmail.com"&gt;ana.oliveira.ramos@gmail.com&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aguardamos a vossa colaboração!&lt;br /&gt;Saudações cinéfilas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A equipa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-1075384266074652006?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/1075384266074652006/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=1075384266074652006' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1075384266074652006'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1075384266074652006'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2009/01/o-regresso-dos-cinfilos.html' title='O Regresso do(s) Cinèfilo(s)'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-181113187539199085</id><published>2007-10-31T17:16:00.000Z</published><updated>2008-12-10T09:13:20.337Z</updated><title type='text'>Westerns para sempre!</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/Ryi45r-MvPI/AAAAAAAAAA0/cGw49qbdchI/s1600-h/large_yuma.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5127551476956970226" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/Ryi45r-MvPI/AAAAAAAAAA0/cGw49qbdchI/s200/large_yuma.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;p&gt;E, de repente, o &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; parece estar de volta! Pelo menos, a temporada cinematográfica Outono/Inverno conta com três estreias importantes enquadradas naquele que é considerado o género clássico americano por excelência: &lt;strong&gt;“3:10 to Yuma”&lt;/strong&gt; de James Mangold; &lt;strong&gt;“The Assassination of Jesse James by the Coward Robert Ford”&lt;/strong&gt; de Andrew Dominik e &lt;strong&gt;“No Country for Old Men”&lt;/strong&gt; dos irmãos Joel e Ethan Coen.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“3:10 to Yuma” é um remake de um clássico menor homónimo de 1957, adaptado de um conto de Elmore Leonard e conta nos principais papéis com duas das maiores estrelas cinematográficas da actualidade: Russel Crowe e Christian Bale. O realizador é James Mangold, muito galvanizado com o recente sucesso crítico e público de “Walk the Line” (2005). "3:10 to Yuma" estreou a 7 de Setembro nos cinemas americanos, resultando num sucesso comercial moderado e para uma recepção crítica bastante favorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“The Assassination of Jesse James…”, filme adaptado de um livro homónimo de Ron Hansen, também já estreou do outro lado do Atlântico, igualmente com boas impressões da crítica mas com resultados de bilheteira bastante aquém das expectativas. Afinal, tratava-se do épico protagonizado por Brad Pitt e, ao que parece, pontuado pela interpretação crucial de Cassey Affleck (esperava-se que o actor aparecesse em 2008 com um estatuto mediático mais interessante do que o do &lt;em&gt;irmão mais novo de Ben Affleck&lt;/em&gt;).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Finalmente, o último a estrear nos Estados Unidos, “No Country for Old Men”, tem sido anunciado como o grande regresso dos irmãos Coen à boa forma, mais uma vez uma adaptação cinematográfica de uma obra literária, desta vez de Cormac MacCarthy (o seu último livro “A Estrada” mereceu grande destaque mediático no &lt;em&gt;Oprah Winfrey Show&lt;/em&gt;). O filme só chegará às salas americanas a 9 de Novembro, mas já teve a oportunidade de fazer uma passagem satisfatória pelo Festival de Cannes (apesar de não ter arrecadado quaisquer prémios), saindo reconhecidos os esforços dos seus actores principais: Tommy Lee Jones, Woody Harrelson, Josh Brolin e Javier Bardem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a questão que importa colocar: então o &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; esteve de todo ausente? E os referidos três filmes a estrear sucessivamente neste ano constituirão mesmo um despertar da Fénix adormecida?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Antes de propôr uma resposta. Pedir-se-á aos esclarecidos da sétima arte para nomearem o último &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; relevante da história cinematográfica e provavelmente 9 em 10 respostas levar-nos-ão ao início dos anos 1990 com &lt;strong&gt;“Imperdoável”&lt;/strong&gt; de Clint Eastwood ou &lt;strong&gt;“Danças com Lobos”&lt;/strong&gt; de Kevin Costner. Por direito próprio, ambas as obras ocuparam um nicho histórico indiscutível – diferenças estilísticas à parte, ambas por terem reorganizado as regras clássicas do género, sem &lt;em&gt;realmente o abandonarem&lt;/em&gt;. Esforço que não se deve confundir com os sublimes embates de Sérgio Leone com os seus &lt;em&gt;spaghetti westerns&lt;/em&gt; dos anos 1960 e 1970.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Imperdoável” e “Danças com Lobos” não foram os primeiros ou os últimos &lt;em&gt;westerns revisionistas&lt;/em&gt;, mas foram aqueles que importaram. Ambos constituindo-se como grandes homenagens ao &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; clássico (o do John Ford ou do Howard Hawks), seguindo determinadas convenções e auto-regulações, mas sabendo apreender uma essência particular, revertendo as polaridades ou redefinindo as prioridades e, finalmente, assumindo uma orientação idiossincrática com uma mensagem esclarecida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas, e voltando ao início, não, não é verdade que “3:10 to Yuma”, “The Assassination of Jesse James…” ou “No Country for Old Men” sejam um regresso ao &lt;em&gt;western&lt;/em&gt;. Da mesma maneira que “Imperdoável” ou “Danças com Lobos” não o foram. Isto porque muito simplesmente o &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; nunca esteve ausente. E não estou a referir-me a &lt;em&gt;"Deadwood"&lt;/em&gt;. &lt;/p&gt;&lt;p&gt;As obras artísticas são características dos seus tempos e personalidades, e é assim que devem ser entendidas. Por isso é que o tempo do &lt;em&gt;cowboy&lt;/em&gt; de chapéu branco a cavalgar na pradaria e índios selvagens a assaltar diligências já terminou. Mas o &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; continuou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sempre que assistimos à saga do viajante solitário, seja contra o pôr-do-sol das planícies texanas ou a furar as fronteiras do espaço sideral; que o vemos a enfrentar uma trupe de malfeitores, ou meliantes, tiranos e opressores sobre um povo desguarnecido; e nessa empresa surge auxiliado pelos co-protagonistas da circunstância (velhos sábios, donzelas deslumbrantes ou amigos bonacheirões); e no fim vence e ruma para o mesmo desconhecido donde surgiu, estamos perante um &lt;em&gt;western&lt;/em&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No sentido que o &lt;em&gt;western&lt;/em&gt; é basicamente uma epopeia americanizada. A saga de um herói individual que assume a responsabilidade de cuidar dos mais fracos ou desprotegidos, aplicando as mesmas armas do inimigo afim de o neutralizar. Isto com a salvaguarda fundamental de nunca por em causa a integridade e inocência daqueles que deve proteger. E esta conceitualização é tão americana como a tarte de maçã. &lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-181113187539199085?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/181113187539199085/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=181113187539199085' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/181113187539199085'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/181113187539199085'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/10/westerns-para-sempre.html' title='Westerns para sempre!'/><author><name>Frederico Guilherme</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-LOGGag9rcoE/TorGu9GB6EI/AAAAAAAAAEY/wIb6-f_OEtQ/s220/perfil%2B2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/Ryi45r-MvPI/AAAAAAAAAA0/cGw49qbdchI/s72-c/large_yuma.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-7106905247070082692</id><published>2007-09-25T09:12:00.000+01:00</published><updated>2008-12-10T09:13:21.971Z</updated><title type='text'>A Boa Educação</title><content type='html'>&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;A abertura do ano lectivo por todo o País fornece-nos o enquadramento apropriado à selecção de algumas películas importantes centradas nessa crucial fase da existência humana civilizada: os anos escolares. A descoberta, a socialização, o amadurecimento, o sofrimento, a superação pessoal e outros temas sobreponíveis constituem a essência dos filmes que passo a apresentar. Obviamente apenas exemplos avulsos de entre uma miríade de escolhas possíveis.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjEpmwIXvI/AAAAAAAAAAM/kixjYoe19YI/s1600-h/chorus.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114053595935301362" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 121px; CURSOR: hand; HEIGHT: 178px" height="219" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjEpmwIXvI/AAAAAAAAAAM/kixjYoe19YI/s200/chorus.jpg" width="129" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;OS CORISTAS – “Les Choristes” (2004) de Christophe Barratier&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um dos recentes sucessos do cinema francês, “Os Coristas” retoma a clássica fórmula do Professor recém-chegado que, contra todas as adversidades e contra-tempos, inspira e faz desabrochar o potencial dos seus Alunos (de resto, patente noutros filmes desta lista). Neste caso, trata-se do prazenteiro Clement Mathieu (Gerard Jugnot) que chega em 1949 ao miserável internato de Fond de l'Etang (fundo do lago) para descobrir e arrebatar os dotes vocais de alguns dos seus jovens alunos. A história segue relativamente previsível, no entanto contemplando habilidade narrativa e atmosfera humanista suficientes para empenhar a sua audiência. E a banda sonora assinada pelos Les Petits Chanteurs de Saint-Marc eleva toda a obra a um nível superior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;SER E TER – “Être et avoir” (2002) de Nicolas Philibert &lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjFpGwIXwI/AAAAAAAAAAU/OAn4WE12jW4/s1600-h/to+be.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114054686856994562" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjFpGwIXwI/AAAAAAAAAAU/OAn4WE12jW4/s200/to+be.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Extraordinário documentário de orçamento reduzido e outro sucesso recente do cinema francês, “Ser e Ter” encontra a câmara do conceituado Nicolas Philibert a seguir um ano da existência num jardim-de-infância de meio rural. Mais propriamente, da vida do Professor M. Georges Lopes, perto da reforma mas completamente devotado às vidas e aprendizagens dos seus muito jovens alunos (entre os 4 e os 10 anos). O cineasta não procura nem interfere, não condescende nem explora, mas (parece que espontaneamente) capta os mais simples e maravilhosos episódios de humanidade que se possam imaginar. Apelando ao lado maternal de todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjGCWwIXxI/AAAAAAAAAAc/o2VWWZB2iOI/s1600-h/dead+poets.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114055120648691474" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 149px; CURSOR: hand; HEIGHT: 223px" height="276" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjGCWwIXxI/AAAAAAAAAAc/o2VWWZB2iOI/s200/dead+poets.jpg" width="174" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;O CLUBE DOS POETAS MORTOS – “Dead Poets Society” (1989) de Peter Weir&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um daqueles exemplares do cinema moderno que se encontra certamente na lista dos favoritos pessoais de muita gente. No final da década de 1980, Peter Weir alinhou um Robin Williams em estado de graça a um punhado de jovens promessas (destacando-se Ethan Hawke e Robert Sean Leonard) afim de cultivar esta espécie de grito de revolta contemporâneo – &lt;em&gt;80s teen angst&lt;/em&gt; – em contexto anacrónico: um colégio americano elitista no final dos anos 1950. Williams entrega uma &lt;em&gt;performance&lt;/em&gt; memorável como o pouco convencional Professor John Keating, que procura inspirar os seus alunos adolescentes a ultrapassarem o sufoco social envolvente e a batalharem pelos seus sonhos e ideais. “Carpe diem” “Oh, Captain, my Captain”, em destaque entre outras deixas memoráveis, fazem deste filme um candidato sério a clássico dos nossos tempos. Até lá, é o testemunho de umas quantas gerações que continuam a perguntar porque é que nunca encontraram um John Keating nas suas aulas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;MENTES PERIGOSAS – “Dangerous Minds” (1995) de John N. Smith &lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjG62wIXyI/AAAAAAAAAAk/aAUKtMyJCqc/s1600-h/dangerous.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114056091311300386" style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjG62wIXyI/AAAAAAAAAAk/aAUKtMyJCqc/s200/dangerous.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A par de “O Clube dos Poetas Mortos”, este será dos mais famosos filmes a aplicar a clássica fórmula já ditada do Professor inspirador &lt;em&gt;versus&lt;/em&gt; um contexto adverso. Estreado em meados da década de 1990, sem nunca ter merecido grandes aplausos críticos, cavou um nicho bastante significativo no imaginário cinematográfico popular, vigorando como uma das referências mais importante deste sub-género. Michelle Pfeiifer encarna LouAnne Johnson, ex-fuzileira com um passado turbulento contratada para dar aulas a uma turma problemática numa escola dos bairros sociais. Através de métodos pouco convencionais, como viagens gratuitas ao parque de diversões ou um concurso de poesia centrado em "Mr. Tambourine Man" de Bob Dylan, consegue conquistar a contra-gosto os corações e mentes dos seus jovens estudantes. Não primando propriamente pela novidade, “Mentes Perigosas” vale sobretudo pela presença carismática de Pfeiifer, mas também por uma noção apurada sobre as regras do género (sem as mecanizar em demasia); e, embrulhado, num pacote &lt;em&gt;hip hop&lt;/em&gt;, surge como um produto directo da época em que foi realizado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjH12wIXzI/AAAAAAAAAAs/3O_TimUA7Ig/s1600-h/breakfast.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5114057104923582258" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjH12wIXzI/AAAAAAAAAAs/3O_TimUA7Ig/s200/breakfast.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;BREAKFAST CLUB - “Breakfast Club” (1985) de John Hughes&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é um dos meus favoritos pessoais e, embora não faça qualquer referência a Professores, é um magnífico retrato sobre o crescimento juvenil por entre os corredores da escola. É também o exemplo maior das famosas películas &lt;em&gt;teen angst&lt;/em&gt; realizadas por John Hughes durante os anos 1980 - histórias agridoces e descomplexadas de adolescentes em ruptura com o mundo. Em “Breakfast Club”, cinco jovens devem passar um Sábado em detenção na biblioteca da Escola, por terem violado qualquer tipo de regras. Cada um “pertence” a determinado estereótipo juvenil e é interpretado por alguns dos mais notáveis &lt;em&gt;brat packers &lt;/em&gt;: a “rainha de beleza” (Molly Ringwald), o “atleta” (Emílio Estevez), o “rufia” (Judd Nelson), a “neurótica” (Ally Sheedy) e o “marrão” (Anthony Michael Hall). Embora de início não se conheçam muito bem e até exista alguma animosidade mútua, pelo decorrer da película vão se gradualmente encontrando e descobrindo as suas próprias semelhanças e idiossincrasias. Como se percebe, o mote é bastante simples, mas é desenvolvido ao máximo do seu potencial numa história harmoniosa servida por excelentes diálogos e personagens cativantes. No final é daqueles filmes com sinceridade e alma, captando a urgência existencial da adolescência, com suas contradições e dissabores, ao mesmo tempo que imprime um forte apelo à comunhão e amizade, sem cair no paternalismo balofo ou ingénuo. Indispensável. &lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-7106905247070082692?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/7106905247070082692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=7106905247070082692' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/7106905247070082692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/7106905247070082692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/09/boa-educao.html' title='A Boa Educação'/><author><name>Frederico Guilherme</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-LOGGag9rcoE/TorGu9GB6EI/AAAAAAAAAEY/wIb6-f_OEtQ/s220/perfil%2B2.bmp'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_S4FX7XBrLLE/RvjEpmwIXvI/AAAAAAAAAAM/kixjYoe19YI/s72-c/chorus.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-8225885855450309886</id><published>2007-06-03T22:58:00.000+01:00</published><updated>2008-12-10T09:13:22.277Z</updated><title type='text'>Laranja Mecânica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RmM6tRxTqHI/AAAAAAAAABg/S3oWmxtvd_w/s1600-h/laranja+mec%C3%A2nica.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RmM6tRxTqHI/AAAAAAAAABg/S3oWmxtvd_w/s320/laranja+mec%C3%A2nica.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5071962154888046706" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;O filme &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Laranja Mecânica”&lt;/span&gt; – realizado, em 1971, por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Stanley Kubrick&lt;/span&gt; e originário do Reino Unido – é-nos apresentado frequentemente na qualidade de uma “obra-prima imperdível”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);font-family:&amp;quot;;" &gt;Tentando reduzi-la à linearidade, conta-se a história de um jovem (e dos seus seguidores) que vê a violência e a usurpação como meio para atingir o seu (aparentemente) único objectivo: obter prazer! Numa das suas investidas de ilegalidade Alex (&lt;/span&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Malcolm McDowell&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;) é detido e, exímio sedutor, consegue ser seleccionado para participar num programa de “cura de transgressores” que o habilitaria à liberdade célere. Ao longo da película, o espectador é introduzido às condições experimentais do mencionado tratamento e às suas consequências (superficialmente falando), bem como o é relativamente às características personológicas e comportamentais de Alex (de uma forma sagaz e dura).&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Paralelamente embora, na minha opinião, aí deva residir o foco da atenção e atitude reflexiva do espectador, a película convida à avaliação dos limites da acção humana (neste caso, terapêuticamente falando), já que são frequentes os confrontos com a ambiguidade entre o desejável e o legal, entre o justo e o injusto, entre o violento e o ético. Efectivamente, parece partir-se o princípio que o comportamento violento é “aprendível” e, por isso, passível de ser desaprendido, ao ponto de se experimentar a reprogramação do protagonista “ensinando-o” a agir de forma socialmente aceite e equilibrada através de técnicas de condicionamento (associando-se qualquer acto ou pensamento agressivo a um mal-estar geral biológica e psicologicamente produzido). Como tentava apresentar anteriormente, não obstante ser quase unânime a justiça do castigo aos transgressores, arriscaria afirmar a impossibilidade de qualquer pessoa se sentir indiferente à violência desta “cura”, pagando-se a violência com a violência e, por isso, não se conseguindo fazer operar a mudança (antes camuflando-se alguns comportamentos mais visíveis e incomodativos socialmente) e dando-se espaço à total manipulação dos resultados. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Não me sinto no direito de expor as minhas e outras teorias acerca da origem do comportamento (e personalidade, caso exista uma tipificada) delinquente, contudo penso que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Laranja Mecânica”&lt;/span&gt; nos convida (e obriga) ao confronto com esta realidade, ao estabelecimento de paralelismos com o quotidiano e, no limite, à formulação de explicações e à tomada de posição(ões). Deverão existir teorias em abundância (e não raramente as adivinho discrepantes) mas atrevo-me a adiantar uma reflexão que espero unânime: é com alguma revolta que me apercebo (e vou confirmando em repetidas “celebrações” mediáticas) que – passando o adágio popular – “o crime compensa” e que a manipulação social (neste caso através da violência e pela dissimulação) acaba por transformar os marginais em vítimas da sociedade, desresponsabilizando-os e, cegamente, a responsabilizar as “verdadeiras” vítimas. No que a este respeito concerne, não desejo estender-me, convidando os leitores à expressão e ao debate, assumindo o meu cepticismo e (quase)inflexibilidade quanto à compreensão deste “fenómeno” da violência.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Tendo sido, como anteriormente citado, realizado na década de 70, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;“Laranja Mecânica”&lt;/span&gt; pretende projectar a realidade no tempo, o que, materialmente, se operacionaliza em cenários futuristas e visualmente atractivos, estimulantes e bem conseguidos nomeadamente no que respeita às cores utilizadas, ao &lt;span style="font-style: italic;"&gt;design&lt;/span&gt; dos espaços e à bizarria do vestuário, do vocabulário e da maquilhagem. Uma outra característica do espaço é a abundância de referências de cariz sexual que, não a compreendendo do ponto de vista da estética, apenas consigo (tentar) compreender como antecipação da banalização do tema e como “crítica” à (i)moralidade social que impera ao longo da história.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Um outro ponto merecedor de destaque, prende-se com a qualidade musical da banda sonora – privilegiadamente protagonizada por trechos da 9.ª Sinfonia, da autoria de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ludwig van Beethoven&lt;/span&gt; e com arranjo de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wendy Carlos&lt;/span&gt;. Efectivamente, a harmonia (por vezes desconfortável, inquietante e não raras vezes violenta) encontrada entre a imagem e a música parece fortalecer a mensagem que pretende transmitir-se através da transferência de emoções do ecrã para o espectador.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;Por tudo isto, adiei a minha opinião para o fim… imperdível? Obra-prima? Não sei responder com certeza, estando certa que tal se deve à ambivalência que o filme e o tema em mim provocam. Encontro-me resistente em considerar a violência como obra-prima, ajoelhando-me perante a qualidade do método.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-8225885855450309886?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/8225885855450309886/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=8225885855450309886' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/8225885855450309886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/8225885855450309886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/06/laranja-mecnica.html' title='Laranja Mecânica'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RmM6tRxTqHI/AAAAAAAAABg/S3oWmxtvd_w/s72-c/laranja+mec%C3%A2nica.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-6038010571341709981</id><published>2007-05-26T21:01:00.000+01:00</published><updated>2008-12-10T09:13:22.543Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='David Lynch'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>INLAND EMPIRE</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_Q-mHXrYumsE/RliTB5V7uLI/AAAAAAAAAAc/JZIg8YcgARk/s1600-h/09.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://1.bp.blogspot.com/_Q-mHXrYumsE/RliTB5V7uLI/AAAAAAAAAAc/JZIg8YcgARk/s320/09.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5068963041387460786" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; &lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;font-size:100%;" &gt;   Quando questionado acerca das motivações que levaram à realização de INLAND EMPIRE – o uso exclusivo de letras maiúsculas parte da exigência do seu autor, por razões que, mesmo quando já explicado a escolha do título, permanecem por descortinar -, David Lynch responde, no seu livro intitulado “Catching the Big Fish” (sem tradução portuguesa, sendo que, a arriscar uma extrapolação, aproximar-se-ia de “Á procura do Grande Peixe”), que, antes do mesmo, antes de haver um “INLAND EMPIRE”, não havia nada – e o tudo que daí se formou apareceu por mero acaso, aquando uma conversa do realizador com a actriz que o protagoniza, Laura Dern, que acabara de se mudar para a sua área de residência, desafiando-o a tornarem a partilhar um trabalho juntos. Com efeito, esse projecto - cujo intuito era, originalmente, de publicação recreativa na Internet e, portanto, não lucrativa – veio a evoluir para uma longa-metragem, dado o facto de que - segundo o realizador, transmitindo-o através do livro supracitado – a qualidade da interpretação alcançada pela actriz se apresentou de tal forma sublime, que o lançamento exclusivo naquele meio lhe parecia&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt; incomportável; além disso, as catorze páginas de guião - escritas então - e os setenta minutos já constituídos – então filmados – pareciam esconder uma ideia, como que um segredo que os transcendia, bem como ao próprio autor.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="font-family: arial;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    De facto, tendo em consideração a leitura deste livro – &lt;st1:personname productid="em que David Lynch" st="on"&gt;em que David Lynch&lt;/st1:personname&gt; se apresenta sem condicionalismos, falando directamente ao ouvido daqueles interessados em almejar percebê-lo, embora conscientemente cientes da inevitável frustração de tal intento – e analisando a generalidade das obras da sua filmografia, este parece defender a existência das ideias enquanto entidades abstractas independentes, exteriores ao mesmo – “peixes no oceano da sua consciência”, como apaixonadamente as descreve -, que este desenvolve segundo a sua intuição, imprimindo, nas suas obras, a sua interpretação, porém conservando, simulta&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;neamente, a universalidade e a mutabilidade das mesmas, inerentes à possibilidade que encerram de constituirem uma experiência única para cada uma das individualidades que se proponham a delas fazer parte. Com efeito, David Lynch defende a anulação de quaisquer (pré)conceitos, determinados a priori da experiência, pelo que se reveste de alguma incoerência este intento de elaborar uma análise crítica a uma obra sua – revelando-se, ainda, tão difícil descrever o seu trabalho e aquilo que faz deste, e doutros dos seus filmes, plenas obras-primas do cinema moderno, como presumir-se possível a compreensão integral, sempre &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;condenada à frustração, do seu conteúdo. Pretender compreender a obra do realizador na sua totalidade, seria ambicionar mergulhar omniscientemente no seu subconsciente – e este INLAND EMPIRE leva esta asserção ao extremo, apresentando um Lynch por lapidar, em estado puro, preterindo aspectos formais em favor do conceito de cinema enquanto arte em movimento; é de salientar, ainda, que, por esta ser, segundo o autor, a característica que mais o atraiu, no início da sua carreira, para a sétima arte (não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;obstante da sua formação original enquanto pintor, a possibilidade de transmitir as suas telas em sequências dinâmicas apelava-o), assistimos, neste filme, a uma espécie de ciclo na mesma que parece terminar (esperemos que apenas para dar mote a um novo recomeço), já que alberga, simultaneamente, uma celebração da arte na sua manifestação mais primária, e, ainda, todas as dissonâncias intencionais que são apanágio dos seus trabalhos de realização, que resultam no seu carácter único, distinguindo-as das demais obras de outros autores. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    Com efeito, &lt;st1:personname productid="em INLAND EMPIRE" st="on"&gt;em INLAND EMPIRE&lt;/st1:personname&gt;, até uma simples sinopse pode ser revestida, não só de obstáculos à sua elaboração, mas igualmente de um carácter algo diverso e discutível, já que – bem ao estilo do autor -, por muito inquestionável que nos possa parecer, pelo senso comum, a nossa capacidade de visão – o que é o cinema que não a comunhão das percepções visuais com as auditivas e intelectivas? -, a verdade é que, mais uma vez, Lynch nos leva a construir, ao longo de sensivelmente três horas de filme, permanentes deduções frustradas que desconstroem a confiança que&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; estamos habituados a atribuir aos sentidos - que, nos seus filmes, nos traem permanentemente, pelas fronteiras (quase sempre) difusas entre a realidade e o sonho, e reiterando, assim, o carácter assumidamente simbólico e metafórico de que este se usa para transmitir as suas ideias, quer, algumas vezes, de forma clara, quer o inverso, como é, claramente, o caso de INLAND EMPIRE. No entanto, é comum, na narrativa, a existência de uma actriz, de seu nome Nikki Grace (Laura Dern), acabada de ser escolhida para protagonizar um cobiçada produção cinematográfica, a par de Devon Berk (Justin Theroux&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;, que, depois de ter conhecimento de trágicos eventos&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;- o brutal assassinato dos seus dois protagonistas - que levaram ao cancelamento da produção de um filme adaptado de um conto tradicional polaco, no qual este projecto, alegadamente, se baseava, vê-se envolvida num perturbante ciclo de acontecimentos difusos, em que a realidade e a ficção se imiscuem em vivências diversas e fragmentadas – como aliás, o é a mente humana, como parece ser uma área de intervenção recorrente na filmografia de Lynch, expressando, através de realidades algo extravagantes porque marcadamente misteriosas, as&lt;span style=""&gt; mais primárias emoções humanas, mas também as mais medíocres e mesquinhas, igualmente amplamente verificáveis. Com efeito, a associação entre as vivências de Nikki e a personagem em que parece metamorfosear-se - Susan Blue, que, por sua vez, se divide na sua manifestação de banal dona de casa, adúltera porque infeliz com o seu casamento, e, ainda, numa violenta e amargurada prostituta – são evidentes, quer por indícios visuais, quer por recorrência de diálogos, referências numéricas, reincidência de espaços, etc., exigindo, assim, ao espectador um permanente estado de vigilância crítica, num&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; processo de questionamento, frustração e apaziguamento num ininterrupto ciclo – mais uma vez reiterando o intuito do autor fazer o público partilhar do processo artístico, já que impõe a incursão num método que este afirma utilizar na elaboração de uma tela&lt;/span&gt; (neste caso, em movimento), o de agir e reagir continuamente.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;Algo contraditoriamente, os momentos de frustração – não raros, ao longo do filme, pela normal e já reiterada, incapacidade do espectador apreender todas as intencionalidades na sua totalidade - talvez se devam, de facto, à crença – talvez errada – de que os acontecimentos que constituem este filme – e os filmes na sua generalidade - tenham que ser parte integrante de um intuito maior, movendo-se por um único e absoluto fio condutor que possa ser assimilado em valores exclusivamente lógicos, na procura incessante de uma unidade que não &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;é, possivelmente, pretendida – preterindo, à partida, a hipótese de se constituir uma longa-metragem pela conjugação de ideias abstractas, independentes, traduzidas em sequências cuja relação de causa/efeito pode abarcar trânsitos ilícitos de raciocínio, tendo, porém, a certeza da existência dessa conexão através de um valor subjectivo, o da intuição: transgredindo, assim, a lógica em virtude de um valor emotivo; preterindo a objectividade à subjectividade e extremando o conceito de cinema enquanto uma obra de arte aberta, que pode albergar experiências diversas quanto mais diversas forem as idiossincrasias que a “filtrem”, sublimando os valores da &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;pureza de um ensaio visual, do desafio à nossa intelectualidade e à eventual rendição à intuição. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;                &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Este filme foi, com efeito, filmado e montado sem recurso a um guião único, sendo que David Lynch assume que as cenas se basearam em argumentos escritos que iam surgindo gradualmente, independentes uns dos outros, cada um transmitindo ideias autónomas, abstractamente relacionadas entre si – sendo que tudo neste filme parece encerrar a metáfora da tela, já anteriormente sobejamente referida, servindo-se, mais uma vez, o intuito da espontaneidade e criatividade que se pretende na elaboração da mesma; neste mesmo sentido, um quadro não tem um sentido absoluto, nem narra uma história una, única, incontestável e incontroversa, como &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;não acontece, igualmente, neste filme. Nesta perspectiva e neste novo domínio de validade, a amplitude de hipóteses é variada, e, desde diálogos bizarros por personagens bizarras, números musicais fora do contexto e, ainda mais radicalmente, um grupo de pessoas mascaradas de coelhos, num ambiente familiar - cujos discursos, de assunto imperceptível, são acompanhados de reacções exteriores descompassadas e incompreensíveis, apresentando entidades externas (talvez um público que esteja a assistir ao seu quotidiano, como se de um filme se tratasse?) que reagem, rindo, a falas sem qualquer conteúdo humorístico -, tudo marca presença numa manifestação da&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; mais louca expressão do subconsciente do realizador, até ao momento. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    Desta forma, sendo-me impossível – como igualmente indesejável – exceder-me na explicitação das premissas que alicerçam INLAND EMPIRE, bem como as possíveis interpretações que daí possam advir – porque tão diversas, tão discutíveis e tão pessoais e, de certa forma, intransmissíveis -, parece, porém, importante referir que o carácter radical do filme – e desconcertante, em certa medida – se expande, igualmente, numa ampla opção/conjugação de possíveis temáticas e ilações que possam, do mesmo, ser retiradas, restando ao espectador discernir ou escolher entre atribuir a valia ou demérito a um filme capaz&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; de expressar ideias tão diversas e contrárias entre si. Com efeito, por um lado, pode haver quem defenda que este filme apresenta uma dura crítica ao cinema enquanto instituição, à hipocrisia dos seus organismos e à sua forma de actuar e evoluir (ou regredir?), abordando, ainda, os obstáculos ao processo criativo, a sobrexposição mediática de que os seus intervenientes são alvos (ou construtores?) e o seu afastamento/comunhão com o próprio público – sendo interessante, simultaneamente, o paralelo com a temática presente na anterior obra do autor, Mulholand Dr., no que concerne abordagem acerca da noção de Hollywood enquanto &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;fábrica de sonhos, sem que haja o discernimento acerca do mesmo ambiente mas enquanto manufactura de frustrações; e, ainda, a intersecção com o mesmo filme, já que, contrariamente ao mesmo, em que a descoberta das hierarquização do poder no seio da indústria cinematográfica se dá através dos destinos de uma estreante naquele ambiente, &lt;st1:personname productid="em INLAND EMPIRE" st="on"&gt;em INLAND EMPIRE&lt;/st1:personname&gt; o mesmo processo é colocado nas mãos de uma actriz de renome, consolidada e, portanto, supostamente, mais consciente das contingências do mesmo. Por outro lado, existirão, igualmente, os que defendem que filme apresenta, mais uma vez, a angústia perante o carácter vulgar&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; da nossa existência, o cunho banal e medíocre da definição do ser humano, pondo em confrontação a vivência idealizada e a realidade efectiva, as frustrações perante a apreensão do quanto a vida que sonhamos se afasta da que acabamos por alcançar, factualmente – oposição esta patente na contraposição e alternância entre o sonho e a realidade (presentes, como anteriormente mencionado, na recorrência a referências visuais paralelas, a inclusão de sequências descontextualizadas, só passíveis de interpretação quando integradas num valor simbólico e metaforizado, entre demais exemplos), de que, aliás, torna a partilhar o filme Mulholand Dr., &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;embora este último de forma muito mais claramente delimitada e evidente. Dá-se, porém, a possibilidade de uma terceira opção – ou outras mais, embora sejam estas as mais comuns e, portanto, referidas nesta análise -, que é a de se integrarem as duas noções a partir do tema em que se parecem sobrepor, que é a confrontação entre a idealização e o plano factual dos eventos (as fronteiras entre o que sonhamos e o que vivemos, de facto), porém, assente, na noção de que a integração dos valores emotivos em domínios exclusivamente lógicos não apresenta um processo válido, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;procurando, sempre, chocar o espectador pela bizarria dos acontecimentos ilustrados e as sensações extremas que provoca - talvez, nesta perspectiva, a “família” de coelhos sirva de instrumento à sátira acerca daqueles que se arrogam da presunção de compreender a totalidade das coisas, sem se aperceberem de que a condição humana, por si só, abarca a permanente ignorância e a perene impossibilidade de omnisciência – com a presença dos risos descompassados a sugerir uma disparidade entre o conteúdo da mensagem real e a apreendida pelos mesmos; talvez, por outro lado, possa materializar uma crítica à degradação&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; do cinema e dos seus públicos, em que se assiste, gradualmente, a uma subversão da arte pelo gosto por todos os valores que fazem mover a indústria das massas – o riso fácil e a postura passiva do espectador, perante o produto cinematográfico; ou, talvez, indicie a tentativa do autor sugerir a universalidade das ideias, sendo que os seus meios de difusão são independentes do seu conteúdo, defendendo, ainda, mais uma vez, que as mensagens não necessitam de ser descodificadas segundo um sistema lógico para poderem fazer sentido—ou não fossem os interlocutores, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;neste caso, excêntricos coelhos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    Interessa, igualmente, ressalvar que, se é um facto que, por um lado, o carácter notória e intrigantemente dicotómico do filme está directamente correlacionado com o mérito do seu realizador – que, mais uma vez, apresenta um filme, do ponto de vista visual, sem falhas, apresentando, contudo, um cunho algo experimental de que as anteriores obras não partilham, inerente ao facto de que INLAND EMPIRE é todo filmado em vídeo digital (em detrimento do habitual formato de &lt;st1:metricconverter productid="35 mm" st="on"&gt;35 mm&lt;/st1:metricconverter&gt;); permitiu-se, assim, a uma exposição algo diferenciada no que concerne a uma &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;maior flexibilidade de planos, patente num mais frequente e expressivo uso da técnica de “stroob”, que consiste em utilizar o plano cinematográfico de forma a sugerir a acção na primeira-pessoa, absorvendo o espectador para a acção -, também o é que, por outro lado, as virtudes do filme não se esgotam no seu autor, expandindo-se, de forma próxima, às excelentes interpretações do elenco de actores, nomeadamente, da versátil protagonista. Com efeito, neste aspecto, assistimos ao regresso de actores regulares no universo de Lynch – Justin Theroux, Naomi Watts (dobrando a voz de um dos coelhos&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;) e Laura Harring, os três presentes &lt;st1:personname productid="em Mulholand Dr.," st="on"&gt;em Mulholand Dr.,&lt;/st1:personname&gt; as duas últimas ainda em “Rabbits” -, liderados pela talentosa Laura Dern que, depois das participações em outros filmes do autor, como “Blue Velvet” ou “Wild At Heart”, apresenta-se, neste INLAND EMPIRE, em três registos completamente diferentes, integrados nas duas personagens que encarna, constituindo a peça fundamental que transmite verosimilhança, do ponto de vista emotivo, à narrativa. Desta forma —um pouco ao contrário do que acontece com outros filmes, em que somos levados a identificarmo-nos com a personagem, numa relação com uma única direcção e sem &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;retorno -, esta acaba por partilhar, de forma muito próxima, com o espectador, da nossa própria angústia e confusão, já que nos apresentamos, todos, no mesmo domínio do real de validade, em que a omnisciência é um bem inalcançável—e, por isso, da mesma forma que o espectador apresenta dificuldade e frustração em descodificar os acontecimentos do filme, também a personagem que os protagoniza o sente, na mesma medida. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;span style=""&gt;                &lt;/span&gt;Merecedora, também, de menção é a performance de dois actores estreantes – apenas no universo Lynch, já que são ambos actores de renome -, no caso, Jeremy Irons (no papel do realizador do filme) e Júlia Ormond que, apesar de se apresentarem como personagens de relevância secundária, contribuem para abrilhantar o filme no que a este âmbito concerne.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;    No que se refere à sonoplastia, mais uma vez, nos encontramos perante um marcado intuito experimental, bem patente no facto de que, desta vez, a banda sonora original do filme não foi entregue às mãos do compositor habitual – sendo que a aposta de Lynch não incorreu, desta feita, &lt;st1:personname productid="em Ângelo Badalamentti" st="on"&gt;em Ângelo Badalamentti&lt;/st1:personname&gt;, encarregue desta área em filmes anteriores, como Mulholland Dr., Twin Peaks, Lost Highway, Rabbits, Wild At Heart e Blue Velvet -, optando, com efeito, numa compilação de músicas que se pautam, essencialmente, pela pluralidade: quer no que se refere à utilização significativa de faixas vocais – marcando&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; presença variados estilos musicais, desde os blues de Nina Simone, com “Sinner Man” ou de Etta James, em “At Last”, passando pelo pop de Little Eva, no conhecido “The Locomotion”, culminando no estilo misto de Beck, em “Black Tambourine” -, quer, ainda, pela incursão em instrumentais em que a presença dos efeitos de percussão tomam especial relevo – como as duas “Da Natura Sonoris” e a “Polymorphia” de Kryzsztof Penderecki ou, ainda, “Three To Get Ready”, de The Dave Brubeck Quartet, embora ressalvando-se um cunho mais tradicional, no caso da última faixa citada.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p  style="color: rgb(0, 0, 0); text-align: justify; font-family: arial;font-family:arial;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-family: arial;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal"  style="color: rgb(0, 0, 102); text-align: justify; font-weight: bold;font-family:arial;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:100%;" &gt;    Em conclusão, resta mencionar a circunstância de que – ainda que possa parecer algo incongruente -, pessoalmente, não considere que este se trate de um filme recomendável para outros que não fãs entusiastas da obra deste realizador – sendo que, mesmo neste caso, não foram raras as reacções negativas de que INLAND EMPIRE foi alvo, motivando duras críticas ao realizador por uma alegada frustração, por acusações de que este teria feito uma longa-metragem com a duração de três horas desprovidas de conteúdo e polvilhada de sequências ilogicamente estruturadas. De facto, INLAND EMPIRE – à &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:100%;" &gt;semelhança, mais uma vez, da generalidade da filmografia de Lynch – parece ser capaz de extremar todos os seus intentos e de expandir essa radicalidade a uma destrinça clara e cabal relativamente às reacções que provoca – absolutamente positivas ou destrutivamente negativas -, dividindo o seu público entre os que o adoram e os que o odiaram. Com efeito, pela experiência única e distinta que oferece, pelas sensações extremas que desperta e pela actividade intelectiva que provoca, eu posso afirmar ter a “sorte” de me encontrar entre o primeiro grupo, estendendo esta predilecção pelo estilo que o realizador&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:100%;" &gt; alberga, e que me fez, logo nos primeiros contactos com a sua obra, de certa forma, mudar a minha forma de ver e de pensar cinema e, em certa medida, percepcionar o meu quotidiano, ao rever os diferentes papéis que atribuímos aos valores por que nos regemos e que constituem as nossas directrizes; prevalecendo estes factores, mesmo apesar da complexidade e da adversidade que resultam, na maioria dos seus filmes, na necessidade de efectuar mais que um visionamento do mesmo, para que possamos almejar, pelo menos, a construção do nosso próprio signifi&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-family: arial;font-size:100%;" &gt;cado, com base nos alicerces que nos são dados – e, deixo a pergunta, o que será a vida, que não um processo de edificação do nosso percurso, sustentado e adaptado àquilo que nos é externo e aos condicionalismos que nos são impostos?&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 102); font-family: arial; text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 102); font-family: arial; text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="color: rgb(0, 0, 102); font-family: arial; text-align: justify; font-weight: bold;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-6038010571341709981?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/6038010571341709981/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=6038010571341709981' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/6038010571341709981'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/6038010571341709981'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/05/inland-empire.html' title='INLAND EMPIRE'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_Q-mHXrYumsE/RliTB5V7uLI/AAAAAAAAAAc/JZIg8YcgARk/s72-c/09.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-5075932566179085893</id><published>2007-05-11T23:24:00.000+01:00</published><updated>2008-12-10T09:13:22.614Z</updated><title type='text'>NeverWas - A Terra Mágica</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://2.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RkTt_BPvFWI/AAAAAAAAABY/nHMI3ta1jB0/s1600-h/neverwas1.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://2.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RkTt_BPvFWI/AAAAAAAAABY/nHMI3ta1jB0/s320/neverwas1.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5063433547993257314" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt; &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;“A Terra Mágica” é um filme de 2005 que conta com a realização de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Joshua Michael Stern&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; e com um elenco de aclamadas e reconhecidas caras do cinema, entre as quais as de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Aaron Eckhart&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Ian McKellen&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;William Hurt&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Nick Nolte&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; e de &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Brittany Murphy&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Conta-se a história de um contador de histórias que sofre de uma perturbação psiquiátrica (Perturbação Bipolar) que o conduz ao suicídio. Para trás deixa o seu filho – que ama acima de qualquer medida – e um conto infantil sobre uma terra mágica que “nunca existiu” dedicada a este. &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zachary Riley&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Aaron Eckhart&lt;/span&gt;) é o filho abandonado e carregado de culpa pela morte do pai e protagoniza directa e indirectamente esta história, quer apadrinhando com o seu próprio nome a personagem principal do conto, quer vendo-se obrigado a dar continuidade a uma história real da qual deseja, simultânea e contraditoriamente, fugir e desvendar. Ingressando na equipa médica do hospital onde o seu pai esteve internado, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Zachary&lt;/span&gt; conhece um paciente cuja “disfuncionalidade” (o que quer que signifique) lhe é familiar e o obriga a (re)viver o seu passado e a questionar o valor da racionalidade e da lógica em favor da força dos afectos (que me perdoem o lugar comum).&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Não sei ao certo se escrevo pela qualidade do filme, se o faço pela minha necessidade de alimentar a esperança na existência de uma terra mágica… Efectivamente, não me sinto sequer capaz de avaliá-lo fria ou tecnicamente (quem sou eu?), o certo é que a sua simplicidade ou linearidade me fez sentir algo de muito complexo e pesado: medos (da injustiça da minha felicidade e da minha infelicidade), saudades de quem tinha ao meu lado, uma alegria ingénua, esperança apesar de rodeada de incerteza, ignorância e vazio. Convidou-me a cair da ratoeira que preconiza e a provar do sofrimento e do êxtase da “loucura” – quase senti como era duro e triste amar tão profunda e infinitamente alguém – e a acreditar na fantasia dos contos e das fadas. E é isto que a felicidade (em comum com a doença), parece (nesta perspectiva) ter de perigoso – o facto de oscilar entre pólos muito distintos, sempre testando até que ponto somos capazes de lidar com os extremos e nos conformamos com o que “deve ser”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Ao contrário do que qualquer um de nós acreditaria a Terra Mágica existiu para alguém. Mesmo violando os limites do aceitável e da crítica que tão portentosamente ostentamos enquanto “normais”, mal ou bem, certo ou errado, possível ou impossivelmente, na Terra Mágica havia paz, havia cor, havia fadas, havia um rei… &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;provando-nos que é possível transformar os significados e as intenções como quem transforma bombas mortíferas em água doce!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;…&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;" &gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-5075932566179085893?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/5075932566179085893/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=5075932566179085893' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/5075932566179085893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/5075932566179085893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/05/neverwas-terra-mgica.html' title='NeverWas - A Terra Mágica'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RkTt_BPvFWI/AAAAAAAAABY/nHMI3ta1jB0/s72-c/neverwas1.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-1257845522068238505</id><published>2007-02-26T11:34:00.000Z</published><updated>2008-12-10T09:13:22.793Z</updated><title type='text'>Óscares 2007 - Vencedores</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);" class="MsoNormal"&gt;    Passadas, já, algumas horas da revelação dos vencedores deste ano da &lt;span style="font-style: italic;"&gt;79ª Edição dos Óscares da Academia, &lt;/span&gt;é tempo, agora, de balanços – e a verdade, essa, é que não será justo afirmar-se que será um processo cheio de surpresas, como o não foi a cerimónia deste ano propriamente dita. Vejam, aliás, por vós mesmos, seguindo o link do site oficial da Academia, onde poderão ver &lt;a href="http://oscar.com/oscarnight/winners/index"&gt;os vencedores&lt;/a&gt;, bem como, igualmente, &lt;a href="http://oscar.com/video/index?channel=5173"&gt;as entrevistas&lt;/a&gt; dos mesmos e, ainda, &lt;a href="http://oscar.com/oscarnight/redcarpet/"&gt;fotografias&lt;/a&gt; de todos quantos marcaram presença no Kodak Theatre na passada noite.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    À semelhança da edição anterior, mais uma vez, a Academia acabou por repartir os galardões pelos principais nomeados, sem, portanto, e mais uma vez, comprometer-se em quaisquer manifestos de qualquer ordem – não havendo, igualmente, grandes surpresas perante aquilo que era, já, esperado em relação aos eventos que antecederam os prémios máximos da indústria cinematográfica, exceptuando, porém, alguns apontamentos de justeza algo duvidosa.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    Para justificar estas asserções, basta que se proceda às sempre habituais contagens – e respectivo processo de rotulamento dos filmes com base exclusivamente a números de estatuetas, que tem, a maioria das vezes, tanto de injusto como de publicamente integrado -, sendo imediata a assunção de que &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Martin Scorcese&lt;/span&gt; e o seu “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Departed&lt;/span&gt;” foram, de facto, os grandes vencedores na amena noite – juntando-se aos Óscares de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Montagem &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Argumento Adaptado&lt;/span&gt; a confirmação da entrega do galardão de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Realizador&lt;/span&gt; para o primeiro, e a revelação de uma das principais (e únicas) surpresas &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;da noite, motivadas pela entrega de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Filme&lt;/span&gt; ao mesmo. Ao contrário de toda a sala, na altura de se anunciar o realizador enquanto vencedor na sua categoria, que protagonizou, assim, a grande comoção e ovação da noite, pessoalmente, confesso, aqui, a minha (renovada) descrença face ao processo de escolha, já que se comprovaram os receios de que se optasse por calar injustiças passadas com estatuetas injustamente entregues – se me permitem o desabafo mais áspero, parece que os lobbys pré-Óscares tornaram a presentear-nos com a sua magia.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    Continuando, não obstante, com números: “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Pan’s Labyrinth&lt;/span&gt;”, do latino &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Guillermo del Toro&lt;/span&gt;, foi o segundo vencedor da noite, arrecadando três Óscares nas categorias técnicas, perdendo, porém e surpreendentemente, no domínio em que a sua vitória era já dado adquirido – tendo a estatueta de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Filme Estrangeiro&lt;/span&gt; voado para a Alemanha, premiando “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;The Lives of Others&lt;/span&gt;”; “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;DreamGirls&lt;/span&gt;” e “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Little Miss Sunshine&lt;/span&gt;” arrecadaram, ambos, dois galardões – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Mistura de Som&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Actriz Secundária&lt;/span&gt;, por &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Jennifer Hudson&lt;/span&gt;, no primeiro, e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Argumento&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Actor Secundário&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Alan Arkin&lt;/span&gt;, para o segundo -, sendo este último reconhecimento, se calhar, o mais surpreendente, já que ditou a derrota de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Eddie Murphy&lt;/span&gt;, que era tido, já, como a escolha mais óbvia; os outros nomeados para melhor filme, “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Babel&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Letters of Iwo Jima&lt;/span&gt;” e “&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;The Queen&lt;/span&gt;” arrecadaram, cada um, apenas um galardão, respectivamente de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Banda Sonora&lt;/span&gt; – para o repetente, com toda a justiça, &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Gustavo Santaolalla&lt;/span&gt; -, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Edição de Som&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Actriz&lt;/span&gt; – com mais uma das confirmações óbvias da noite, com a coroação da rainha &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Helen Mirren&lt;/span&gt;. Aliás, também à semelhança do ocorrido no que concerne às melhores actrizes, também o premiado masculino se pautou pela confirmação – &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Forest Whitaker&lt;/span&gt; era já uma aposta ganha neste domínio, traduzindo o seu favoritismo no esperado galardão. &lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    De destacar, ainda, é a inesperada vitória de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"Happy Feet&lt;/span&gt;" no domínio do M&lt;span style="font-style: italic;"&gt;elhor Filme de Animação&lt;/span&gt;, em detrimento de “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Cars&lt;/span&gt;” dado como o vencedor antecipado; e os sucessos de “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;An Unconvenient Truth&lt;/span&gt;”, de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Al Gore&lt;/span&gt;, no que concerne à categoria de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Documentário&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Música Original&lt;/span&gt;, escrita e interpretada por &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Melissa Ethridge&lt;/span&gt; (que condenou à subordinação as outras quatro músicas a concurso, três das quais pelo filme “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Dreamgirls&lt;/span&gt;”, e protagonizou um dos discursos mais inspiradores da noite) – sendo que o mediatismo conferido ao Ex- Vice-Presidente dos EUA motivou alguns interessantes momentos na noite de ontem, em que se disfarçaram manifestos políticos em trechos humorísticos.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    Comentados os resultados, resta concluir com a exaltação – se me é permitido - de alguns dos aspectos que caracterizaram esta 79ª Edição da cerimónia enquanto espectáculo televisivo e de entretenimento, que me impele a afirmar a senhora que se segue como uma das vencedoras da noite: &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ellen Degeneres&lt;/span&gt; conseguiu imprimir, nas 4 horas de emissão, um tom leve e descontraído – sem incorrer uma postura demasiado política que condenou o seu antecessor, &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Jon Stewart&lt;/span&gt;, nem recorrer ao calão como via humorística, como &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Chris Rock&lt;/span&gt; - que arrebatou a plateia presente e conquistou outros milhões de espectadores que a viram, em directo, protagonizar belíssimos momentos de televisão – restando, porém, ainda, de descortinar totalmente a opinião pública face à sua prestação, não nos permitindo, portanto, nenhum tipo de antevisão acerca de uma possível recorrência da humorista americana na tarefa de apresentar, novamente, uma futura edição da cerimónia . Perante isto, resta-me apenas apresentar as minhas esperanças de que isto venha acontecer, de facto.&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Posto isto, deixo-vos, assim, com uma fotografia de um desses momentos, bem como com o convite a expressarem, connosco, as vossas impressões sobre a noite dos Óscares.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_Q-mHXrYumsE/ReLF8a4JkKI/AAAAAAAAAAM/dA7_VDAs_Rk/s1600-h/ellen-white.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_Q-mHXrYumsE/ReLF8a4JkKI/AAAAAAAAAAM/dA7_VDAs_Rk/s320/ellen-white.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5035804975151288482" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-1257845522068238505?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/1257845522068238505/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=1257845522068238505' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1257845522068238505'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1257845522068238505'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/02/scares-2007-vencedores.html' title='Óscares 2007 - Vencedores'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_Q-mHXrYumsE/ReLF8a4JkKI/AAAAAAAAAAM/dA7_VDAs_Rk/s72-c/ellen-white.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-1746685430631543207</id><published>2007-02-23T19:18:00.000Z</published><updated>2007-02-23T19:21:35.738Z</updated><title type='text'>Antevisão - 79ª Edição dos Óscares - Parte III</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;(...)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;Melhor Argumento Adaptado&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nossa Escolha:&lt;/span&gt; "The Departed"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Escolha Mais Provável&lt;/span&gt;: "The Departed"&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt;    &lt;/o:p&gt;Embora a expectativa, nesta categoria, esteja voltada para a nomeação do filme de Borat – o da sempre cansativa menção &lt;/span&gt;“&lt;span class="nomsnominee"&gt;Borat Cultural Learnings of America for Make Benefit Glorious Nation of Kazakhstan&lt;/span&gt;” -, não é crível, porém, um possível sucesso deste filme nesta categoria. Desta forma - e contrariamente ao que se deverá passar no que concerne ao Melhor Argumento Original -, “The Departed” é tido quase como assegurado vencedor nesta categoria.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);" class="MsoNormal"&gt;Melhor Argumento Original&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nossa Escolha:&lt;/span&gt; "Letters of Iwo Jima"&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Escolha Provável&lt;/span&gt;: "Babel"&lt;br /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;    Não são raras as vezes em que as categorias referentes ao Melhor Argumento – quer original quer adaptado – se imiscuem dos mesmos factores válidos para a análise da categoria Melhor Filme, mas não, porém, da mesma polémica e relevância dos média – por essa mesma razão, porque também não é invulgar que esta seja utilizada como um modo de equilibrar as contagens e premiar filmes menos unânimes mas de igualmente notória qualidade, pensamos que a vitória nesta categoria deverá depender, em muito, dos resultados finais da segunda citada. Com efeito, é incontestável a fortíssima concorrência imposta pela presença de “Letters of Iwo Jima”, “Babel”, “The Queen” e “Little Miss Sunshine”, em detrimento do menos brilhante “El Labeirinto del Fauno” – afirmando, assim, uma maior probabilidade de vitória de “Babel” e “Little Miss Sunshine”, como aliás, o confirmam as votações dos cibernautas em que são estes os dois títulos que parecem reunir maior unanimidade. &lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;br /&gt;Melhor Realizador&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nossa Escolha&lt;/span&gt;: Clint Eastwood (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Letters of Iwo Jima&lt;/span&gt;”)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Escolha mais Provável&lt;/span&gt;: Martin Scorcese (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Departed&lt;/span&gt;”)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;    Não obstante da reconhecida qualidade de qualquer uma das obras a concorrer nesta mesma categoria – particularmente no que concerne a “Babel”, que, provavelmente, a nosso ver e numa perspectiva de antevisão algo divinatória, será aquele a quem a imprensa não se coibirá de apelidar, imediatamente, de “Perdedor da Noite”, a adivinhar pelas possibilidades das suas nomeações se converterem em prémios factuais -, a grande disputa, essa, parece ter apenas dois rostos em confronto: os consagrados e tão diferentes Clint Eastwood e Martin Scorcese. Com efeito, ambos parecem ter inúmeras variantes e de variadas origens que parecem jogar a seu favor: se, por um lado, Clint Eastwood teve um ano em grande - com duas obras que, além da sua inegável qualidade, abarcam a originalidade da exposição de dois pontos de vista, explorando eximiamente a fragmentação de um acontecimento uno numa perspectiva de encerrar, numa mão, universalidade e versatilidade, e, noutra mão, a intersecção dessas mesmas visões de modo a provocar o debate de ideias e o deslumbramento visual -, por outro lado, a pressão crescente que tem vindo a ser exercida para a consumação do mérito, e consequente tradução do mesmo num galardão, de Martin Scorcese – que se estende desde o público em geral a conhecidas e influentes figuras da indústria, entre as quais Leonardo DiCaprio e o próprio Clint Eastwood -, parece revestir-se de igual relevância para esta avaliação – ou não estivesse, já, confirmado o facto de que a Academia parece não se coadunar com a responsabilidade e determinação nas decisões social e publicamente mais mediáticas, surgindo uma possível e final coroação do segundo um escape fácil a toda a polémica que se tem vindo a gerar nos últimos anos, calando as vozes descrentes e os lobbys, reconquistando os saudosistas e domando os fundamentalistas.&lt;span style=""&gt;  &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;Porém, outros factores podem vir a tomar especial relevo, referentes, essencialmente, ao facto de que há coisas que dificilmente mudarão: se é um facto que Martin Scorcese é o símbolo máximo dos “ódios de estimação” da Academia – pelo não reconhecimento de obras passadas que, mesmo sendo claramente superiores a este “The Departed”, serão, muito provavelmente, subjugados por este com uma muito possível entrega deste galardão ao mesmo -, também o será que Clint Eastwood é, actualmente, uma das chamadas “vacas sagradas” da mesma – embora esta subordinação ao valor deste seja algo de muito merecido pelo seu talento que parece sublimar-se com o tempo, numa reminiscência das suas obras mais próximas como “Million Dollar Baby” ou “Mystic River”. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;Mais uma vez – e passo a expressão -: a ver vamos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Melhor Filme do Ano:&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nossa Escolha&lt;/span&gt;: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Letters of Iwo Jima&lt;/span&gt;", de Clint Eastwood&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Escolha mais provável&lt;/span&gt;: "&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Letters of Iwo Jima&lt;/span&gt;", de Clint Eastwood&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;    É, se calhar, a categoria em que as certezas são menores, a concorrência mais forte e as variáveis mais infindas, já que cada um dos títulos nomeados têm – além de inegável qualidade – inúmeros factores que lhes são favoráveis, sendo o contrário também, em alguns casos, verdadeiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;    Com efeito, começamos por excluir as obras cujas possibilidades de vitória nos parecem menores – embora ainda significativas -, como The Queen e The Departed – por se tratarem, respectivamente, do filme com menos relevância daqueles que se propõe à análise de factos históricos e/ou problemas sociais prementes e baseados nas vicissitudes da actualidade e da obra que menos carácter educacional parece propor. Além disso, o segundo citado – apesar da pressão pública e dos lobbys que se criaram, entretanto, em sua defesa, reunindo, actualmente, uma maior unanimidade mediática no que concerne à vitória – não nos parece abarcar mais do que o puro entretenimento de um filme maioritariamente de acção – e, a ser consumada a exaltação do realizador e outros possíveis sucessos em categorias técnicas, pelo aspecto formal do filme, nada mais nos parece merecer ser coroado para além dos mesmos. Little Miss Sunshine é outro caso de sucesso das massas e de um filme muito bem conseguido, mas cuja nomeação nos apresenta como uma menção honrosa e não como uma das mais exequíveis probabilidades – com um elenco muito forte, bem conhecido do grande público, um tom leve, mas profundo, sendo que um possível sucesso nesta categoria apresentar-se-ia, não como a mais ínfima ofensa, mas como uma algo inusitada surpresa. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;    Sobram-nos, assim, “Babel” e “Cartas of Iwo Jima”, ambos consagrados nos Globos de Ouro, respectivamente, para Melhor Filme na categoria de Drama e Melhor Filme Estrangeiro (por ser falado, quase inteiramente, num dialecto que não o inglês) – a escolha do segundo enquanto mais provável que o primeiro, prende-se, assim, com dois factores que têm pouco que ver com a qualidade de qualquer uma das obras: a vitória, na edição anterior, de um filme com estrutura semelhante (em teoria) a “Babel”, “Crash”, em que o tema proposto se intersecta, igualmente, em alguns pontos, nomeadamente na divergência dos modos de percepcionar o mundo, motivados pelas diferenças culturais – com a diferença de que segunda obra citada abrange uma análise das relações inter-raciais na América e a primeira uma confrontação entre o Ocidente e o Oriente; uma possível escolha de Martin Scorcese para melhor realizador, em detrimento de Clint Eastwood, surgindo uma possível vitória de “Letters of Iwo Jima” como um esforço pelo equilíbrio e um contra-balançar dos reforços positivos – já que, como referido, este realizador é, quase sempre, tido em muito boa conta pelos votantes da Academia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;    De reiterar, porém, o carácter de incertezas de que se reveste esta análise, motivada, não só pela apertada competição imposta pela qualidade incontestável dos filmes a concurso, mas pela presença de muitos factores que podem influenciar a decisão – que, aliás, acabam, muitas vezes, por ser os protagonistas da noite dos Óscares, e não propriamente os filmes que a promovem.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-1746685430631543207?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/1746685430631543207/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=1746685430631543207' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1746685430631543207'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/1746685430631543207'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/02/anteviso-79-edio-dos-scares-parte-iii.html' title='Antevisão - 79ª Edição dos Óscares - Parte III'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-2776965117439598792</id><published>2007-02-23T19:13:00.000Z</published><updated>2007-02-23T19:18:06.944Z</updated><title type='text'>Antevisão - 79ª Edição dos Óscares - Parte II</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal"&gt;(...)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Melhor Actriz&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nossa Escolha&lt;/span&gt;: Penélope Cruz (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Volver&lt;/span&gt;”)&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Escolha Mais Provável:&lt;/span&gt; Helen Mirren (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Queen&lt;/span&gt;”)&lt;/p&gt;    &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;    &lt;/o:p&gt;Reiteramos, mais uma vez, aquilo que afirmamos na primeira avaliação às nomeações, que publicamos anteriormente – contrariamente ao que seria, teoricamente, de prever, perante a presença de nomes tão fortes de consagradas actrizes (ou a consagrar, invariavelmente, num futuro próximo) concorrendo para uma mesma categoria, a expectativa de que esta escolha se reveste é pouca ou nenhuma, já que dificilmente Helen Mirren verá fugir-lhe a estatueta na derradeira cerimónia. Um pouco à semelhança do que acontece com a categoria equivalente no masculino – embora com, como já dito e redito, actrizes de mais reconhecido talento -, a escolha da actriz britânica enquanto vencedora é unânime e (quase) imperturbável – resta-nos esperar por dia 25 para saber se será possível que este “quase” possa ser enaltecido na anterior frase, proferindo-se em espanhol a expressão “maior surpresa da noite” referindo-se à estreante Penélope Cruz. Nós, deste lado da fronteira, ficamos a ver com os dedos cruzados.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;Melhor Actriz Secundária:&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nossa Escolha: &lt;/span&gt;Abigail Breslin (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Little Miss Sunshine&lt;/span&gt;”)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Escolha Mais Provável&lt;/span&gt;: Jennifer Hudson (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dreamgirls&lt;/span&gt;”)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;    &lt;/o:p&gt;Não obstante das excelentes prestações de &lt;span class="nomsnominee"&gt;Adriana Barraza e, especialmente, Rinko Kikuchi – ambas por “Babel” – e do peso intrínseco e inerente ao nome Cate Blanchet – por “Notes on a Scandal”, cuja estreia em terras lusas só se dará para a semana -, a probabilidade de qualquer destas actrizes arrecadar o Óscar avizinha-se ínfima, devido à concorrência imposta pelos nomes de duas jovens e absolutas estreantes: a pequena grande actriz Abigail Breslin, de apenas 10 anos, por “Little Miss Sunshine” e Jennifer Hudson por “Dreamgirls”. Também à semelhança da mesma categoria, mas no equivalente masculino, as apostas apresentam-se bastante divididas, parecendo, porém, ser mais favoráveis à segunda – sendo que, também similarmente ao comentado no que concerne à escolha de Eddie Murphy na referida categoria, também Jennifer Hudson foi premiada na Gala dos Globos de Ouro e as razões pelas quais a circunstância se deve repetir nos Óscares intersectam-se com as já explicitadas no que se refere ao mencionado actor, relativamente à ausência de nomeações do filme “Dreamgirls” nas categorias principais.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Melhor Filme de Animação&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Escolha Mais provável&lt;/span&gt;: “Cars”, Disney Pixar&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;    Não tendo visionado qualquer um dos três – daí a ausência de quaisquer preferências -, esta parece ser mais uma das categorias em que a espera pelo anúncio do vencedor é apenas protocolar – à semelhança do que aconteceu nos Globos de Ouro, “Cars” não deve deixar escapar o Óscar de Melhor Filme de Animação, principalmente tendo em conta o parco peso dos seus adversários, quer de qualidade reconhecida quer de valor comercial, no que concerne, respectivamente, a “Happy Feet” e “Monster House”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Melhor Banda Sonora Original&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nossa Escolha&lt;/span&gt;: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Babel&lt;/span&gt;”, Gustavo Santaolalla&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Escolha Provável&lt;/span&gt;: “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Queen&lt;/span&gt;”, Alexandre Desplat&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt;    &lt;/o:p&gt;A discrepância entre a nossa escolha e a escolha provável tem apenas uma motivação, que não deveria, de todo, num plano teórico, ser sequer considerada: o facto de que nos parece improvável que Gustavo Santaolalla possa ganhar este galardão por dois anos seguidos, já que foi este o autor da Banda Sonora Original de “Brokeback Mountain”, premiado, nesta categoria, no ano passado. Perante isto, Alexandre Desplat parece-nos um dos nomes mais sonantes, dos nomeados, e o mais provável a ser premiado dia 25 de Fevereiro. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Melhor Música&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nossa Escolha&lt;/span&gt;: "I Need to Wake Up", por Melissa Ethridge, para “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;An Unconvenient Truth&lt;/span&gt;”&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;br /&gt;    Começamos por explicar indeterminação no que concerne à “Escolha mais provável”, que se prende com as memórias de um passado demasiado próximo demarcado por um ferida ainda um pouco aberta – a vitória de “It’s hard out there for a Pimp”, dos Three Six Máfia, surpreendente e incompreensível. Deste modo, e perante a audição de todas as músicas a concurso, nesta edição, as nossas preferências recaem sobre a música I Need to Wake Up, de Melissa Ethridge, em detrimento de “Our Town”, do filme de animação “Cars”, e três faixas do musical “Dreamgirls” – “Listen”, “Love you I Do” e “Patience”, sendo as duas primeiras interpretadas, respectivamente, por Beyoncé Knowles e Jennifer Hudson. Ressalva-se, porém, um facto que pode ter, ou não, algum grau de relevância na escolha desta categoria: a presença de duas músicas das duas obras que devem ter a sua vitória assegurada nas respectivas categorias – “An Unconvenient Truth”, no domínio dos documentários, e “Cars” na animação -, e a nomeação de três faixas, de um mesmo filme, numa mesma categoria – que pode, por um lado, aumentar a probabilidade da entrega galardão a “Dreamgirls”, embora exista, igualmente, a possibilidade de inversão desta tendência, precisamente pela dificuldade inerente à exaltação de uma canção em detrimento das outras. Porém, acabando esta análise como a começamos: com exemplos próximos tão representativos do carácter (quase) aleatório de que algumas escolhas da academia parecem revestir-se, então torna-se impossível ter certezas em noites tão voláteis.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;(... continua)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="nomsnominee"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-2776965117439598792?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/2776965117439598792/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=2776965117439598792' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/2776965117439598792'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/2776965117439598792'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/02/anteviso-79-edio-dos-scares-parte-ii.html' title='Antevisão - 79ª Edição dos Óscares - Parte II'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-8114970109800457807</id><published>2007-02-23T19:06:00.000Z</published><updated>2007-02-23T19:13:35.299Z</updated><title type='text'>Antevisão - 79º Edição Óscares - Parte I</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    A dois dias da mais importante cerimónia no que à indústria cinematográfica concerne, apresentamo-vos – aqui e como previamente prometido – as nossas antevisões e preferências relativamente aos possíveis, prováveis ou desejáveis vencedores da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;79ª Edição dos Óscares da Academia&lt;/span&gt; – a realizar, como já é bem sabido, no dia 25 de Fevereiro, com transmissão portuguesa na TVI, na madrugada de domingo para segunda-feira, em directo do &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kodak Theatre&lt;/span&gt; onde &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Ellen DeGeneris&lt;/span&gt; nos guiará pelas intensas horas que delimitam o tempo do evento. Nunca será de mais enfatizar, porém, que as observações que proferiremos nesta “antevisão” são pessoais e, portanto, de carácter muito subjectivo, convidando-vos, desde já, a juntarem-se a nós na pré-discussão e nas apostas, seja com o intuito de manifestar concordância, discordância ou avaliações alternativas.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Posto isto, avançamos para esta “mini-antevisão”, no que concerne, pelo menos, às categorias de maior relevância, iniciando por relembrar o &lt;a href="http://www.oscars.org/79academyawards/noms.html"&gt;link &lt;/a&gt;onde estão anunciados os nomeados, bem como o endereço das sempre &lt;a href="http://imdb.com/features/rto/2007/poll/oscarpollresults"&gt;interessantes &lt;span style="font-style: italic;"&gt;polls&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; que descortinam, até agora, as preferências dos cibernautas.&lt;a href="http://imdb.com/features/rto/2007/poll/oscarpollresults"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Óscar de Melhor Actor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nossa Escolha:&lt;/span&gt; Leonardo DiCaprio (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blood Diamond&lt;/span&gt;”)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Escolha mais Provável:&lt;/span&gt; Forest Whitaker (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Last King of Scotland&lt;/span&gt;”)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    Começamos por confessar, nesta categoria, o nosso desconhecimento face à grande maioria dos seus nomeados, tendo a nossa escolha recaído, invariavelmente, pelo único actor cuja performance podemos, com conhecimento de causa, comentar e/ou defender – Leonardo DiCaprio, no seu papel do contrabandista Danny Archer no “Diamante de Sangue” de Edward Zwick, embora todos esperássemos ver o mesmo actor nomeado, não por esta obra, mas pela de Martin Scorcese, “The Departed”. Com as razões que levaram os críticos da Academia a realizar esta escolha entre as duas performances distintas de um mesmo actor ainda por descortinar, a mesma parece revestir-se de pouca relevância aquando da avaliação da (incipiente) probabilidade de DiCaprio experimentar os ares de segunda-feira com a prateleira preenchida por mais um galardão – ao contrário do que defendemos &lt;a href="http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/01/scares-2007-nomeados.html"&gt;numa primeira avaliação às nomeações&lt;/a&gt; , publicada neste blogue aquando das mesmas, nada parece separar Forest Whitaker e o seu Idi Amin da estatueta, sendo que o seu favoritismo tem vindo a tornar-se cada vez mais inegável, como o confirmam as referidas votações dos cibernautas (cerca de 50%) e os seus sucessos em todos os demais eventos cinematográficos deste início de ano. Com efeito, embora as decisões polémicas sejam palavras de ordem na Academia, apresenta-se como bastante improvável que prevaleçam em detrimento da unanimidade que a performance de Whitaker parece abarcar – isto, para mal de Leonardo DiCaprio e o seu ano de ouro e Peter O’Toole e a sua longa lista de esperanças de juntar o Óscar de Melhor Actor à sua colecção da galardões, somando já a 7 nomeações sem que seja bafejado por tal sorte.&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: center; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);" class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Óscar de Melhor Actor Secundário&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Nossa Escolha: &lt;/span&gt;Alan Arkin (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Little Miss Sunshine&lt;/span&gt;”)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Escolha mais Provável:&lt;/span&gt; Eddie Murphy (“&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Dreamgirls&lt;/span&gt;”)&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;    Esta é, com efeito, uma das categorias em que a competição parece ser mais renhida, como, aliás, o confirmam as expressões de preferência dos cibernautas – a probabilidade parece, assim, estar bem distribuída entre três grandes nomes: Mark Wahlberg, por “The Departed”; Eddie Murphy por “Dreamgirls” e Alan Arkin, por “Little Miss Sunshine”. Achamos, porém, que, à semelhança do que já ocorreu nos Globos de Ouro, Eddie Murphy deverá ser o escolhido neste domingo, sendo esta crença motivada por causas repartidas pelo mérito da sua performance no referido filme, quer pelo bem das chamadas “jogadas de bastidores” de que a Academia parece, muitas vezes, alimentar-se; assim, este galardão - a ser atribuído como é nossa crença – surgiria, por um lado, como uma forma de premiar a prestação de um actor cuja carreira se tem baseado nas comédias mais mainstream de que esta empresa se orgulha de publicitar, exaltando a mudança de registo do mesmo pela demonstração da sua (pretensa?) versatilidade; apresentando-se, por outro lado, como um meio de enfatizar, homogeneizar ou – mais sinceramente – disfarçar a não assunção de uma lacuna de que todos parecem partilhar relativamente à ausência de “Dreamgirls” no que às categorias principais concerne.&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify; font-style: italic;" class="MsoNormal"&gt;&lt;/p&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(... continua)&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-8114970109800457807?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/8114970109800457807/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=8114970109800457807' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/8114970109800457807'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/8114970109800457807'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/02/anteviso-79-edio-scares-parte-i.html' title='Antevisão - 79º Edição Óscares - Parte I'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-9003207482612725879</id><published>2007-02-18T15:39:00.000Z</published><updated>2008-12-10T09:13:23.151Z</updated><title type='text'>Entre Inimigos - Artigo de Opinião</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;"  &gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;“Entre inimigos” (2006), realizado por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Martin Scorsese&lt;/span&gt; (candidato ao Oscar de melhor realizador por este trabalho), introduz o espectador aos meandros dos contextos policiais e às estratégias aí utilizadas para “servir a comunidade”, protegendo-a da acção de grupos mafiosos. Somos confrontados com a subjectividade dos valores pessoais e sociais – como a honestidade, o profissionalismo, o sucesso, o prestígio ou até o estatuto pessoal – pelo contacto com a dinâmica da investigação policial e implicações desta, quando o “braço direito” do cabecilha Frank Costello (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Jack Nicholson&lt;/span&gt;) Collin Sulivan (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Matt Damon&lt;/span&gt;) é promovido a cadete responsável pela identificação deste, ao mesmo tempo que o esforçado recém-policia Billy Costigan (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Leonardo DiCaprio&lt;/span&gt;) é despojado de bens e de identidade pessoais para se infiltrar no grupo mafioso como informador da polícia (com o conhecimento de apenas alguns dos seus elementos).&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;color:blue;"   &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;"  &gt;Como facilmente nos apercebemos, o filme conta com um elenco de reconhecida qualidade e propõe a análise de temáticas complexas de conteúdo intrincado. Todavia, na minha opinião, é mau sinal quando sou capaz de analisar, sem esforço, um filme de forma fragmentada, conseguindo identificar as características da forma e do conteúdo diferencialmente. Gosto de sentir a dificuldade de fazê-lo por significar que é exímio na integração entre ambos. Com efeito, se é verdade que o conteúdo é prometedor, critico e reflexivo, já a forma – desejando que fique claro que não me refiro às metodologias cinematográficas, cuja qualidade não me sinto capaz de avaliar tecnicamente – deixa a desejar, sobrevalorizando, na figura do policia, a arma em detrimento das suas características personológicas, sociais e humanas. Com isto quero gostaria de transmitir que, uma história que poderia ser mote para a descontrução de representações e de certezas e/ou para a tomada de consciências de questões éticas de extrema complexidade, se oferece levianamente à sua redução, por parte do espectador, a um “filme [se possível, grandemente violento] de policias e ladrões”.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;"  &gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=";font-family:&amp;quot;;font-size:85%;"  &gt;Reiterando-se que se trata de uma opinião pessoal, parece mostrar-se claro o meu posicionamento face à película, pelo que é com alguma injustiça que entendo o facto de ser (quase) unânime e consensual a possibilidade de que &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Scorsese&lt;/span&gt; saia finalmente premiado pela academia pela realização de “Entre inimigos”. Tal como defendido por alguns, embora se possa compreender a injúria que pode representar o não reconhecimento de toda a obra do realizador com o desejado galardão, não parece, contudo, apresentar-se como, no mínimo, correcto que o seja para “calar” injustiças passadas.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;div style="text-align: center;"&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RdhzNbDrMQI/AAAAAAAAABI/gGKzBV0_2wg/s1600-h/scorsese.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://3.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RdhzNbDrMQI/AAAAAAAAABI/gGKzBV0_2wg/s320/scorsese.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5032899258025193730" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-9003207482612725879?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/9003207482612725879/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=9003207482612725879' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/9003207482612725879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/9003207482612725879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/02/entre-inimigos-artigo-de-opinio.html' title='Entre Inimigos - Artigo de Opinião'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RdhzNbDrMQI/AAAAAAAAABI/gGKzBV0_2wg/s72-c/scorsese.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-8293434891344459685</id><published>2007-02-09T16:04:00.000Z</published><updated>2008-12-10T09:13:23.302Z</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Óscares'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='Cinema'/><title type='text'>Babel - Artigo de Opinião</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RcybxbDrMJI/AAAAAAAAAAM/mWm38IxhjYQ/s1600-h/babel_l200607272246.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5029566157245067410" style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RcybxbDrMJI/AAAAAAAAAAM/mWm38IxhjYQ/s320/babel_l200607272246.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt; “Babel” é uma das obras candidatas ao Óscar de Melhor Filme nesta nova edição do evento que se aproxima de forma célere. A sua qualidade tem vindo a ser aclamada, quer por críticos da especialidade quer por leigos, ao mesmo tempo que tem sido elogiado o facto de ter sido rodado em três países e de ser falado em 5 línguas – entendendo-se a linguagem não só no que concerne às suas singularidade e especificidade ao nível da identidade nacional linguística, como, igualmente, numa dimensão mais universal e simbólica do termo –, contando com a realização de Alejandro González Iñárritu.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O filme propõe o desenvolvimento interrelacionado de múltiplas histórias, prometendo, tão somente, uma descrição dos costumes quotidianos de diferentes povos, que sugere (sub-reptícia mas evidentemente) uma reflexão profunda e sob variadas perspectivas acerca da comunicação no sentido mais amplo que esta conseguir abarcar, &lt;strong&gt;sendo que parece ser através da subentendida diversidade que somos convidados a reflectir em torno de questões de natureza universal.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, confessando a acentuada ambivalência (por achar impossível prometer certezas) com a qual me comprometi a pensar e a sistematizar a minha análise da película, penso que nos é oferecida a possibilidade de (quase sempre comparativamente)&lt;strong&gt; reflectir acerca de questões&lt;/strong&gt; 1) &lt;strong&gt;pessoais&lt;/strong&gt; – culpa, competência, afecto, perda, fim –, 2) &lt;strong&gt;familiares&lt;/strong&gt; – conjugalidade, maternidade/paternidade –, 3) &lt;strong&gt;sociais&lt;/strong&gt; – emigração, interculturalidade, preconceitos, oportunidades – e, de forma transversal e coextensiva, 4) &lt;strong&gt;universais&lt;/strong&gt; – abordando-se valores como a justiça ou a equidade que, indescritível, dura e friamente, alguns estão condenados a viver desconhecendo o significado. Efectivamente, naquela que apenas pretende ser uma enumeração de índole meramente pessoal, propõe-se a apresentação de questões exemplificativas das temáticas que a película convida a dissecar, nomeadamente: é-nos proposto que discirnamos em torno da extrema discrepância entre a vivência no Ocidente e no Oriente, não só no que respeita à carência deste último a um nível básico de instrumentalidade, como relativamente à ostentação de superioridade dos que naturalmente desfrutam da comodidade da primeira. Mais ainda, tendo em conta a intencionalidade subjacente à selecção e ao encadeamento dos factos, não deixa de ser curiosa a forma como a referida (e inquestionável?) &lt;strong&gt;evidência de&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;progresso dos “ocidentais” se mostra oca e desamparada perante a desvalorização de dimensões humanas e altruístas&lt;/strong&gt; dos mesmos em situação de dificuldade e descontrolo. Agiganta-se a discrepância sinalizada quando – e se - atentarmos na abertura e flexibilidade oferecida pelo “rotulado inimigo” no debate reflexivo e questionante acerca de hábitos e crenças – constituindo as diferentes concepções acerca do matrimónio e do relacionamento interpessoal um dos motes para debate – e dos valores da solidariedade e de entreajuda. Neste sentido, &lt;strong&gt;o filme parece ter o poder de nos apresentar a realidades que pensamos características de um passado longínquo&lt;/strong&gt;, por um lado, e que dificilmente tomaríamos consciência, por outro, fazendo &lt;strong&gt;prova dos significados cultural e diferentemente atribuídos à vida&lt;/strong&gt; – a título de exemplo: os filhos americanos cujo direito à segurança e protecção é inquestionável vs os filhos árabes incumbidos de proteger o ganha-pão da família acarretando armas e sujeitando-se às mais variadas dificuldades.). Paralelamente, são colocados em conflito as dimensões da legalidade e da relação, quando nos debatemos com a ameaça de penalizar a ingenuidade de um emigrante ilegal, igual em tudo aos outros (sejam eles quem forem) em necessidades, ambições e afectos. Acresce às temáticas apresentadas a abordagem do acto de comunicação, como anteriormente mencionado: não só no que respeita ao domínio de diferentes linguagens – dificultando e, por vezes, impossibilitando a transmissão das mensagens –, como abordando de forma audaz e sensível o universo daqueles que vivem incapacitados de se expressarem através da oralidade – não que isso seja impeditivo da comunicação aos seus olhos, mas no sentido em que, aos olhos dos "feliz-e-normalmente-dotados-da-capacidade-de-falar”, são diferentes e por isso “menores”. Desta forma, &lt;strong&gt;somos convidados a analisar atentamente e a reinventar a nossa interpretação do mundo&lt;/strong&gt; e do que nos une enquanto meros e iguais habitantes deste, através de um ponto de partida que nos questiona brilhantemente, &lt;strong&gt;sem nunca cair na tentação populista da parcialidade e da divisão estagnada entre vítimas e vilões&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não sou, propriamente, aquilo a que se pode chamar uma adepta dos filmes que apostam no paralelismo como abordagem e no desenvolvimento simultâneo de acontecimentos em diferentes contextos e /ou tempos, temendo (e, quase sempre, na minha opinião, confirmando) que nenhuma das acções seja explorada de forma conclusiva. No que a “&lt;strong&gt;Babel&lt;/strong&gt;” diz respeito, sou obrigada a render-me às evidências uma vez que, mais do que conclusivo, este pretende constituir &lt;strong&gt;um estímulo no sentido de abalar e despertar consciências “civil” e confortavelmente acomodadas&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-8293434891344459685?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/8293434891344459685/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=8293434891344459685' title='8 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/8293434891344459685'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/8293434891344459685'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/02/babel-artigo-de-opinio.html' title='Babel - Artigo de Opinião'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/RcybxbDrMJI/AAAAAAAAAAM/mWm38IxhjYQ/s72-c/babel_l200607272246.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>8</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116956968448850509</id><published>2007-01-23T16:12:00.000Z</published><updated>2007-01-23T16:30:22.326Z</updated><title type='text'>Óscares 2007 - Nomeados</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Tendo sido anunciada a lista há poucas horas- &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;pelo Presidente da Academia, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Sid Ganis&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;, fazendo-se acompanhar pela actriz mexicana &lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Salma Hayek&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; -, são já conhecidos os nomeados para a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;79ª edição dos Óscares da Academia&lt;/span&gt;, a realizar-se, como é habitual, no &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Kodak Theater&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;, no próximo dia 25 de Fevereiro. Na ressaca dos &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Globos de Ouro&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; – cerimónia que datou da madrugada de 15 de Janeiro, hora portuguesa –, e perante os vencedores que então se conheceram, estas nomeações da academia não trazem consigo muitas surpresas, adivinhando-se, todavia, confrontos que podem revelar-se interessantes. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Na impossibilidade de uma avaliação mais detalhada – já que muitas destas obras são, ainda, recentes no circuito do cinema nacional, havendo outras que nem estrearam, não tendo sido, portanto, por nós visionadas -, são de destacar alguns aspectos que esta lista deixa antever, nomeadamente: a fortíssima concorrência presente no leque de nomeadas para &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Actriz  Principal&lt;/span&gt;, motivada pela enorme reputação atribuída a nomes como &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Judi Dench &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Meryl Streep&lt;/span&gt;; a crescente valorização de outras como &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Kate Winslet&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Penélope Cruz&lt;/span&gt;; e o reconhecimento merecido e já traduzido em galardões de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Helen Mirren&lt;/span&gt; – embora, pessoalmente, creia que a competição se dá quase exclusivamente num plano teórico, já que o prémio não deverá fugir à “rainha”, e sendo que, havendo surpresas, poderão vir apresentar-se em espanhol, revelando a minha crença de que a (hipotética?) disputa deverá, muito provavelmente, integrar as duas últimas citadas. Pelo contrário, a competição masculina equivalente – Galardão de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Actor Principal&lt;/span&gt; -, embora apresentando um leque claramente inferior no que concerne à popularidade/qualidade dos protagonistas, deverá apresentar-se bem mais renhida, com &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Leonardo DiCaprio&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Peter O’Toole&lt;/span&gt; a encabeçarem a lista de favoritos – sendo que, mais uma vez, não tenham sido nomeações que abarcassem grande surpresa, que, a existir, seria no facto do primeiro citado não o ter sido pelo “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;The Departed&lt;/span&gt;” ("&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Entre Inimigos&lt;/span&gt;"), mas sim por “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Blood Diamond&lt;/span&gt;” (&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;"Diamante de Sangue&lt;/span&gt;"). Por fim, naquela que pode ser apenas uma impressão muito pessoal, destaca-se o elevado número de nomeações atribuídas a “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Dreamgirls&lt;/span&gt;” (8) &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;e “&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Little Miss Sunshine&lt;/span&gt;” ("&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Uma Família à beira de um ataque de Nervos&lt;/span&gt;") (4), filmes cotados, respectivamente, como musical e comédia, sendo que a surpresa reside no conhecido e duradouro preconceito da Academia por estes dois géneros cinematográficos; o significado desta tendência é, porém, de relativa relevância já que, no caso do primeiro citado, as nomeações se dispersaram por inúmeras categorias técnicas, tendo sido posto de lado no que aos grandes galardões concerne – e casos recentes referentes à nomeação de musicais nas mesmas circunstâncias atribuem a estas escolhas um certo grau de indiferença -, restando-nos esperar, com efeito, pela madrugada de 25 de Fevereiro pelas implicações (ou falta delas?) deste “suposto fenómeno”.&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Em última observação, destacam-se: a presença de um filme não falado em Inglês – embora realizado pelo americano &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Clint Eastwood&lt;/span&gt; -, no lote de candidatos a &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Melhor Filme&lt;/span&gt;, "&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;The Letters of Iwo Jima"&lt;/span&gt;; a ausência de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Sacha Baron Cohen&lt;/span&gt; do lote de actores principais (cuja justiça ou injustiça da não atribuição não posso comentar, já que não vi o filme em questão), depois de ter sido premiado nos &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Globos de Ouro&lt;/span&gt;; e o número de nomeações relativamente aos candidatos a Melhor Filme (&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Babel &lt;/span&gt;(7), &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;The Queen&lt;/span&gt; (6), &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;The Departed&lt;/span&gt; (5), L&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;etters of Iwo Jima &lt;/span&gt;(4),&lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt; Little Miss Sunshine&lt;/span&gt; (4)) ser suplantado por &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Dreamgirls&lt;/span&gt; (8), que, embora não seja escolha nesta categoria, é a obra que apresenta maior representação na lista de galardões; a expectativa habitualmente guardada para a performance do anfitrião da cerimónia que é, neste ano, e pela segunda vez na história dos Óscares, pontuada no feminino, pela carismática &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Ellen deGeneris&lt;/span&gt; – expectação essa que é enfatizada pelo brilhante desempenho de &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Jon Stewart&lt;/span&gt;, no ano anterior, a quem esta sucede na tarefa de apresentar a cerimónia, o que parece ser motivo do aparente fragmentação da opinião pública relativamente à escolha da humorista americana na edição deste ano; e a tão badalada presença, em massa, de cineastas mexicanos, na lista de nomeações, sendo que o que apenas me apraz expressar é o desejo de que, ao contrário do que aconteceu na edição do ano passado, a contextualização e relevância social e política das obras em concurso não seja nem um impeditivo à isenção, nem alvo de uma avaliação limitada por conveniências de terceiros, salvaguardando-se o carácter educacional que o cinema pode abarcar enquanto empresa de grande área de abrangência. &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;Sem mais de momento, deixo-vos com a promessa de uma futura avaliação, mais cuidada, do que nos poderá esperar na &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;79ª Cerimónia dos Óscares&lt;/span&gt; - cuja transmissão televisiva deverá estar a cargo, como habitualmente, em território nacional, da TVI -, bem como a revelação das nossas preferências, e com o convite para connosco partilharem as vossas! A lista, essa, pode ser consultada no site oficial da Academia, seguindo &lt;a href="http://www.oscars.org/79academyawards/noms.html"&gt;este link&lt;/a&gt;. &lt;b style=""&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116956968448850509?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116956968448850509/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116956968448850509' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116956968448850509'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116956968448850509'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/01/scares-2007-nomeados.html' title='Óscares 2007 - Nomeados'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116946833150429225</id><published>2007-01-22T11:29:00.000Z</published><updated>2007-01-23T13:05:18.446Z</updated><title type='text'>Violência sem sentido</title><content type='html'>&lt;a href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6540/2724/1600/667607/kiefer.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: right; MARGIN: 0px 0px 10px 10px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/6540/2724/320/97371/kiefer.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; 2006 foi, em poucas palavras, um ano marcado pela violência, mais especificamente pela violência associada a confrontos religiosos, mais especificamente, pela violência associada a confrontos religiosos com ou entre grupos islâmicos. Iraque, Afeganistão, Palestina, Somália, ... Quase como um prenúncio do que nos espera para este 2007, um prenúncio de morte isto é, 2006 teve ainda tempo de terminar com o enforcamento "you-tubevisionado" de Saddam, para glória maior da civilização democrática (?).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É neste contexto que ninguém esquece ainda toda a comoção gerada em Fevereiro pela suposta "blasfémia" com que incorreram alguns jornais europeus ao publicarem 12 caricaturas do Profeta Maomé (quando o diário dinamarquês Jyllands-Posten publicou, pela primeira vez a 30 de Setembro de 2005, esses 12 desenhos, o facto passou quase despercebido). Os países muçulmanos responderam, com milhares de manifestantes nas ruas, por vezes em actos de violência. Foram concretizados atentados contra embaixadas de países nórdicos europeus, morrendo várias pessoas durante os protestos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas como é que a sociedade ocidental se arranjou para clamar contra esta violência sem sentido? Bem, colocando o ónus da agressão junto dos órgãos mediáticos europeus, pela sua suposta insensibilidade e desprezo para com os valores culturais islâmicos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A questão teve ainda eco no passado Outono com a controversa encenação da ópera Idomeneo na Deutsche Opera de Berlim. Nesta versão, o rei de Creta, Idomeneo, entrava em cena com as cabeças de Poseidon, Jesus, Buda e, alas, Maomé, distribuindo-as decepadas por quatro cadeiras.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Retirada de cartaz por receio de represálias islamitas, a obra subiu finalmente à cena em Dezembro, sob rigorosa vigilância policial. Sem problemas de maior.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com este caso, a questão assaltava de rompante a produção cultural. Quão legítimo será que os produtores, criadores culturais auto-censurem as suas obras por medo (MEDO) das repercussões mediáticas? Ou, mais especificamente, das "repercussões islâmicas"?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O eco mais recente desta controvérsia encontra-se junto da série norte-americana (das melhores do género e de todos os géneros), "24", protagonizada por Kiefer Sutherland (na foto). Na semana passada, um grupo de muçulmanos americanos protestou contra um episódio da nova temporada da série por veicular estereótipos hostis ao Islão (nomeadamente, por retratar terroristas islâmicos a programarem um atentado nuclear).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porque o contexto não é bem o mesmo, não se espera que os produtores da série tenham uma resposta semelhante aos da peça operática alemã - isto é, suspendam o programa, até amainar a situação. Até porque os muçulmanos americanos são um grupo politicamente irrelevante nesse País. No entanto, o assunto não deixa de merecer uma reflexão cuidada por todos nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Primeiro, será que uma série de televisão ou um espectáculto cultural devem proceder a uma análise cuidada dos seus próprios conteúdos, para verificarem se não contribuem a um indesejável ciclo de ódio e racismo, seja de que variação étnica se revestir. A resposta é, claro que sim. O poder (mediático) implica grande responsabilidade, já dizia o Homem-Aranha. Mas, então, deveremos reprimir estas rotulagens óbvias e fáceis, nomeadamente legislando contra? A resposta é, claro que não. Se eu quiser produzir uma série de televisão patrocinando todo o género de estereótipos e preconceitos sociais, estou no meu direito total, como membro integrante de uma sociedade democrática supostamente esclarecida. Desculpem-me os fãs, mas o "24", por exemplo, faz obviamente isso, como tantas outras, melhores ou piores, séries e filmes policiais americanos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Então o que é que podemos e devemos fazer? Claramente, denunciar, protestar, propor alternativas e, finalmente, se nada mais resultar, simplesmente desligando o canal ou sair da sala de cinema. Os americanos que se divirtam entre eles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;PS: O que o espectáculo Idomeneo fez não é bem a mesma coisa que a série "24" faz. A ópera propôs uma re-conceptualização "artística" da visão de Mozart sobre a opressão religiosa; não se preocupando exclusivamente com a religião islâmica. A série "24" explora os preconceitos americanos pré e pós 11 se Setembro, reflectindo e veiculando aquilo que são as imagens primordiais negativizadas do muçulmano na maior potência ocidental.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116946833150429225?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116946833150429225/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116946833150429225' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116946833150429225'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116946833150429225'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/01/violncia-sem-sentido.html' title='Violência sem sentido'/><author><name>Frederico Guilherme</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-LOGGag9rcoE/TorGu9GB6EI/AAAAAAAAAEY/wIb6-f_OEtQ/s220/perfil%2B2.bmp'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116941691935445455</id><published>2007-01-21T21:49:00.000Z</published><updated>2007-01-21T22:01:59.413Z</updated><title type='text'>(En)Volver</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1281/2740/1600/915507/2552006110919491615penegg.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1281/2740/320/910267/2552006110919491615penegg.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Realizado, em 2006, por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Pedro Almodóvar&lt;/span&gt; – reconhecido e premiado realizador cinematográfico – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Volver&lt;/span&gt; conta, ao nível mais pragmático e objectivo, a história de duas irmãs “mal casadas” e sós que, perderam os pais,  anos antes, num incêndio e que aprendem a lidar com a perda e com os que teimam em lembrá-la, acreditando que os mortos voltam à vida para resolver assuntos que nesta deixaram pendentes; se ousarmos avançar com uma análise mais abrangente, concordarão que nos é apresentada uma reflexão atenta e perspicaz acerca de crenças culturais e ingénuas, suas implicações, seus rituais e seus significados.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;A película descreve o quotidiano sofrido de mulheres do povo – a, simultaneamente, elegante e rude, corajosa e frágil, Raimunda (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Penélope Cruz&lt;/span&gt;), a sensível e ingénua Sole (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lola Dueñas&lt;/span&gt;), a jovem Paula obrigada a crescer a desafio da vida (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Yohana Cobo&lt;/span&gt;), a saudosista, solidária e humilde Agustina (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Blanca Portillo&lt;/span&gt;) e a misteriosa Irene (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Cármen Maura&lt;/span&gt;) – à boa maneira de Almodóvar, que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parece apostar na imagem como descrição (tão real que preferimos imaginá-la poetizada), privilegiando a objectividade cruel das coisas e dos factos&lt;/span&gt;. Também característico do realizador, verifica-se a primazia que é oferecida à análise relacional &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;das personagens e dos contextos nas suas mais diversas vertentes&lt;/span&gt;: enquanto relações de instinto, de poder, de veracidade, de união, de integração do que é pessoal, de suporte e de sentido.&lt;/p&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;Atentando no título e no que este pode sugerir, parece tratar-se de uma história que decifra as significados do voltar – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voltar-repetir&lt;/span&gt; (como se a nossa vida resultasse de uma séria de heranças geracionais e os factos constituíssem meras reproduções do passado, sem que haja espaço de autoria), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voltar-regressar&lt;/span&gt; (num revisitar de afectos, no desejo de resolver e entregar-se), &lt;span style="font-style: italic;"&gt;voltar-esperança&lt;/span&gt; (num ímpeto de novas oportunidades que permitem agigantar as forças e permitir o sonho com um futuro sorridente) – com a capacidade incomum de (en)volver o espectador num processo de auto-reflexão e num balanço de sentido(s) para a vida e para a intimidade.&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: red;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;     &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;b style=""&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/b&gt;&lt;/p&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116941691935445455?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116941691935445455/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116941691935445455' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116941691935445455'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116941691935445455'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/01/envolver.html' title='(En)Volver'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116855267747440577</id><published>2007-01-11T21:47:00.000Z</published><updated>2007-01-11T22:02:38.640Z</updated><title type='text'>Dr. House MD - Artigo de Opinião</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1281/2740/1600/432321/1_400.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1281/2740/320/324917/1_400.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;A história desenrola-se num hospital e oferece-nos o dia-a-dia de uma equipa de médicos a trabalhar sob a pressão implicada no diagnóstico de casos raros, complexos e impensáveis, sujeitos a uma pressão ainda maior e mais difícil de suportar – a liderança arrogante, insensível e sarcástica de Gregory House (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hugh Laurie&lt;/span&gt;). Assim, condimentada ao bom gosto da ironia e do sentido de humor, a personalidade deste brilhante médico e a vivência narcísica (e de sucesso) do desempenho da sua actividade profissional são servidas fria e/mas astutamente!&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;É certo que é difícil refutar algumas das críticas que são dirigidas à série (e que eu própria já elenquei em tempos): incipiente plausibilidade dos casos e soluções, carácter constante de excepcionalidade dos mesmos, rigor questionável (?) das práticas e conceitos médicos aplicados, pouco ou inexistente cuidado ético nas medidas implementadas… Mas também é verdade, a meu ver, que não parece aí residir nem o propósito, nem o carácter de originalidade da mesma; o segredo parece estar em ser capaz de descortinar o que poderá estar para além do óbvio, aproveitando o que o simples e o horrível podem ter de hilariante.&lt;br /&gt;Não querendo ter a veleidade, nem a presunção, de me afirmar como capaz de tal proeza, posso apenas limitar-me a partilhar opiniões - neste sentido, para além do acutilante sentido crítico do humor que aqui se pratica, a par dos supracitados “calcanhares de Aquiles” (sempre dolorosos!), penso que a série se reveste de momentos densos de reflexões, tão caladas que emocionalmente ensurdecedoras, acerca do (inquietante) sentido da vida, do vazio das perdas e do medo do fim! Lidar com tudo isto não se augura tarefa fácil, pelo que a aparente fuga – uma vez que, apesar de tudo, falamos de um mestre na arte da relação – e a sobrevalorização do papel desempenhado com sucesso – o profissional – se apresentam como a única saída possível (será?!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Acresce a esta premissa já de si, pelo menos, questionante, o avanço da(s) história(s) conduzido por sucessivas e articuladas dicotomias – egoísmo/altruísmo, admiração/inveja, maldade/preocupação, falsidade/genuinidade – que se reveste, no fim de contas, de uma sensível humanidade (bem camuflada!).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt; Talvez esta análise seja um sintoma da dependência que tenho vindo a desenvolver. Efectivamente, apesar de nem sempre o ter sabido compreender, assumo-me como admiradora (incondicional?!) do Doutor House! Mas, se alguns entendem que o assumir da dependência é o primeiro passo para a cura, no meu caso parece que faz sentido a máxima “só muda quem deseja mudar” de modo que a admiração tende agravar-se… &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;br /&gt;… ainda mais se tivermos em conta a estreia da 2ª temporada da série, hoje (11 de Janeiro), às 00h45, na TVI!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116855267747440577?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116855267747440577/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116855267747440577' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116855267747440577'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116855267747440577'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2007/01/dr-house-md-artigo-de-opinio.html' title='Dr. House MD - Artigo de Opinião'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116751762848505664</id><published>2006-12-30T22:25:00.000Z</published><updated>2006-12-30T22:27:08.496Z</updated><title type='text'>Cinema de 2006 - Um ano para recordar?</title><content type='html'>&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;(...continuação)&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt; OS 5 MELHORES FILMES DE 2006&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" face="arial"&gt;&lt;st1:place style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;" st="on"&gt;&lt;st1:placename st="on"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;1. Brokeback&lt;/span&gt;&lt;/st1:placename&gt; &lt;st1:placetype st="on"&gt;Mountain (&lt;i&gt;Ang Lee&lt;/i&gt;)&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/st1:placetype&gt;&lt;/st1:place&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" face="arial"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Penso que, ao desfrutar desta obra, estamos perante uma harmonização perfeita entre a imagem, a música e (tarefa difícil!) o conteúdo e temáticas que aborda. Talvez arrisque em afirmar que este filme pode definir o que o cinema parece constituir: é simultaneamente uma obra de arte, um momento de entretenimento e um mote integrado para a reflexão e para o debate. Pensamos que a sua qualidade se pauta – para além da excelência das performances dos actores e dos restantes técnicos implicados na sua realização – pela profundidade, maturidade e consequência com a qual se propõe o argumento.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;2. Match Point (&lt;i&gt;Woody Allen&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não fossem, à partida, os créditos de realização motivo suficiente para se tratar de uma obra merecedora de imediata consideração e expectativa, &lt;i&gt;Woody Allen&lt;/i&gt; faz questão de ir mais longe, num filme de 2006, que se adivinha de sempre: presenteia-nos não só com a sua reinvenção enquanto autor, mas principalmente com uma visão que tem tanto de desconcertante como de desconstrutiva, num thriller subtil e alucinante, sobre paixão, obsessão e o papel da sorte enraizadamente atribuído às decisões que fazemos ao longo da vida. Com efeito, pisa um terreno escorregadio ao dissecar e –pretensamente – reduzir um episódio de adultério e excessos a uma pura e quase imaculada questão de sorte. Enfatizo, porém, o carácter aparente desta premissa e suposta redução – se olharmos bem de perto, &lt;i&gt;Woody Allen &lt;/i&gt;oferece uma reflexão profunda acerca das dualidades que povoam a sociedade actual, expondo a ironia presente na polissemia inerente ao conceito contemporâneo de felicidade; é uma dissertação despretensiosa acerca do poder de escolha, questionando os limites que o ser humano (em toda a sua fragilidade) está disposto a transpor para manter a ilusão da felicidade e a segurança que a parece definir. Confronta, assim, a aspiração de uma existência passiva e sólida que suplanta, impreterivelmente, quaisquer desejos e vontades, com o desvario de uma obsessão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" face="arial"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;" lang="EN-GB"&gt;3. Breakfast on Pluto (&lt;i&gt;Neil Jordan&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="EN-GB"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" face="arial"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Constituindo, provavelmente, um dos filmes mais negligenciados do ano – nomeadamente relativamente à performance do actor &lt;i&gt;Cillian Murphy&lt;/i&gt;, atingindo uma maturidade e excelência indiscutíveis -, Breakfast on Pluto apresenta-se-nos como uma espécie de conto de fadas de tempos mais actuais, enfatizando as provações e a alienação impostas pela conotação atribuída ao conceito transsexualidade, embora com uma subtileza simultaneamente enternecedora e angustiante. Com efeito, assistimos, ao longo da película, à desconstrução da imagem de vítima geralmente atribuída, sem, porém, nunca a negar nem deixar de a sugerir, apresentando um honesto manifesto acerca do que é a verdadeira (auto)aceitação do que significa ser “diferente” – a constante alternação de ambientes e estados excêntricos e crus, deixa antever um outsider em permanente procura do seu auto-conhecimento e da definição e reconhecimento da sua individualidade. A universalidade e imperativa extrapolação residem, com efeito, na abordagem sofrida e de uma inocência que desmascara o verdadeiro motivo da busca do protagonista – a necessidade premente da sua totalização enquanto indivíduo.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" face="arial"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;4. V de Vingança (&lt;/span&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;James Mc Teigue&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" face="arial"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Apesar de se tratar da adaptação cinematográfica de uma banda desenhada e de toda a expectação inerente ao facto de ter tido a colaboração dos conhecidos irmãos &lt;i&gt;Wachowski &lt;/i&gt;no que concerne ao argumento, a obra ganha em não só não se limitar à abordagem “super-herói” que, geralmente caracteriza este tipo de obras, como também revoluciona esse conceito. Acresce a este risco consciente e intencionalmente tomado o poder de subverter os papéis (e.g., bom vs mau) – e ou confundi-los para os reorganizar – e inverter todo e qualquer pré-conceito que possamos ter desenvolvido a esse respeito. No seguimento desta ideia, a máscara aparece como um meio de universalizar intentos – desconstruindo a ideia de que há moralidade no terrorismo – e de privilegiar a magnitude das crenças, das motivações e dos ideais (à prova de bala!). O filme propõe uma ilustração de extrema acuidade, ainda que metafórica, no que respeita ao que define a actualidade contemporânea, o real e o socialmente partilhado. Apresentando referências evidentes a episódios da história mundial, aborda-os no tempo presente e com vista ao futuro, já que, independentemente da data, os ideais se mantêm.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" face="arial"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;" lang="EN-GB"&gt;5. Walk the line (&lt;i&gt;Jack Mangold&lt;/i&gt;)&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;" lang="EN-GB"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Não obstante (ou talvez precisamente por) tratar-se de uma obra biográfica (que poderia salvaguardar o facto de não se apresentar como surpreendente ou inovador), o filme oferece a mais valia de integrar de forma quase perfeita o contributo da realidade – fazendo evidência da importância das vivências ao longo da vida, dos comportamentos, dos seus significados e das suas consequências –, das aspirações e expectativas, da vertente musical da vida do cantor – oferecendo uma banda sonora vibrante, sincera e de qualidade certificada pelo sucesso obtido – e do sempre sensibilizador pendor romântico que une estes protagonistas do palco e da vida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal" face="arial"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Menção Honrosa: Transamerica (&lt;/span&gt;&lt;i style="font-weight: bold;"&gt;Duncan Tucker&lt;/i&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;u1:p&gt;&lt;/u1:p&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Brincando com as palavras, é, de facto, honroso ser capaz de abordar uma temática que requer, simultaneamente, sensibilidade e maturidade com a atenção que podemos experienciar e adivinhar, ao visualizar Transamerica. Efectivamente, este salienta a vivência emocional de experiências, dúvidas, receios e legitimidades universais – apesar do mundo teimar em fazer delas “diferentes” e “desviantes” – indo bem mais além dos discursos feitos e socialmente veiculados sem crítica ou cuidado (e menos esforço por isso). Salienta-se, principalmente, a sublime e completa interpretação de Felicity Huffman no papel de protagonista, cuja maturidade e humanidade, permitem a elaboração de um retrato verosímil e sensibilizador, tocando uma realidade que se nos apresenta, quase sempre, tão distante.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt; Posto isto, abrimos o espaço à discussão, esperamos as vossas sugestões e impressões e despedimo-nos com os &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;votos de um excelente 2007&lt;/span&gt;!&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;Aspirante e Whisper&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 10pt;"&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;   &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116751762848505664?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116751762848505664/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116751762848505664' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116751762848505664'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116751762848505664'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/12/cinema-de-2006-um-ano-para-recordar_30.html' title='Cinema de 2006 - Um ano para recordar?'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116751677394068766</id><published>2006-12-30T22:12:00.000Z</published><updated>2006-12-30T22:13:29.506Z</updated><title type='text'>Cinema em 2006 - um ano para Esquecer?</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;Porque a época do ano assim apela e obriga, propomo-nos ao cálculo do saldo que os produtos cinematográficos – estreados em território nacional no ano de 2006 (que agora se prepara para findar) – nos deixará recordar. Salvaguarde-se o facto de esta se tratar de uma selecção apenas sustentada por critérios pessoais (e, por isso, discutíveis) e baseada somente nos filmes que tivemos a oportunidade de ver.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;Assim, passando ao que aqui nos traz, argumentaremos a selecção dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;5 Melhores Filmes e das 5 Desilusões de 2006 - &lt;/span&gt;com respectivas menções (des)honrosas, para ambos os casos&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Fá-lo-emos, portanto, em partes distintas, começando por:&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;AS 5 Maiores Desilusões de 2006&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;1. A Dália Negra (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Brian de Palma&lt;/span&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;  &lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Efectivamente, a principal desilusão reside na fraca performance de um elenco de luxo e no incipiente aprofundamento da história, limitando-se à superficialidade da narrativa. Deve apresentar-se a devida ressalva, igualmente, à negligência com a qual é (ou não é) tratada a personagem da &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Dália Negra&lt;/span&gt; bem como a fuga, no que diz respeito ao argumento, à reflexão significada através de discursos caros, eruditos e lacunares.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;2. King Kong (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peter Jackson&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Tratando-se já de uma obra consagrada da história do cinema, este &lt;span style="font-style: italic;"&gt;remake,&lt;/span&gt; apresentado em 2006, obriga è reflexão em torno da desejabilidade, da eficácia e/ou mesmo dos objectivos deste processo que pretende a optimização de algo já consensualmente avaliado como obra de arte e cuja época de realização constituía critério de enquadramento da sua qualidade. Assim, esperava-se que o (novo) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;King Kong&lt;/span&gt; fizesse jus à evolução à qual temos presenciado – e cuja campanha prometia evidenciar, designadamente ao nível dos efeitos especiais, bem como o nome de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Peter Jackson&lt;/span&gt; no cartaz exponenciava. Todavia, considera-se que a evolução técnica se sobrepôs ao sentido crítico, tendo sido elevado o valor dos efeitos especiais em detrimento do conteúdo e/ou relevância temática.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;3. Munique (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Steven Spielberg&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;Apresentando, provavelmente, uma das escolhas mais questionáveis desta lista, justificamos, em parte, esta opção com as elevadas expectativas que foram criadas relativamente a esta obra, não só motivadas pelo realizador que a assina – &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Steven Spielberg&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; num registo algo diferente do que nos tinha habituado nos últimos anos, recuperando a sua incursão em filmes baseados em factos históricos relevantes, desde a reconhecida &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;font-size:100%;" &gt;Lista de Shindler&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt; -, como também, e principalmente, pela premissa que era, à partida, apresentada. Com efeito, com o propósito de sugerir uma reflexão e uma visão imparciais acerca dos limites que definem o patriotismo que no-lo permitem distinguir de puro terrorismo e do carácter difuso dessa avaliação – pelos conflitos das visões, percepções, ideais e interesses, dos diferentes lados em confronto -, o filme dispersa-se em aspectos formais que o levam a descentrar-se das vertentes social, histórica e politicamente relevantes.&lt;/span&gt; &lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt; &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;4. Código da Vinci (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Ron Howard&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;/span&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Ao contrário do que seria de esperar, a replicação audiovisual de um dos maiores &lt;span style="font-style: italic;"&gt;best-sellers&lt;/span&gt; da actualidade parece ter resultado num redondo fracasso. Curiosamente, na tela – mesmo contando com um elenco prometedor – a narrativa perde acção, perde o ritmo e a consequência que, capítulo a capítulo, o livro oferecia. Para além disso, o filme não resiste à tentação de privilegiar o superficial, não abordando nenhuma reflexão (que era desejável e, achamos nós, esperada) ao nível da temática que fazem desta uma obra polémica.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;5. História de Violencia (&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;David Cronenberg&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;)&lt;/span&gt;   &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Talvez a maior desilusão que este filme constitui seja o facto de ser passível de se reduzir ao seu título. Não obstante pretender apresentar um enredo surpreendente, pouco mais oferece do que, precisamente, violência. A película parece apostar na fusão daqueles que podemos considerar serem os valores tradicionais – respeito, família, dignidade, … – com trechos agressivos e pouco claros, sem se ocupar da reflexão e análise da sua possível coexistência na vida e na sociedade. O que fica da sua visualização é o retrato perturbador de uma família, sem que consigamos daqui retirar a estrutura e significado dos seus comportamentos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;      &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Menção (des)honrosa - A Lula e a Baleia (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Noah Baumbach&lt;/span&gt;)&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p style="text-align: justify;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style=""&gt;Prometia abordar a temática da crise familiar que, por se caracterizar pela complexidade e pela polémica, apresentava um desafio que suscitava a curiosidade de todos. Na nossa opinião, a película enquadra nesta categoria – desilusão – pelo esforço inglório dos seus pensadores, uma vez que parece anunciar questões de múltiplas naturezas, sem que se veja desenvolvida nenhuma delas. Isto é, limita-se a mostrar os problemas – nunca lhes dando resposta nem aprofundando consequências – optando por alertar através do “choque” que a realidade pode causar ao espectador, o que poderia ter resultado não fora ficar-se somente por esta superficial estratégia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p style="text-align: right;" class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Continua...&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116751677394068766?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116751677394068766/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116751677394068766' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116751677394068766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116751677394068766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/12/cinema-em-2006-um-ano-para-esquecer_30.html' title='Cinema em 2006 - um ano para Esquecer?'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116727150902403732</id><published>2006-12-28T01:55:00.000Z</published><updated>2006-12-28T02:05:09.046Z</updated><title type='text'>Capote</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1281/2740/1600/844328/capote_300.gif"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/x/blogger/1281/2740/320/362360/capote_300.gif" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;    &lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;Realizado por Bennet Miller e apresentado em 2005, Capote é um filme biográfico acerca do escritor Truman Capote (Philip Seymour Hoffman) e do processo de escrita do livro “A sangue frio” (&lt;/span&gt;&lt;i style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;“In cold blood”&lt;/i&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102); font-weight: bold;"&gt;) que o tornou celebre por ser o primeiro do género por si inaugurado – romance de não-ficção. Centrado na história do assassinato de uma família natural de Holcomb (Kansas), o enredo do livro guia o protagonista para o estabelecimento de uma relação pessoal, que se torna próxima e até íntima (mesmo que esta não seja uma questão explorada extensivamente na película), com um dos assassinos – Perry Smith (Clifton Collins Jr.) – com o qual mantém longas entrevistas. Como quase sempre acontece, à medida que as emoções vão enublando a razão, Capote oscila entre o seu objectivo – com a frieza, ambição e determinação que o caracterizam – e a identificação com aquele Homem, estendendo a “passadeira vermelha” às suas dúvidas e inseguranças.&lt;/span&gt; &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style=""&gt;Se tivesse que escolher uma palavra que definisse a personagem tenderia a caracterizá-lo de “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;excêntrico&lt;/span&gt;”! Todavia, no momento em que terminasse de a pronunciar, talvez começassem a emergir as arrependidas “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;duro&lt;/span&gt;”, “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;oportunista&lt;/span&gt;” e “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;frio&lt;/span&gt;”. Não perdendo mais tempo com esta guerra de palavras que travo contra mim mesma, passo a salientar a excelente contribuição do actor &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Philip Seymour Hoffman&lt;/span&gt; – galardoado pela academia – e a primazia que é dada à análise das interacções entre as personagens – que permite a exposição da futilidade que a ribalta implica, que o&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ferece um outro ponto de vista sobre o crime e que reflecte sobre a desumanidade do homem e a humanidade (?) de um assassino.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt; &lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;  &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;span style=""&gt;            &lt;/span&gt;Ainda merecedor de menção, apresenta-se o facto de, ao longo do filme, o espectador ser introduzido a alguns traços menos comuns da personalidade do autor, ao carácter de competitividade e ciúme que caracteriza as suas relações (bem como à necessidade imperativa de reconhecimento) – patente de forma muito notória na sua interacção com &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Harper Lee&lt;/span&gt; (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Catherine Keener&lt;/span&gt;), conceituada escritora e amiga de Capote, que experimentava o sucesso pelo lançamento do seu livro “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;To kill a mochinbird&lt;/span&gt;” – e às &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;consequências dessa “sede de sucesso” que, sem olhar a meios, fazem parecer legítimas as utilização e usurpação da realidade à qual o ser humano está condenado&lt;/span&gt;. No que respeita, ainda, à gestão dos seus afectos (já apresentada como impasse ao império da razão) salienta-se o papel central que a forte semelhança entre as histórias de escritor e entrevistado e a inevitável identificação entre ambos exerce no processo de construção da(s) sua(s) identidade(s) e no resultado do mesmo, mostrando que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a distância entre vivências pode ser determinante para a integração e aceitação social dos indivíduos&lt;/span&gt;. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;    &lt;/div&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="line-height: 150%; text-align: justify;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;/span&gt;    &lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Deixando (e esperando) espaço a comentários (outros e de outra natureza), termino com uma reflexão que é feita na obra – talvez esta seja a história de dois homens iguais que, a dada altura da vida, escolheram sair por portas diferentes.&lt;/span&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal" style="text-align: justify; line-height: 150%;"&gt;&lt;span style=""&gt;&lt;o:p&gt;&lt;br /&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116727150902403732?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116727150902403732/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116727150902403732' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116727150902403732'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116727150902403732'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/12/capote.html' title='Capote'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116690856436675019</id><published>2006-12-23T21:10:00.000Z</published><updated>2006-12-23T21:16:04.386Z</updated><title type='text'>Filmes de Natal</title><content type='html'>Bem, chegou aquela época do ano, não? A época das prendas, da alegria, das crianças, da família, do S. Nicolau, do presépio, das rabanadas e filhós, do bacalhau com todos e do peru assado, … Claro está, também a época das noites frias, onde só nos apetece recostar num sofá quentinho, mergulhar nos cobertores e/ou nos que nos são queridos e assistir a um ou dois ou mais filmes. Entre os inequívocos e outras propostas mais pessoais, aqui vai a minha humilde selecção:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;S. O. S. Fantasmas (Scrooged, 1988)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado por:&lt;br /&gt;Richard Donner&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria de iniciar com um meus favoritos… de sempre. Mais de uma década antes de ser redescoberto enquanto ícone art house, Bill Murray andava pela ressaca do Saturday Night Live, laborando personagens agridoces em comédias tresmalhadas. Esta é talvez a mais tresmalhada de todas. Murray arrasa (sem meias palavras) como Frank Cross, um executivo televisivo sem dó nem piedade, embrulhado na produção de uma adaptação televisiva do “Conto de Natal”, enquanto é ele próprio visitado por três (mais uma) entidades étereas. Mais do que uma revisitação pós-moderna do clássico de Dickens, ou uma comédia fantástica específica dos anos 1980, “S. O. S. Fantasmas” é um todo-o-terreno, abrangendo uma panóplia de registos cinematográficos, desde o profano ao sagrado, da angústia existencial ao trágico-cómico, do ridículo ao melodrama, da loucura ao romance, e escorreito como poucos. O protagonista brilha em grande, sintetizando o próprio espírito do filme, anárquico mas com sentido, caricatural mas com sensibilidade – ver para crer. E Karen Allen é adorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Feliz Natal (Joyeux Noël, 2005)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado por:&lt;br /&gt;Christian Carion&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em 1914, na eclosão da guerra mais sangrenta de todos os tempos, três frentes de combate cessam as hostilidades e, na noite da Consoada, partilham da sua humanidade. Candidato ao Óscar de Melhor Filme Estrangeiro na última edição dos prémios da Academia Americana, “Feliz Natal” foi feito para ser visto nesta quadra. Uma super-produção europeia centrada na I Guerra Mundial, a obra transpira por todos os poros a esperança e o amor, cristalizando na sua essência toda a autenticidade cristã do Natal. Ainda mais, inspirada em factos verídicos, é daquelas obras que nos enche a alma e nos dá mais vontade de acreditar na condição humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do Céu Caiu Uma Estrela (It's a Wonderful Life, 1946)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado por:&lt;br /&gt;Frank Capra&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podia faltar. James Stewart protagoniza a história intemporal realizada por Frank Capra, como um bancário falido e em vias de suícidio, visitado pelo seu Anjo da Guarda na véspera de Natal. O clássico indiscutível da Consoada, uma examinação existencialista sobre o verdadeiro significado da vida humana, da preciosidade do indivíduo, do seu percurso e valor para os demais (mesmo que não auto-reconhecido). Raras foram as vezes que o cinema conseguiu atingir patamar tão elevado, quase histórico, contribuindo a uma mensagem tão poderosa quanto universal, e sucessivamente redescoberta pelas novas gerações. Ironicamente, um filme incompreendido no seu tempo, hoje resistindo por si próprio, pelo que é, sinónimo de grandeza narrativa, à margem de qualquer tendência ou revolução.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Estranho Mundo de Jack (The Nightmare Before Christmas, 1993)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado por:&lt;br /&gt;Henry Selick&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sinfonia louca, lúgubre e irresistível, “O Estranho Mundo de Jack” (Skellington, o anti-herói protagonista, que se propõe oferecer uma versão hallowenesca do Natal) é a definição de obra de culto por excelência. Fruto da conjugação de forças dos mestres Henry Selick (suporte stop motion), Danny Elfman (banda sonora) e, claro, Tim Burton (conceptualização artística), “O Estranho Mundo de Jack” é a alternativa mais delirante aos filmes familiares da quadra. Quase como que um negativo, o reverso da medalha do espírito natalício, tão apaixonante como inebriante, e que só pode mesmo ser um dos musicais mais viciantes de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E. T. (E.T. the Extra-Terrestrial, 1982)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Realizado por:&lt;br /&gt;Steven Spielberg&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não propriamente um filme centrado no Natal, mas talvez o filme familiar mais popular de todos os tempos, ficando bem a qualquer sessão cinematográfica que reúna os miúdos e graúdos. A história é por demais conhecida: uma criatura mirrada é deixada abandonada nos subúrbios americanos para ser salvaguardada por um rapaz de dez anos. Spielberg estabelece o derradeiro vínculo emocional com o lado infantil de todos nós, suspendendo o nosso cepticismo adulto e permitindo-nos vibrar e sonhar com a mais bonita história de amizade que o cinema moderno nos brindou.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116690856436675019?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116690856436675019/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116690856436675019' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116690856436675019'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116690856436675019'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/12/filmes-de-natal.html' title='Filmes de Natal'/><author><name>Frederico Guilherme</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='28' height='32' src='http://1.bp.blogspot.com/-LOGGag9rcoE/TorGu9GB6EI/AAAAAAAAAEY/wIb6-f_OEtQ/s220/perfil%2B2.bmp'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116352329422700077</id><published>2006-11-14T16:48:00.000Z</published><updated>2006-11-14T16:56:54.253Z</updated><title type='text'>The Piano - O Piano</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;A história de “O piano” desenvolve-se em torno da adaptação de uma mulher inglesa, impossibilitada de comunicar através da oralidade, ao quotidiano das florestas da Nova Zelândia e à conjugalidade “negociada” por terceiros. Ada McGrath (Holly Hunter) vê-se obrigada a deixar a sua terra natal – Escócia – e depara-se com um “novo mundo” em muito diferente ao que as suas expectativas lhe permitiam, levando apenas consigo a sua filha e o seu confidente, intenso e expressivo piano. Chorando a perda deste último, inicialmente abandonado à praia e, posterior e caladamente, vendido ao vizinho Baines (Harvey Keitel) pelo seu marido, Ada parece travar uma luta entre o querer e o poder, consigo mesma e com os outros, entre “a sensibilidade e o bom senso”, decidida a recuperá-lo através da oferta de lições ao primeiro, segundo condições especiais por este estabelecidas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Arriscar-me-ia a dizer que o filme ousa alcançar o nuclear sentido da vontade e da construção de significado acerca de “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;quem sou&lt;/span&gt;?” e de “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o que quero&lt;/span&gt;?”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Após a visualização do filme, encontro-me dispersa num novelo sinestésico, não estando certa de ter sido sensível à verdadeira (e/ou implícita?) mensagem que este urge transmitir – sinto confusa a informação que a minha percepção autorizou e considero complexa a tarefa de a integrar num significado próprio. Desta forma, penso que ensaiar uma via de compreensão apenas se torna possível através da redução (ou tentativa de) da informação às suas unidades básicas – &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;privilegiarei a análise dos sentidos…&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Através do &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;olfacto&lt;/span&gt;, chega a fragrância pantanosa do desconhecido, o perfume estagnado da insegurança, o odor encardido a mofo advindo de trajes que transportam consigo (pre)conceitos e costumes de uma época ultrapassada, na qual o casamento era feito de papel e implicava uma série de clausulas unidireccionalmente estabelecidas.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; A &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;visão&lt;/span&gt; é-nos presenteada com paisagens densas, de beleza inigualável e, também elas, de significado premente mas, por vezes, indecifrável – talvez eleja (sem ter a presunção de ter esse direito), como as mais marcantes, a imagem da chegada das duas protagonistas à ilha, tendo o acolhimento da natureza (para elas, mãe e madrasta) ou a fotografia do piano desprotegido na praia visto das montanhas. Acresce-se, ainda, a capacidade, raramente encontrada, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de imagetizar metáforas &lt;/span&gt;(comparando, a título de exemplo, a confusão de sentimentos da protagonista, o emaranhado de cabelos num penteado rígido e apertado e a densidade da floresta) a partir de sucessões bem encadeadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Presenteando os ouvidos e a alma, a banda sonora da película – de autoria de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Michael Nyman&lt;/span&gt; - parece-me incriticável, intocável e indubitavelmente bela. Transmite, peremptória e sensivelmente, a unidade entre Ada e a sua música, o seu piano… &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;este que se apresenta como meio de comunicação e fim para as suas emoções, preocupações e receios&lt;/span&gt;. Reflectindo uma expressão de Morag (interpretada por &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Kerry Walker&lt;/span&gt;), embora infirmando o sentido que esta lhe atribui, a música que a obra nos oferece “passa-nos pelo corpo”, sendo impossível ficar-lhe indiferente, não se deixar tocar pela sua sensibilidade…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; O&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; tacto&lt;/span&gt; deixa perceber nesta obra, um tratado de violência aos mais variados níveis. Se fossem nomeáveis, talvez nos encontremos perante a &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;violência da privação/separação&lt;/span&gt; – materializada pela ansiedade que causa a separação (ou mesmo da antevisão desta) da protagonista e do seu piano, compensada pelo toque (através de fendas resultadas da viagem) das teclas-, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a violência do confronto&lt;/span&gt; – psicológico e físico, entre contextos, entre costumes, entre vontades; um confronto que quer transformar, que dita e obriga –, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a violência do questionamento&lt;/span&gt; – essencialmente pessoal, de compreensão do que se pensa e do que se pensa pensar –, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a violência do contacto&lt;/span&gt; – parece tão simples, mas o simples facto de se assistir a um acto de violência, de o sentir e reflectir, pode abrir uma cicatriz nunca passível de fechar – e, por fim (será?) &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;a violência multidireccionada&lt;/span&gt; – se atentarmos que chega a ser violentamente invasivo o visionamento da obra na medida em que inquieta e transforma o espectador.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Quanto ao &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;paladar&lt;/span&gt;, tento concentrar-me e ouso afirmar que o filme tem o sabor salgado a mar, sacia através da música… mas “sabe a pouco” pela complexidade que lhe subjaz.&lt;br /&gt; &lt;br /&gt; Aproximando-se o final de uma reflexão irreversível e meramente pessoal, merecem ainda referência as performances da actriz principal – &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Holly Hunter&lt;/span&gt; – e da pequena grande menina &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anna Paquin&lt;/span&gt;, galardoadas pela academia pelo desempenho destes papéis. Quanto à protagonista e veículo desta “sinestesia” de que vos falo, é notável a sua capacidade de expressão não verbal – quase parecendo que a sua voz “não faz falta” –, não podendo eu deixar de enaltecer a(s) forma(s) alternativas das quais faz uso para transmitir igual ou mais aprofundadamente a mensagem que representa. No que diz respeito à segunda citada, o Óscar fala por si, reconhecendo a qualidade e o nível do seu trabalho. Relembrando (com um toque de humor) o momento no qual recebeu o galardão e, como não podia deixar de ser, corroborando a validade da atribuição, deixo-vos com a reacção de &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Anna Paquin&lt;/span&gt;…&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/e4gBVHPRkHE"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/e4gBVHPRkHE" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116352329422700077?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116352329422700077/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116352329422700077' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116352329422700077'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116352329422700077'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/11/piano-o-piano.html' title='The Piano - O Piano'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116285412063830891</id><published>2006-11-06T22:58:00.000Z</published><updated>2006-11-06T23:51:31.226Z</updated><title type='text'>Diz-nos Coisas?! - Informações Várias</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5190/2663/1600/TTTT.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0pt 10px 10px 0pt; float: left; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5190/2663/320/TTTT.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Interrompemos por uns instantes a discussão una e exclusiva da temática cinéfila, para vos informarmos acerca do último &lt;span style="font-style: italic;"&gt;add-on&lt;/span&gt; deste nosso cantinho – a nossa recente mas já querida &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;ShoutBox&lt;/span&gt;, sob o nome de código “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diz-nos coisas!&lt;/span&gt;”–, cuja aplicação e utilidade passaremos a explanar de seguida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, trata-se de um espaço de conversação e interacção destinado a todos aqueles que quiserem marcar a sua passagem por cá por terras dos &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;C.A&lt;/span&gt;., sem que para isso seja necessário um comentário a qualquer artigo em particular – desta forma, desde um simples “Bom dia/tarde/noite” (conforme a hora do dia ou especificidades do fuso horário, numa clara, mas frustrada associação a Jim Carrey, no &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0120382/"&gt;The Truman Show&lt;/a&gt;), a dúvidas, críticas, demonstrações várias de apoio/repulsa, comentários, as vossas frustrações, sugestões ou plenos gritos de apelo acerca desta ou demais temáticas do quotidiano, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;tudo deve ser encaminhado para o simpático espacinho cinza que se encontra do vosso lado direito, na chamada &lt;span style="font-style: italic;"&gt;side-bar&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais de momento, despeço-me, mas não sem antes dar resposta à pergunta última que tem coabitado a vossa mente desde o início da leitura deste texto, que concerne à imagem apresentada no princípio do mesmo – assumo e supro, assim, essa lacuna, explicando que &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;esta representa os códigos que podem ser colocados nas mensagens de forma a aparecerem os chamados “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;smiles&lt;/span&gt;”&lt;/span&gt;. De momento, os únicos disponíveis são os que, de facto, agora apresentamos, e podem facilmente ser colocados, digitando, aquando da escrita da mensagem, os referidos caracteres.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Alguma dúvida, comentário ou sugestão, sintam-se à vontade para a expor – seja através do caminho tradicional dos comentários, seja como uma forma de estreia da extensão “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Diz-nos coisas!”&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116285412063830891?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116285412063830891/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116285412063830891' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116285412063830891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116285412063830891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/11/diz-nos-coisas-informaes-vrias.html' title='Diz-nos Coisas?! - Informações Várias'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116284053182635139</id><published>2006-11-06T19:09:00.000Z</published><updated>2006-11-06T19:15:31.850Z</updated><title type='text'>Sorte Nula</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; O filme “Sorte Nula” (2004), do realizador &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Fernando Fragata&lt;/span&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;, não apresenta um elenco consensualmente fantástico, não parece ousar no tema que vende como premissa, não oferece sequências indizíveis de fotografia, não parece ser através da música que se afirma… de tal forma que nunca me esforçaria para o ver, não fosse uma noite de terrível insónia.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; A película narra a história de Alberto (&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hélder Mendes&lt;/span&gt;) que, encontrando-se de partida para a fuga com o amor da sua vida, é constantemente ameaçado pela sorte (ou falta dela) que lhe coloca sucessivos obstáculos à concretização da sua felicidade. Trata-se de um filme de acção e suspense que nos depara continuamente com a tarefa e a incógnita de resolver um crime.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Curiosamente, atrevo-me a considerar que a película resulta e aponto, na qualidade de “ingrediente mágico”, o factor surpresa!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Desde já, “&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Sorte Nula&lt;/span&gt;” surpreende por, sendo um filme vanguardista português, não fazer um uso excessivo (quase enjoativo) do popularmente chamado “palavrão”, nem recorrer a conteúdo e imagens de carácter sexual para se afirmar e atrair o espectador, a&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;ntes centrando-se no conteúdo e no suspense.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt; Por outro lado, o filme vai surpreendendo; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Isto no sentido em que os elementos resolutores da trama nos vão sendo oferecidos parcelar e audazmente &lt;/span&gt;– quase apetecendo dizer que “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;o melhor é deixado para o fim&lt;/span&gt;”. Acrescenta-se, ainda, que nos é aqui apresentada uma narrativa com princípio, meio e fim, não se apostando, como parte do cinema português parece querer vir a habituar-nos, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;em histórias que de tão alternativas acabam por ser insignificadas.&lt;/span&gt; Mais ainda, não tendo a veleidade de equiparar o texto (de autoria de Fernando Fragata) aos clássicos policiais, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;é anunciado um enredo bem construído, consistente e forte.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No que diz respeito ao desempenho dos actores – elenco que conta com a participação de, entre outros, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Hélder Mendes, &lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Adelaide Sousa, António Feio, Bruno Nogueira, Rui Unas, Pedro Teixeira &lt;/span&gt;e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Isabel Figueiras&lt;/span&gt; –, como acima mencionado, este não se apresenta como intocável. Contudo, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;parece ser esta humanização (pelo erro) das personagens que dá ao filme um carácter de realidade&lt;/span&gt; – funcionando de forma quase exemplar ao nível do encadeamento de novas informações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt; Nesta fase, como penso ter deixado perceber pelas linhas que apresento, não dou por perdido o programa improvisado daquela noite sem sono, antes pelo contrário… tive a oportunidade de desmistificar algumas ideias preconcebidas sobre o cinema português e apreciar, senão um filme exemplar, uma boa história!&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116284053182635139?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116284053182635139/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116284053182635139' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116284053182635139'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116284053182635139'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/11/sorte-nula.html' title='Sorte Nula'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116273710198833942</id><published>2006-11-05T14:19:00.000Z</published><updated>2006-11-05T14:32:02.573Z</updated><title type='text'>ACDFCONPIQTEAANMCSNHA - 3ª Edição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Patrick&lt;/span&gt; &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;"Kitten" Braden&lt;/span&gt;: And the other thing about the Phantom Lady was, Bert, she realized, in the city that never sleeps... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bertie&lt;/span&gt;: What did she realize, Kitten? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Patrick "Kitten" Braden&lt;/span&gt;: That all the songs she'd listened to, all the love songs, that they were only songs. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bertie&lt;/span&gt;: What's wrong with that? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Patrick "Kitten" Braden&lt;/span&gt;: Nothing, if you don't believe in them. But she did, you see. She believed in enchanted evenings, and she believed that a small cloud passed overhead and cried down on a flower bed, and she even believed there was breakfast to be had... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Bertie&lt;/span&gt;: Where? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Patrick "Kitten" Braden&lt;/span&gt;: On Pluto. The mysterious, icy wastes of Pluto"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Breakfast on Pluto,&lt;/span&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0411195/quotes"&gt;(ler mais no IMDB)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"They say Japan was made by a sword. They say the old gods dipped a coral blade into the ocean, and when they pulled it out four perfect drops fell back into the sea, and those drops became the islands of Japan. I say, Japan was made by a handful of brave men. Warriors, willing to give their lives for what seems to have become a forgotten word: honour."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Simon Graham, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Last Samurai&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0325710/quotes"&gt;(ler mais no IMDB)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Just a dog? Porthos dreams of being a bear, and you want to shatter those dreams by saying he's just a dog? What a horrible candle-snuffing word. That's like saying, "He can't climb that mountain, he's just a man", or "That's not a diamond, it's just a rock." Just."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;J.M.Barrie, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Finding Neverland&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0308644/quotes"&gt;(ler mais no IMDB)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"You think you're telling me something? Like, what, boxing is dangerous, something like that? You don't think working triple shifts and at night on a scaffold isn't just as likely to get a man killed? What about all those guys who died last week living in cardboard shacks to save on rent money just to feed their family, 'cause guys like you have not quite figured out a way yet to make money off of watching that guy die? But in my profession - and it is my profession - I'm a little more fortunate."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jim Braddock, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Cinderella Man&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0352248/quotes"&gt;(ler mais no IMDB)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"There's plenty of money out there. They print more of it every day. But that ticket? There are only five of them in the world, and that's all there's ever going to be. Only a dummy would give this up for something as common as money. Are you a dummy?"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Grandpa George, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Charlie and The Chocolate Factory&lt;/span&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0367594/quotes"&gt;(ler mais no IMDB)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;When you first entered the restaurant, I thought you were handsome... and then, of course, you spoke."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Carol, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;As Good as It Gets &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0119822/quotes"&gt;(ler mais no IMDB)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"You wear black 'cause you can't find anything else to wear? You found your sound 'cause you can't play no better? You just tried to kiss me because "it just happened?" You should try take credit for something every once in a while, John."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;June Carter, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Walk the Line &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0358273/quotes"&gt;(ler mais no IMDB)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116273710198833942?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116273710198833942/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116273710198833942' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116273710198833942'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116273710198833942'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/11/acdfconpiqteaanmcsnha-3-edio.html' title='ACDFCONPIQTEAANMCSNHA - 3ª Edição'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116249622300303501</id><published>2006-11-02T19:34:00.000Z</published><updated>2006-11-02T19:37:03.030Z</updated><title type='text'>Estreias 02/11</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/07.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/07.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/07.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;O Ilusionista&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; The Illusionist&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Drama/ Romance/ Aventura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Neil Burger&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Edward Norton; Jessica Biel; Rufus Sewell; Paul Giamatti&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.illusionistthefilm.com/"&gt;http://www.illusionistthefilm.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 110 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “In turn-of-the-century Vienna, a magician (Norton) uses his abilities to secure the love of a woman far above his social standing.” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0443543/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/08.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/08.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/08.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;D.O.A.: Guerreiras Mortais&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt;DOA: Dead or Alive&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: acção&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Corey Yuen&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Devon Aoki; Sarah Carter; Natassia Malthe; Jaime Pressley&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.uip.co.uk/deadoralive/"&gt;http://www.uip.co.uk/deadoralive/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 87 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “The movie adaptation of the best selling video game series Dead or Alive.” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0398913/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/09.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/09.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/09.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Boog &amp; Elliot Vão à Caça &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; Open Season&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Animação/ Comédia/ Aventura&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Roger Allers; Jill Culton; Anthony Stacchi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Martin Lawrence; Ashton Kutcher; Jon Favreau; Gary Sinise; Debra Messing; Patrick Warburton&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.sonypictures.com/movies/openseason/"&gt;http://www.sonypictures.com/movies/openseason/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 99 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “Boog, a domesticated 900lb. Grizzly bear finds himself stranded in the woods 3 days before Open Season. Forced to rely on Elliot, a fast-talking mule deer, the two form an unlikely friendship and must quickly rally other forest animals if they are to form a rag-tag army against the hunters.” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0400717/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/10.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/10.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/10.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Paris, Je t’Aime&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; Paris, Je t’Aime&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Romance&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;:Joel Coen; Wes Craven; Gérard Depardieu; Alexander Payne; Gus Van Sant &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt;Steve Buscemi; Miranda Richardson; Juliette Binoche; Willem Dafoe; Nick Nolte; Maggie Gyllenhaal; Bob Hoskins; Wes Craven; Emily Mortimer; Elijah Wood; Alexander Payne; Natalie Portman; Gérard Depardieu; Gena Rowlands; Catalina Sandino Moreno &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 116 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “Through the neighborhoods of Paris, love is veiled, revealed, imitated, sucked dry, reinvented and awakened” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0401711/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/11.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/11.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/11.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Em Paris&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; Dans Paris&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Drama&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Christophe Honoré&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Romain Duris; Louis Garrel; Joana Preiss&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.dansparis-lefilm.com/"&gt;http://www.dansparis-lefilm.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 93 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “Anna has just left Paul who, annihilated by the separation , moves back with his father in Paris. His younger brother Jonathan, a casual student, still lives in his father's apartment and spends most of his time womanizing and fooling around.But what this apparent lightness conceals is a deep wound. Jonathan, in fact, has never been able to overcome the death of his beloved sister. Meanwhile Paul sinks into depression...” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0769508/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/12.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/12.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/12.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Manual de Amor&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; Manuale d’Amore&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Romance/ Comédia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Giovanni Veronesi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Carlo Verdone; Luciana Littizzetto; Silvio Muccino&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.notrofilms.com/manualedeamore/"&gt;http://www.notrofilms.com/manualedeamore/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 116 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “Four intertwined episodes on the joys and sorrows of love.” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0417944/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com a devida ressalva... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinema.ptgate.pt/main.php"&gt;Cinema PT&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/"&gt;IMDB&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;..Visitem-nos! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116249622300303501?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116249622300303501/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116249622300303501' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116249622300303501'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116249622300303501'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/11/estreias-0211.html' title='Estreias 02/11'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116216341090822148</id><published>2006-10-29T22:52:00.000Z</published><updated>2006-10-29T23:12:30.313Z</updated><title type='text'>Marie Antoinette - Maria Antonieta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5190/2663/1600/04.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5190/2663/320/04.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Baseada na biografia de autoria da historiadora britânica Antónia Fraser, a obra recentemente estreada no nosso país, Marie Antoinette – Maria Antonieta por terras lusas – marca o regresso de Sofia Coppola às lides da realização depois dos universalmente aclamados &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Virgens Suicidas&lt;/span&gt; e &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Lost in Translation. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E se ainda houver quem seja da opinião que o nome, no cartaz, da “menina prodígio” do cinema actual – cuja carreira parece gritar a confirmação do aforismo popular “&lt;span style="font-style: italic;"&gt;filho de peixe sabe nadar&lt;/span&gt;” – como uma das mais empolgantes e refrescantes cineastas da actualidade, não merece, por si só, toda a expectativa que em sua volta foi criada, talvez o facto de se tratar de uma obra não ficcional que tem como &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;premissa inicial a de oferecer uma visão alternativa e arrojada de uma das mais controversas figuras da história francesa e mundial, os faça mudar de ideias.&lt;/span&gt; Mas como não me proponho analisar motivações e pré-reacções, mas a qualidade deste, à partida, promissor &lt;span style="font-weight: bold; font-style: italic;"&gt;Marie Antoinette&lt;/span&gt;, reconheço a necessidade de demover as minhas atenções de Sofia Coppola por 123 min. para me focar, só e apenas, na mais recente bandeira que alberga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, &lt;span style="font-style: italic; font-weight: bold;"&gt;Marie Antoinette&lt;/span&gt; constitui uma espécie de reconto do percurso &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;de uma das mais mediáticas figuras históricas que, ainda nos dias de hoje, habita no imaginário do povo francês como um símbolo, simultaneamente, das vitórias e retrocessos da Revolução Francesa&lt;/span&gt;, ditando e perdendo-se – sem nunca haver a possibilidade de alcançar a resposta definitiva, nem ser esse o seu intuito – nas dicotomias e antíteses que a atribuição do termo abarca: Maria Antonieta foi vítima e causa, esperança e perdição; foi exemplo martirização e frugalidade irresponsável e liberal; e passou de venerada e objecto de admiração, a mal-amada e impopular junto do povo francês…foi, em suma, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;uma adolescente a quem pediram, cedo demais, que fosse adulta&lt;/span&gt; – ou não se desse o facto de que o período temporal sugerido pela narrativa integra o quotidiano da jovem adolescente austríaca recém-chegada a Versailles para desposar Luís XVI (com o intuito de cimentar a aliança entre França e a Áustria), desde os seus quinze anos, vindo a tornar-se rainha aos dezanove, até à sua precoce morte, em 1973, quando tinha 38 anos. Com Kirsten Dunst no papel da protagonista, Sofia Coppola &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;quebra a tradição e retrata a jovem rainha de uma forma inovadora e refrescante, abordando todas as vicissitudes, adversidades e sucessos, sem nunca aprofundar nenhum destes temas&lt;/span&gt; – são sugeridos o ambiente hostil e frívolo com que foi recebida na corte francesa; a futilidade dos rituais; a sua resignação e adaptação, que a levaram a conquistar o seu espaço, reinventando uma realidade alternativa tão diferente da sua; as incoerências ideológicas inerentes à posição na realeza; a sua relação com o povo… Todos estes motes tratados como uma simplista sugestão, já que, não obstante da classificação desta película recair sobre o termo “drama histórico”, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;denota-se um claro intuito de tentar uma abordagem diferente das que até agora temos exemplo&lt;/span&gt; – em anteriores adaptações cinematográficas da vida da rainha, o argumento centra-se principalmente na sua fase mais decadente, focando-se nomeada e particularmente no seu romance extra-conjugal com o conde Fersen (também não mais que sugerido neste filme de 2006). Assim, mais do que apresentar um tratado histórica e ideologicamente rigoroso acerca da personalidade – o filme tem erros históricos consideráveis -, e mais ainda do que discernir acerca das motivações e fundamentações do seu declínio, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;este  pretende centrar-se e evidenciar a adolescência conturbada de que aquela foi vítima&lt;/span&gt; e confronta (subtilmente e sem se dar a dramas excessivos) a sua imaturidade, fragilidade e uma certa vulnerabilidade com o cargo que se viu obrigada a ocupar, com apenas 19 anos – daí os sapatos, as roupas, os cabelos, as festas e todas as demais extravagâncias serem um vínculo recorrente, quando a mais forte das alusões à revolução propriamente dita se limita a uma multidão enraivecida, de tochas e forquilhas em punho, numa fase já tardia do filme. Em suma, creio que se pode resumir a intencionalidade de Sofia Coppola a partir da afirmação de que este filme &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;pretende desconstruir a imagem de “rainha-má”&lt;/span&gt;, os mitos e as distorções de que a vida de Maria Antonieta foi alvo, apresentando uma personagem humana e sofredora, cuja extravagância foi, não só expressão de imaturidade, mas também – e principalmente -, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;um refúgio das suas frustrações e dificuldades.&lt;/span&gt; Aliás, arrisco-me a interpretar o facto de que o filme acaba sem que seja dada qualquer indicação dos acontecimentos que marcaram a sua morte - o final da película limita-se na saída da família real de Versailles, antes de consumada a condenação à guilhotina, a 16 de Outubro – como uma forma de afastar a tentação de se discernir acerca das resoluções, motivações e legitimidade da sua queda, ou, indo um pouco mais longe, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;discutir acerca da dicotomia causa da revolução ou vítima dela&lt;/span&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, o filme começa e acaba – como acabou de ser referido - sem que o seu fatídico destino seja revelado; o debate instala-se e a parca unanimidade é a ordem do dia: a controvérsia da personagem transpõe-se para as reacções da obra correspondente, tendo chegado, até, a ser mal recebido pela crítica generalizada – com direito a trocadilhos textuais de gosto duvidoso e tudo. Acusa, assim e ironicamente, um certo paralelismo com o próprio percurso da personalidade que se propõe narrar: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;preconceitos ou extravagâncias à parte, é um filme para amar ou odiar&lt;/span&gt;. E há, de facto, momentos e aspectos formais e visuais de Marie Antoinette que merecem adoração; como, na mesma conta e medida, há particularidades que o reduzem a uma visão algo irresponsável, simplista e demasiado &lt;span style="font-style: italic;"&gt;americanizada&lt;/span&gt; do reconhecidamente rico e complexo percurso da rainha protagonista, da sua vida, das suas crenças e motivações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, se, por um lado, é um facto que a escolha de Kirsten Dunst para protagonista foi uma aposta ganha, sendo que serve grandemente o propósito da realizadora em propor uma visão não tradicional da jovem rainha – colocando uma actriz que é um ícone da cultura &lt;span style="font-style: italic;"&gt;teen&lt;/span&gt; actual, em virtude das suas participações em filmes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;SpiderMan&lt;/span&gt;, &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Wimbledon&lt;/span&gt;, etc., e abarcando um risco que acabou por se traduzir em sucesso -, por outro lado, também o é que outros aspectos não o conseguem tão completa e imaculadamente – nomeadamente a sonoplastia, grande impulsionadora de uma referida americanização exagerada e desnecessária da abordagem. Com efeito, embora haja quem defenda que a variedade e a fusão de vários géneros e grupos musicais na banda sonora – cuja disparidade se alarga tão somente de música clássica e essencialmente instrumental (congruente com a época) a música contemporânea, que conta com nomes como &lt;span style="font-style: italic;"&gt;The Cure, Aphex Twin, Gang of Four, New Order&lt;/span&gt; e outros – contribuem grandemente para a sua versatilidade, creio tornar-se uma mistura desadequada e que compromete, não raras vezes, a verosimilhança e a credibilidade do argumento; serve, à primeira vista, o intuito da realizadora em enfatizar a adolescência da rainha, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;mas não sem que se deixe rapidamente transformar num rótulo e decair aos pés dos estereótipos&lt;/span&gt; – particularmente evidente na cena do Baile de Máscaras, em que a escolha das faixas musicais sugere grandemente – quase obriga – a uma alusão a uma discoteca dos dias de hoje.&lt;br /&gt;Aliás, a escolha das músicas e da protagonista são excelentes exemplos – respectivamente de fracasso e sucesso - daquele que parece ter sido um dos maiores desafios com que a realizadora se defrontou:&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; o doseamento entre a sugestão da euforia adolescente e a seriedade e responsabilidade inerentes à figura e às suas privações, que deveriam ser igualmente evidenciadas.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De notar ainda, relativamente ao elenco escolhido, as participações de Rose Byrne – evidenciando uma mudança muito coerente de registo, desde o seu dramático papel secundário no épico &lt;span style="font-style: italic;"&gt;Tróia&lt;/span&gt; (como Breseida) para uma das extravagantes amigas da rainha, uma divertida Duquesa de Polignac, cujo espírito livre não lhe permitia a muito apoio na corte -, Molly Shanon -, uma actriz algo sub aproveitada como Tia Victória, uma das afectadas e intriguistas membros da família real – e Judy Davis – como a inflexível Condessa de Noiailles.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Para concluir, resta referir o mais significativo dos elogios e a maior conquista deste filme, que se prende com a cenografia: &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Versailles é filmado em todo o seu esplendor&lt;/span&gt;, não só com as visões do interior – dos móveis imponentes e faustosos à própria indumentária dos participantes, retratada com especial rigor e cuidado, tudo, neste aspecto, parece obrigar que nos deslumbremos -, mas também os longos planos de exterior, que quase nos deixam absorvidos pela dimensão e beleza dos jardins do palácio. &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Junte-se as vantagens do filme ter sido rodado, de facto, no palácio, original, autêntico e de uma beleza indiscutível, à reconhecida mestria da realizadora no que concerne a enquadramento, fotografia e filmagem, e não será difícil apercebermo-nos de que estamos perante um filme com um aspecto visual feito de pormenores fascinantes e muito bem conseguidos.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Posto isto, a conjugação de todos estes factores resulta num filme, a meu ver, mediano, capaz de desencadear reacções tão díspares que se torna difícil definir quais os aspectos – vitórias ou derrotas – que suplantam e preponderam: se a revigoração de um género, por tradição tão trágico que distante; se a banalização de uma personalidade pela identificação contemporânea exacerbada em detrimento da exactidão factual – quem, à partida, nada sabia sobre a vida de Maria Antonieta, sai da sala da cinema no mesmo ponto em que entrou.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;object height="350" width="425"&gt;&lt;param name="movie" value="http://www.youtube.com/v/1WjsqVwWyrI"&gt;&lt;param name="wmode" value="transparent"&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/1WjsqVwWyrI" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent" height="350" width="425"&gt;&lt;/embed&gt;&lt;/object&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116216341090822148?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116216341090822148/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116216341090822148' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116216341090822148'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116216341090822148'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/10/marie-antoinette-maria-antonieta.html' title='Marie Antoinette - Maria Antonieta'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116214732658282794</id><published>2006-10-29T18:41:00.000Z</published><updated>2006-10-29T18:42:06.586Z</updated><title type='text'>ACDFCONPIQTEAANMCSNHA - 2ª Edição</title><content type='html'>&lt;div style="text-align: justify;"&gt;Nesta segunda edição, com um (gabado) esforço de nos lançarmos ao nível internacional - ou talvez não.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"The voice you hear is not my speaking voice - but my mind's voice. I have not spoken since I was six years old. No one knows why  - not even me. My father says it is a dark talent, and the day I take it into my head to stop breathing will be my last.(…) The strange thing is, I don't think myself silent. That is because of my piano."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ada, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;The Piano&lt;/span&gt; (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0107822/quotes"&gt;ler mais no IMDB&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"I asked old Jack: do you remember the night when the sky was so dark and the moon shone so bright, when a million small children pretending to sleep nearly didn’t have Christmas at all, so to speak? And would you, if you could turn that mighty clock back to that long fateful night – now, think carefully Jack – would you do the whole thing all over again, knowing what you know now, knowing what you knew then?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;And he smiled like the old pumpkin king that I knew then turned and asked softly of me: "wouldn’t you?""&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Nightmare Before Christmas &lt;/span&gt;(&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0107688/quotes"&gt;ler mais no IMDB&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"It's as if Perry and I grew up in the same house. And one day he stood up and went out the back door, while I went out the front."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Truman Capote,&lt;span style="font-weight: bold;"&gt; Capote &lt;/span&gt;(&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0379725/quotes"&gt;ler mais no IMDB&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"I saw then that my father's only fear was that his son would follow the same road. And that was the last time I ever held a gun. People always thought I grew up on a farm. And I guess, in a way, I did. But I lived a lifetime before that, in those six weeks on the road in the winter of 1931. When people ask me if Michael Sullivan was a good man, or if there was just no good in him at all, I always give the same answer. I just tell them... he was my father."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Michael Sullivan Jr., &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Road to Perdition &lt;/span&gt;(&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0257044/quotes"&gt;ler mais no IMDB&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Tell you what, we could've had a good life together! Fuckin' real good life! Had us a place of our own. But you didn't want it, Ennis! So what we got now is Brokeback Mountain! Everything's built on that! That's all we got, boy, fuckin' all. So I hope you know that, even if you don't ever know the rest!"&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Jack Twist, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Brokeback Mountain &lt;/span&gt;(&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0388795/quotes"&gt;ler mais no IMDB&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Before he came down here, it never snowed. And afterwards, it did. I don't think it would be snowing now if he weren't still up there. Sometimes you can still catch me dancing in it."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Kim, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Edward Scissorhands &lt;/span&gt;(&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0099487/quotes"&gt;ler mais no IMDB&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Vous au moins vous ne risquez pas d'être un légume, puisque même un artichaut a du coeur&lt;/span&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amélie, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Le Fabulous Destin d’Amélie Poulin&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;"Mar adentro, mar adentro. Y en la ingravidez del fondo, donde se cumplen los sueños se unen tantas voluntades para cumplir un deseo. Un beso enciende la vida con un relámpago y un trueno. Y en una metamorfosis mi cuerpo no es ya mi cuerpo. Es como penetrar al centro del universo. El abrazo más pueril y el más puro de los besos, hasta vernos reducidos en un único deseo. Tu mirada y mi mirada como un eco repitiendo sin palabras: más adentro, más adentro. Hasta el más allá del todo por la sangre y por los huesos. Pero me despierto siempre, y siempre quiero estar muerto. Para seguir con mi boca enredada en tus cabellos."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Rámon, &lt;span style="font-weight: bold;"&gt;Mar Adentro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116214732658282794?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116214732658282794/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116214732658282794' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116214732658282794'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116214732658282794'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/10/acdfconpiqteaanmcsnha-2-ed_116214732658282794.html' title='ACDFCONPIQTEAANMCSNHA - 2ª Edição'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116188937365372692</id><published>2006-10-26T19:56:00.000+01:00</published><updated>2006-10-29T12:04:33.466Z</updated><title type='text'>Estreias 26/10</title><content type='html'>&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/01.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/01.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/01.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;O Diabo Veste Prada&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; The Devil Wears Prada&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Comédia/ Drama&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: David Frankel&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Meryl Streep; Anne Hathaway; Emily Blunt; Stanley Tucci&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.devilwearspradamovie.com/"&gt;http://www.devilwearspradamovie.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 109 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “A naive young woman comes to New York and scores a job as the assistant to one of the city's biggest magazine editors, the ruthless and cynical Miranda Priestly.” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0458352/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/02.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/02.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/02.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Os Filhos do Homem&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; Children of Men&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Thriller; Ficção Científica&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Alfonso Cuáron&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Julianne Moore; Clive Owen; Michael Caine&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.uip.co.uk/childrenofmen/"&gt;http://www.uip.co.uk/childrenofmen/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 109 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “In 2027, in a chaotic world in which humans can no longer procreate, a former activist agrees to help transport a miraculously pregnant woman to a sanctuary at sea, where her child's birth may help scientists save the future of humankind” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0206634/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/03.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/03.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/03.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;A Prairie Home Companion – Bastidores de Rádio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; A Prairie Home Companion&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Comédia&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Robert Altman&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Meryl Streep; Woody Harrelson; Tommy Lee Jones; Garrison Keillor; Kevin Klein; Lindsay Lohan; Virginia Madsen; John C. Reilley; Robin Williams&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.aprairiehomecompanionmovie.com/"&gt;http://www.aprairiehomecompanionmovie.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 105 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “A look at what goes on backstage during the last broadcast of America's most celebrated radio show, where singing cowboys Dusty and Lefty, a country music siren (Streep), and a host of others hold court.” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0420087/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/04.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/04.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/04.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;O Último Caçador&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; Le Dernier Trappeur&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Documentário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Nicolas Vanier&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Norman Winther; May Loo; Alex Van Bibber&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lederniertrappeur.com/"&gt;http://www.lederniertrappeur.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 94 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0395514/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/05.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/05.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/05.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Vinicius&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; Vinicius&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Documentário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Miguel Faria Jr.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Maria Bethânia; Ricardo Blat; Antônio Cândido&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.uip.com.br/site/grupo.asp?cod_Grupo=129"&gt;http://www.uip.com.br/site/grupo.asp?cod_Grupo=129 &lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 110 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “Documentary about Brazilian songwriter and poet Vinicius de Moraes, showing his life, work, family, friends, and love-affairs.” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0493175/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/06.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/06.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="margin: 0px 10px 10px 0px; float: left; width: 95px; height: 140px;" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/06.jpg" border="0" height="140" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);font-size:130%;" &gt;&lt;strong&gt;Quanto me Amas?&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; Combien tu m’aimes?&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Comédia/ Romance&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Bertrand Blier&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Monica Bellucci; Bernard Campan; Gérard Depardieu; Jean- Pierre Darroussin&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.combientumaimes.com/"&gt;http://www.combientumaimes.com/&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 0);"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 95 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0420555/"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-style: italic;"&gt;Com a devida ressalva... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;&lt;span style="font-weight: bold; color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Fontes:&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinema.ptgate.pt/main.php"&gt;Cinema PT&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/"&gt;IMDB&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;-----------------------------------&lt;br /&gt;.&lt;span style="font-style: italic;"&gt;..Visitem-nos! &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116188937365372692?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116188937365372692/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116188937365372692' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116188937365372692'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116188937365372692'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/10/estreias-2610.html' title='Estreias 26/10'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116163356925019426</id><published>2006-10-23T20:51:00.000+01:00</published><updated>2006-10-23T21:52:50.596+01:00</updated><title type='text'>The Black Dahlia - A Dália Negra</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://photos1.blogger.com/blogger/5190/2663/1600/theblackdahliapubj.0.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer;" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5190/2663/320/theblackdahliapubj.jpg" alt="" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Baseado no romance de James Ellroy, “A Dália Negra” constitui a adaptação para o cinema de uma história verídica que, até hoje, permanece sem resolução e/ou explicação. De uma forma resumida, a obra conta o violento assassinato de Elizabeth Short (Mia Kirshner) – uma belíssima jovem que sonhava ser actriz, acreditando na “promessa americana” – na década de 40, quando o mundo via despontar nos palcos a mítica Marylin. Contudo, o sonho desvanece e a jovem passa a ser notícia e obsessão pública e policial, não por ver satisfeito o seu ensejo de se tornar uma estrela de Hollywood, mas dado o violento ataque do qual foi vítima. Trata-se de uma história que teria a potencialidade de denunciar a violência, a corrupção, a perversidade, o cinismo e hipocrisia do(s) mundo(s), limitando-se, porém, na minha opinião, a dar-lhe uma imagem igualmente “suja”, já que não parece aproveitar a riqueza das personagens – e o elenco por detrás das mesmas - e o poder da linguagem.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O carácter misterioso (por um lado), tão brutal que quase inacreditável (por outro), o facto de contar com um grande nome do cinema actual no cartaz de realização – &lt;em&gt;Brian de Palma&lt;/em&gt; –, bem como o elenco de luxo que gaba exibir, faziam d’ “&lt;strong&gt;A Dália Negra&lt;/strong&gt;” um filme a não perder, semeando e avolumando expectativas elevadas a seu respeito. Como deixo perceber anteriormente, considero que nos é apresentada uma (entre várias possíveis) versão da história sem que a narração tenha o poder de tocar e (muito menos) de transformar o espectador. Visualmente, confrontamo-nos com cenários escuros (congruentes com o contexto), coreografias sangrentas a passos lentos, aconchegados por uma banda sonora sinistra (presságio de dor e distúrbio) e &lt;strong&gt;com espaços que parecem ter a capacidade de transmitir odores e sensações de contorcer a cara e o corpo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A película conta com a realização de Brian de Palma – como, aliás, foi já referido - e orgulha-se de apresentar &lt;strong&gt;Josh Hartnett&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Bucky Bleichert&lt;/em&gt;), &lt;strong&gt;Scarlett Johansson&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Kay Lake&lt;/em&gt;), &lt;strong&gt;Aaron Eckhart&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Lee Blanchard&lt;/em&gt;), &lt;strong&gt;Hilary Swank&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Madeleine Linscott&lt;/em&gt;) e &lt;strong&gt;Mia Kirshner&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Elizabeth Short&lt;/em&gt;) no seu elenco. E, principalmente aqui, devo assinalar alguma (des)ilusão… Tratando-se de actores conceituados e, em alguns casos, galardoados, esperava poder provar da sua qualidade, versatilidade e profissionalismo. Todavia: Josh Hartnett mantém a compleição física (que tendencialmente parece agradar e bastar ao público americano) mas &lt;strong&gt;parece descorar a versatilidade&lt;/strong&gt;, apresentando-se como um polícia “sensível e bonzinho” (que quase confundi com o seu desempenho em &lt;em&gt;Pearl Harbour&lt;/em&gt;); Scarlett Johansson e Hilary Swank, inquestionavelmente belas, com percurso nesta arte de referência, apresentam “as suas mulheres” com fraca profundidade psicológica, sendo que, consequentemente, &lt;strong&gt;parecem mostrar apenas um fantasma do que poderiam ser e despojar-se do significado e impacto das suas personagens&lt;/strong&gt;; de referir ainda, acerca da segunda citada, que esta se apresenta num registo diferente do que nos tem habituado nos seus últimos trabalhos – extremamente feminina, sedutora, elegante e atractiva, tendo sido esta uma das particularidades da obra mais “apregoadas” aquando da promoção da mesma em Veneza. Quanto a Aaron Eckhart, talvez por desconhecer outros trabalhos seus, considero-o uma surpresa feliz que, dentro dos limites e trâmites da película, parece ter transmitido emoção e consistência. Mia Kirshner… difícil comentário… talvez a &lt;strong&gt;expressão “a bela horrível” traduza o seu desempenho&lt;/strong&gt; – avaliado, neste sentido, de forma positiva. No entanto, ainda a respeito da participação da actriz, sinto a necessidade de expor o que não passa de uma opinião pessoal: lamentavelmente, transparece uma certa negligência para com a personagem Betty Anne Short, que, não obstante de ser à volta desta que todas as outras histórias tomam lugar, &lt;strong&gt;não deixa de ser sugerida apenas como um pretexto para o resto da trama, e não mais do que isso&lt;/strong&gt;. Posto isto, vemos a “Dália” ser relegada para segundo plano (quando deveria ser o foco da história) já que tem um espaço na narrativa que se &lt;em&gt;quer&lt;/em&gt; menor.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Por fim, oferecendo a ênfase merecida à análise de interacções entre as personagens acima citadas, estas constituem, a meu ver, o mais premente fracasso da obra, sendo que &lt;strong&gt;a &lt;em&gt;decaláge&lt;/em&gt; entre a maturidade exigida pela complexidade das personagens e a, de facto, consumada pelos jovens actores questiona irremediavelmente a verosimilhança do argumento&lt;/strong&gt;. O que acabo de expor é particularmente evidente na relação triangular (quadrangular? ou mais simplesmente múltipla?) entre as figuras centrais da trama – Lee, Bucky e Kay –, em que passamos – abrupta e frugalmente – de uma interdependência “saudável” e equilibradamente alimentada por valores como a cumplicidade característica do companheirismo, para uma paixão &lt;em&gt;hollywoodesca&lt;/em&gt; e reprimida, pela falência de um dos vértices da relação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Gostaria, ainda, de deixar uma palavra acerca da adaptação do argumento, no que diz respeito ao texto. Porque a arte é comummente considerada complexa e erudita, &lt;strong&gt;muitos são os que parecem negligenciar a simplicidade em favor do método, da técnica, do belo…&lt;/strong&gt; &lt;strong&gt;do indecifrável e do incompreensível!&lt;/strong&gt; Relativamente aos diálogos, fica a sensação de estarmos constantemente perante saltos ilícitos de raciocínio que se configuram num discurso lacunar e pouco apelativo – &lt;strong&gt;não só obrigando o espectador a esforços de compreensão, como também, e por esta mesma razão, não o prendem ao enredo&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color: rgb(0, 0, 102);"&gt;Em jeito de conclusão, após ter lido diversos comentários com o mesmo intuito que este e ter analisado os diferentes “rótulos” que vão estando associados ao filme, poderia dizer que posso considerá-lo um policial – pela acção e conteúdo – mas nunca um drama – pela precária profundidade do argumento, pelos inexistentes espaços de reflexão estruturados e pela difícil capacidade de ser indiferente.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116163356925019426?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116163356925019426/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116163356925019426' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116163356925019426'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116163356925019426'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/10/black-dahlia-dlia-negra.html' title='The Black Dahlia - A Dália Negra'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116153936599639498</id><published>2006-10-22T18:35:00.000+01:00</published><updated>2006-10-22T18:50:21.363+01:00</updated><title type='text'>ACDFCONPIQTEAANMCSNHA - oh my god...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Já ouviram dizer que há palavras que valem mais que mil imagens?... Não?!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ok, talvez não; mas vamos tentar convencer-vos do contrário, num segmento que gostamos de chamar - e passaremos a implementar, semanalmente - "Aquelas Citações Daquele Filme-Clássico-Ou-Nem-Por-Isso Que Teimam Em Agarrar-se À Nossa Mente Como Se Não Houvesse Amanhã".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas, aqui ficam as ditas citações inaugurais:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“To make a fighter you gotta strip them down to bare wood: you can't just tell 'em to forget everything you know if you gotta make 'em forget even their bones... make 'em so tired they only listen to you, only hear your voice, only do what you say and nothing else... show 'em how to keep their balance and take it away from the other guy... how to generate momentum off their right toe and how to flex your knees when you fire a jab... how to fight backin' up so that the other guy doesn't want to come after you. Then you gotta show 'em all over again. Over and over and over... till they think they're born that way.”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Eddie, &lt;strong&gt;Million Dollar Baby &lt;/strong&gt;(&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0405159/quotes"&gt;ler mais (IMDB)&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“&lt;em&gt;If I were thinking clearly, Leonard, I would tell you that I wrestle alone in the dark, in the deep dark, and that only I can know. Only I can understand my condition. You live with the threat, you tell me you live with the threat of my extinction. Leonard, I live with it too&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;- Virgínia Woolf, &lt;strong&gt;The Hours&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0274558/quotes"&gt;ler mais (IMDB)&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"&lt;em&gt;We are told to remember the idea, not the man, because a man can fail. He can be caught, he can be killed and forgotten, but 400 years later, an idea can still change the world. I've witnessed first hand the power of ideas, I've seen people kill in the name of them, and die defending them... but you cannot kiss an idea, cannot touch it, or hold it... ideas do not bleed, they do not feel pain, they do not love... And it is not an idea that I miss, it is a man... A man that made me remember the Fifth of November. A man that I will never forget.&lt;/em&gt;"&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- V, &lt;strong&gt;V for Vendetta&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0434409/quotes"&gt;ler mais (IMDB)&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"The man who said "I'd rather be lucky than good" saw deeply into life. People are afraid to face how great a part of life is dependent on luck. It's scary to think so much is out of one's control. There are moments in a match when the ball hits the top of the net, and for a split second, it can either go forward or fall back. With a litte luck, it goes forward, and you win. Or maybe it doesn't, and you lose."&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Chris, &lt;strong&gt;Match Point &lt;/strong&gt;(&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0416320/"&gt;ler mais (IMDB)&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"I was 27 years old the first time I died."&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;- Jack Starks, &lt;strong&gt;The Jacket&lt;/strong&gt; (&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0366627/quotes"&gt;ler mais (IMDB)&lt;/a&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;"&lt;strong&gt;Roxie:&lt;/strong&gt; You're, THE Velma Kelly. I was there the night you got arrested.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Velma Kelly&lt;/strong&gt;: Yeah? You and half of Chicago. "&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Chicago&lt;/strong&gt;, &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0299658/quotes"&gt;ler mais (IMDB)&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116153936599639498?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116153936599639498/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116153936599639498' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116153936599639498'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116153936599639498'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/10/acdfconpiqteaanmcsnha-oh-my-god.html' title='ACDFCONPIQTEAANMCSNHA - oh my god...'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116153839346435763</id><published>2006-10-22T18:30:00.000+01:00</published><updated>2006-10-22T18:33:13.480+01:00</updated><title type='text'>Ponto de Situação - a Ressurreição</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Como devem ter já reparado, esta humilde casa tem permanecido em estado vegetativo, no mais profundo e doloroso coma, nos últimos tempos – cinco (5) meses, em nome do rigor e da ética. De reparar também, em virtude do demonstrado nos últimos dois (2) posts, que – em boa verdade da velha máxima “&lt;em&gt;a esperança é a última a morrer”&lt;/em&gt; – renasce em nós um desejo revigorado de continuar a partilhar – independentemente da dimensão das redes de suporte social que constituem um importante contributo no que se refere ao reconhecimento do que aqui se publica… mas que, infelizmente, escasseiam.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Devaneios à parte – e passando para assuntos bem mais prementes – expomos aqui a acta da nossa última &lt;strong&gt;RGDCA&lt;/strong&gt; (Reunião Geral Dos Cinéfilos Anónimos), para vos dar a conhecer os destinos que por elas foram ditados.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Após um balanço e avaliação do que se tem feito até agora – e dos respectivos resultados -, pensamos servir melhor os nossos e vossos interesses, versatilizando e diversificando a que tem vindo a ser a nossa conduta ao nível dos conteúdos deste blogue.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Com efeito, pensamos publicar mais frequentemente textos mais curtos, dando também espaço e enfoque a outros tipos de &lt;em&gt;media&lt;/em&gt; – nomeadamente, imagens, vídeos, músicas -; conteúdos de carácter lúdico; ou ainda propor o debate, a partir da contextualização social de alguns filmes, personagens, épocas ou acontecimentos que o justifiquem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Concluindo, expressamos aqui a nossa disponibilidade e desejo de que se sintam à vontade de participar e expressar os vossos pensamentos e opiniões acerca destas resoluções, doutros conteúdos que gostariam de ver aqui representados, comentar, ou simplesmente denunciar o abuso do vosso tempo que os autores deste espacinho praticam, praticaram e praticarão, enquanto houver quem nos “leia”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudações Cinéfilas!&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="right"&gt;a equipa&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116153839346435763?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116153839346435763/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116153839346435763' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116153839346435763'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116153839346435763'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/10/ponto-de-situao-ressurreio.html' title='Ponto de Situação - a Ressurreição'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116153432581638645</id><published>2006-10-22T17:20:00.000+01:00</published><updated>2006-10-22T18:34:05.636+01:00</updated><title type='text'>Cinderella Man</title><content type='html'>&lt;p align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;O filme de Ron Howard que estreou as salas de cinema no ano de 2005 – Cinderella Man – parece só ter sido alvo da avaliação de madrastas e padrastos. Digo-o pelo pendor marcadamente negativo que se pode ler acerca da película – que se adivinha intimamente relacionado com a atitude do protagonista (Russel Crowe) fora dos ecrãs e que a reduz ao rótulo de cliché.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Passado no final da década de 20, o filme conta a história de James Braddock (&lt;em&gt;Russell Crowe&lt;/em&gt;). Apresentado em pleno auge da sua carreira, o prestigiado e promissor &lt;em&gt;boxeur&lt;/em&gt;, marido e pai exemplar, depara-se com dificuldades multideterminadas (de natureza social e desportiva) que culminam na progressiva degradação económica, pessoal e familiar. Vendo agravada uma lesão, em pleno crash da bolsa (1929), o pugilista vê fugir-lhe a sua sorte, continuando a lutar, desta feita, para alimentar e manter unida a sua família, vendo-se obrigado a trabalhar nas docas de Nova Iorque. &lt;strong&gt;Paralelamente às dificuldades oferecidas a esta família, assiste-se à precária condição social da nação, sendo que Braddock parece apresentar-se como uma a via do renascimento para ambos: a vitória de um homem, a esperança de um povo.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tratando-se da narração de uma história de vida, aceito a opinião que defende a previsibilidade do argumento e a ausência de “fantásticas” surpresas. Contudo, &lt;strong&gt;a redescoberta de valores como a honestidade e a família, a reflexão em torno da educação, do sofrimento, do trabalho&lt;/strong&gt; bem como a análise histórica que vai permitindo, com fidelidade, paralelamente à trama, far-me-iam tirar perante si o meu chapéu se o usasse, pelo que me limito ao que posso: a lisonjeá-lo e a transmitir a minha admiração a todos quantos quiserem ouvir. Não me considerando espectadora de lágrima fácil, frente a tamanhas dignidade, coragem, força e integridade, não posso deixar de sentir-me (e perdoem a linguagem tão corrente que simplória) pequenina!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dando, finalmente, lugar a uma análise de cariz mais formal, salvaguarda-se a qualidade do desempenho de &lt;strong&gt;Russell Crowe&lt;/strong&gt; – transmitindo eximiamente a emoção, sensibilidade e profundidade de um lutador (na vida e no desporto); contudo, o actor mantém o registo ao qual nos habituou, deixando apetecer alguma diversidade e versatilidade –, de &lt;strong&gt;Renée Zellweger&lt;/strong&gt; – imagem da elegância e da simplicidade, da mulher e da mãe, da humildade e da coragem, numa performance incriticável – e de &lt;strong&gt;Paul Giamatti&lt;/strong&gt; – condimentando a película com o humor que lhe é característico e que faz dele um dos melhores actores da actualidade no género. Notifica-se, ainda, o mérito da adaptação de uma história verídica para o grande ecrã, por parte dos argumentistas e do realizador &lt;strong&gt;Ron Howard&lt;/strong&gt;. O trabalho por estes levado a cabo, traduzido nesta obra &lt;strong&gt;Cinderella Man&lt;/strong&gt;, &lt;strong&gt;permite a todos nós (re)conhecer uma personalidade que nos enriquece pela sua humanidade e pela relevância do seu percurso.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com o intuito de “aguçar o apetite”, deixo-vos este trailler.&lt;/p&gt;&lt;p&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/hqWEN5-iTEE" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/p&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116153432581638645?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116153432581638645/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116153432581638645' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116153432581638645'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116153432581638645'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/10/cinderella-man.html' title='Cinderella Man'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-116153060700084488</id><published>2006-10-22T16:15:00.000+01:00</published><updated>2006-10-22T18:34:50.083+01:00</updated><title type='text'>Diários de Che Guevara - Motorcycle Diaries</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Che Guevara – o nome tem força e vida próprias e move multidões… envia-me imediatamente para a imagem de um rebelde, de um inconformado, de um homem do povo em férrea defesa de uma causa, de um ideal.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;O convite para desfrutar destes diários chega por parte do meu interesse pela beleza da paisagem que a premissa de uma viagem deixa adivinhar e não do senhor da política cubana (?). Todavia, as minhas expectativas saíram claramente defraudadas. Não porque as paisagens não merecessem a repetição da viagem na primeira pessoa &lt;strong&gt;mas antes porque a personalidade ganhava progressivamente mais força, mais humanidade!&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Na década de 50, dois jovens argentinos – Ernesto Guevara (&lt;em&gt;Bernal)&lt;/em&gt; e Alberto (&lt;em&gt;Serna&lt;/em&gt;) – implementam uma viagem, por eles significativa e investidamente planeada e sonhada, pela América Latina. O finalista de medicina e o bioquímico, respectivamente, propõem-se fazê-lo (e fazem-no) a bordo “&lt;em&gt;de la poderosa&lt;/em&gt;” (a motocicleta de Alberto). O caminho é longo, o objectivo auspicioso e, embora os críticos revelem uma reflexão primeiramente politica, eu atrevo-me a considerá-la, para além disso, ética e humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouso afirmar que a viagem ultrapassa o conceito que banalmente utilizámos, &lt;strong&gt;deixando provar diferentes significados da doença, da dignidade, da igualdade, da humildade…&lt;/strong&gt; Dissecar os motivos que me levam a considerá-lo um dos meus filmes de eleição, roubar-vos-ia a magia da construção do vosso próprio significado. Resta salientar as belíssimas interpretações dos protagonistas – Bernal e Serna –, a força da banda sonora (premiada, aliás, pela Academia e de autoria do consagrado Gustavo Santaolalla) e o valor do testemunho real de Alberto (companheiro e amigo de Che Guevara nesta viagem e na vida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;embed src="http://www.youtube.com/v/7u0U3dbVMHk" width="425" height="350" type="application/x-shockwave-flash" wmode="transparent"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/embed&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-116153060700084488?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/116153060700084488/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=116153060700084488' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116153060700084488'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/116153060700084488'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/10/dirios-de-che-guevara-motorcycle.html' title='Diários de Che Guevara - Motorcycle Diaries'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-114884659365996312</id><published>2006-05-28T20:45:00.000+01:00</published><updated>2006-05-28T21:03:13.676+01:00</updated><title type='text'>Memoirs of a Geisha - Artigo Crítico</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;MEMOIRS OF A GEISHA&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 2005&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;País:&lt;/strong&gt; EUA&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Realizador:&lt;/strong&gt; Rob Marshall&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cast:&lt;/strong&gt; Zhang Ziyi, Ken Watanabe, Michele Yeoh, Gong Li, Koji Yakusho, Youki Kudoh.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site Oficial:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.sonypictures.com/movies/memoirsofageisha/"&gt;http://www.sonypictures.com/movies/memoirsofageisha/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/1281/2740/320/lcl_memoirsofageisha.jpg" border="0" /&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Baseado no romance internacionalmente aclamado de Arthur Golden, “Memórias de Uma Gueixa” narra a história de uma menina oriunda de uma pobre província japonesa, vendida pela família, entregue à sua própria responsabilidade, para trabalhar numa casa de gueixas. De escrava à mais bela e completa das gueixas, Sayuri (Zhang Ziyi) sobrevive agarrada ao seu sonho e seu amor de criança, conhecendo as dificuldades da inveja, do poder, da submissão, da cultura e da sua condição até que a II Guerra Mundial abala o Japão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;Antes ainda de se conhecerem as premissas do filme, o título promete excentricidade e diferença a todo o tipo de públicos – do curiosos ao sensível, do crítico ao consumista, do realista ao fantasioso – pelo que as reacções se multiplicam, embora se possam antever alguns resultados comuns.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Poderia dizer-se, parafraseando Andy Malafaia, crítico da imprensa estrangeira, que o filme “&lt;strong&gt;Memórias de uma gueixa&lt;/strong&gt;” se parece com a “&lt;em&gt;história da gata borralheira recontada&lt;/em&gt;”. Efectivamente, não é no conteúdo romântico que o filme potencializa a sua genialidade - deparamo-nos com uma história consistente e muitíssimo bem construída que se esvai em desilusão num final esperado por quase todos, talvez desejado por alguns, mas utópico e irreal aos olhos de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Desta forma, as grandes armas do filme parecem consistir em aspectos técnicos e culturais, apesar de, também a este nível, a unanimidade avaliativa deixar a desejar, pois aquilo que parece ser uma agradável oportunidade de conhecimento da cultura oriental por parte dos ocidentais é polémico e ofensivo para os orientais, que lamentam escolha de actrizes chinesas para o elenco, denunciam a adulteração dos kimonos para figurarem mais atractivos e sexys e, por isso, mais vendáveis, condenando, igualmente, a adulteração de danças e músicas tradicionais japonesas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos olhos de uma leiga, o filme exulta a beleza e costumes de um país – oferecendo indescritíveis momentos de exímia qualidade fotográfica – esgrima com audácia através de meandros culturais e sociais – colocando em questão os significados mais tácitos – e arrisca-se na intensidade das personagens e das relações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, no domínio sócio-cultural, “Memórias de uma gueixa” constitui uma oportunidade privilegiada de conhecimento através do contacto com os lugares, com os contextos, com o guarda-roupa, com os costumes, com os valores. Aliás, para quem “gueixa” é mecânica e automaticamente conotado com prostituição de luxo, o filme tem o poder de, pelo menos, questionar as nossas certezas e questionar o absoluto que teimamos proteger, nomeadamente destrinçando entre ambos os termos de forma clara - ser gueixa passa a ser encarado pacificamente como uma forma de arte que implica condicionalismos marcados que moldam a vida psicológica, emocional, física e humana. E falamos de um processo de modelagem que chega a roçar a materialização e comercialização do que é ser. Atrever-me-ia ia a dizer, correndo o risco de ser censurada por alguns dos valores que me regem enquanto pessoa, que ser gueixa é produto de relações de respeito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tratando-se de um tema que pouco apela à compreensão empática da realidade apresentada, a obra adquire o crédito de sensibilizar o público para esta vertente cultural através da exploração dos sentidos – o estimulo estético e visual, a sonoridade e musicalidade, os odores transmitidos, as texturas do espaço – e da vivência fortemente emocional que oferece. É através da evolução e desenvolvimento das personagens, admiravelmente construídos, que a dimensão temporal vai ganhando a força de nos apresentar mais do que aos contextos, aos sonhos e aos medos. É na viagem de permanentes idas e regressos entre meios e fim, entre passado e futuro, que reside a progressão e desvanecer do sonho, não pelo desencanto pelo fim desejado, mas pelo conhecimento e maldade dos meios. De pequena Chiyo à bela a madura Sayuri, o elixir da vida aparece como a persecução do amor do Chairman, do afecto perdido desde cedo, apenas possível pela entrada no mundo de ceda, harmonia e feminilidade das gueixas. Mas se a fachada é bela e promissora, o interior recheia-se de rivalidades, invejas, sentimentos menos nobres legitimados por acordos tácitos entre negociantes. Alcançado o sonho que nunca chegou a ser, o fogo e a guerra desertam a criança novamente para uma vida de trabalho e realidade, mantendo-se a utopia da felicidade. É já mulher, com rugas apagadas de cansaço, condenada ao kimono desejado, que aprende a aceitar a resignação de viver num corpo objectizado, segundo regras milenares e sangrando/supliciando o coração ao destino. Não deixando de veicular ideais de respeito e resignação, o brilhantismo da história parece sair prejudicado em favor do “amor à primeira vista sempre possível”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda no que respeita à evolução temporal, mais direccionada para as questões sociais, é curioso presenciar os efeitos da guerra e do processo de americanização, tanto no que concerne à vivência popular japonesa, como também no que diz respeito à deterioração de conceitos e costumes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Mais uma vez roubando palavras, desta feita à protagonista, resume-se à “história de uma mulher forte como a água, que mesmo na rocha cravou o seu caminho…”.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-114884659365996312?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/114884659365996312/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=114884659365996312' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114884659365996312'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114884659365996312'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/05/memoirs-of-geisha-artigo-crtico.html' title='Memoirs of a Geisha - Artigo Crítico'/><author><name>Whisper</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16339637935046936784</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='23' src='http://4.bp.blogspot.com/_QlR9UT9yUKM/SYNFEmZQU2I/AAAAAAAAACs/YcJCQ9Btz-I/S220/boneca.jpg'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-114865494486640952</id><published>2006-05-26T15:27:00.000+01:00</published><updated>2006-05-26T15:58:55.280+01:00</updated><title type='text'>Estreias 25/05</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/3734.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/3734.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/3734.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;X-Men: O confronto Final&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;“Take a Stand”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Título original:&lt;/strong&gt; X-Men 3 – The Last Stand &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Género:&lt;/strong&gt; Acção / Ficção Científica&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Brett Ratner&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Hugh Jackman; Ian McKellen; Patrick Stewart; Halle Berry; Famke Janssen; Kelsey Grammer; Anna Paquin; James Marsden&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Site official:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.x3movie.com/"&gt;http://www.x3movie.com/&lt;/a&gt; &lt;a href="http://www.x3movie.com/" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;Duração: 104 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “&lt;em&gt;When a cure is found to treat mutations, lines are drawn amongst the X-Men, led by Professor Charles Xavier (Stewart), and the Brotherhood, a band of powerful mutants organized under Xavier's former ally, Magneto (McKellen).”&lt;/em&gt; &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt376994"&gt;ler mais&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/4123.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/4123.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/4123.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Modigliani&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/div&gt;&lt;/em&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Título original:&lt;/strong&gt; Modigliani&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Género:&lt;/strong&gt; Drama&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Mick Davis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Andy Garcia; Elsa Zylberstein; Omid Djalili; Hippolyte Girardot&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.modigliani-lefilm.com"&gt;www.modigliani-lefilm.com&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 128 min.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB:&lt;/strong&gt; “&lt;em&gt;The story of Amedeo Modigliani's bitter rivalry with Pablo Picasso, and his tragic romance with Jeanne Hebuterne&lt;/em&gt;.” &lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt0367188/"&gt;Ler mais&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/4157.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/4157.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/4157.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Natureza Morta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Título Original&lt;/strong&gt;: Natureza Morta&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Documentário&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Susana de Sousa Dias&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Outras informações não disponíveis&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/00.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/00.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/00.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;A Pista&lt;/strong&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Título Original&lt;/strong&gt;: La Piste&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Género:&lt;/strong&gt; Drama / Aventura&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Realização:&lt;/strong&gt; Eric Valli&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Elenco: &lt;/strong&gt;Julian Sands; Eriq Ebouaney; Camille Summers&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.lapiste-lefilm.com"&gt;www.lapiste-lefilm.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Duração:&lt;/strong&gt; 90 min.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/4011.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/4011.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/4011.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;O Tempo que resta&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;span style="font-size:100%;"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; Le Temps qui reste&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Género:&lt;/strong&gt; Drama&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Realização:&lt;/strong&gt; François Ozon&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Melvil Poupaud; Jeanne Moreau; Valeria Bruni Tedeschi&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.francois-ozon.com/"&gt;www.francois-ozon.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 85 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “A successful fashion photographer (Poupaud) is a gay man with terminal cancer. Slowly coming to terms with his situation he is cruel to his lover, has refused chemotherapy, nasty to his pregnant sister and uncommunicative to his loving and supportive parents.” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt417189"&gt;Ler Mais&lt;/a&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;em&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/3500.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/3500.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/3500.jpg" border="0" /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Indian: O Grande Desafio&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; The World’s Fastest Indian&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Aventura / Drama&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Realização&lt;/strong&gt;: Roger Donaldson&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Anthony Hopkins; Aaron Murphy; Annie White; Chris Williams&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Site official&lt;/strong&gt;: &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.worldsfastestindian.com/"&gt;www.worldsfastestindian.com&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;span style="color:#000000;"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 127 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse do IMDB&lt;/strong&gt;: “The life story of New Zealander Burt Munro, who spent years building a 1920 Indian motorcycle -- a bike which helped him set the land-speed world record at Utah's Bonneville Salt Flats in 1967” &lt;/span&gt;&lt;a href="http://www.imdb.com/title/tt412080"&gt;Ler Mais&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-114865494486640952?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/114865494486640952/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=114865494486640952' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114865494486640952'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114865494486640952'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/05/estreias-2505.html' title='Estreias 25/05'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-114840647630516456</id><published>2006-05-23T18:33:00.000+01:00</published><updated>2006-05-23T18:47:56.320+01:00</updated><title type='text'>Quem és tu? - Breve Reflexão Crítica</title><content type='html'>&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/quemestu.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 120px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" height="248" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/quemestu.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000066;"&gt;QUEM ÉS TU?&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 2001&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;País&lt;/strong&gt;: Portugal&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Drama&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: João Botelho&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cast&lt;/strong&gt;: Rogério Samora, Suzanna de Vilhena, José Pinto, Patrícia Guerreiro, Rui Morrison&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;“Quem és tu?” é uma obra cinematográfica que data do ano de 2001, com a realização a cargo do português João Botelho, constituindo, com efeito, uma das melhores experiências e incursões do cinema português dos últimos tempos—ostentando, inclusive, um empolgante percurso europeu, mas carecendo, necessariamente, do reconhecimento nacional. Aliás, nem o facto de se tratar de uma adaptação ao cinema de uma das obras mais importantes no panorama literário Português—"&lt;em&gt;Frei Luís de Sousa"&lt;/em&gt;, de &lt;em&gt;Almeida Garrett&lt;/em&gt;—, afastou a longa-metragem do esquecimento e negligência do seu próprio país de origem, que mantém como divisa a ingratidão aos seus próprios criadores, restando o objectivo cumprido de superar o contraste Teatro/Cinema com harmoniosa e inovadora mestria.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;Com efeito, a película narra, ao longo de 112 minutos, as contingências sociais e humanas de vivências familiares inseridas num período específico e peculiar da nossa história — apresenta um retrato do período após a Batalha de Alcácer-Quibir, figurando a angústia de uma família sobre a qual se abate a fatalidade da destruição e repressão sociais, cuja fundação é condenada, à partida, pela ameaça da consumação e receio do adultério. Assim, da mesma forma que o texto dramático de base “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Frei Luís de Sousa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;” apresentou, no seu tempo, uma perspectiva progressista, desafiando e questionando os cânones e convenções da época, também &lt;strong&gt;“Quem és tu?”&lt;/strong&gt; é bem sucedido na tentativa de celebrar a vida de &lt;em&gt;Almeida Garrett&lt;/em&gt;, apresentando um verdadeiro hino ao brilhantismo do dramaturgo e expondo a obra com denotado esforço de se manter fiel ao texto base.&lt;br /&gt;           Aliás, esse paralelismo com a obra dramática não se reduz ao plano linguístico e histórico, mas abrange, igualmente, o campo visual, no reconhecido empenho de retratar de forma fidedigna e verosímil os espaços do Palácio de D. Manuel—mobília do séc. XVII, ricamente decorado -, denotador da felicidade e estabilidade aparentes; Palácio de D. João de Portugal, melancólico, pesado, austero, acusando o peso da fatalidade; e a parte baixa do palácio, desprovido de ornamentos, indiciando o despojamento dos bens mundanos, com a presença da cruz, grave e circunspecta, conotadora de morte e esperança. Como um dos elementos unanimemente reconhecidos como muito bem conseguidos, - consenso este que eu partilho e reitero—conta-se a fotografia de &lt;strong&gt;Elso Roque&lt;/strong&gt;, que ilustra de forma grave, profunda e absorvente toda uma sucessão gradativa do agravamento dos sentimentos de culpa, angústia, tristeza, ansiedade, num ambiente de tensão e complexidade, inerentes à estrutura trágica encerrada na obra original, fielmente reproduzida neste filme— sendo de frisar as evidentes referências à pintura de grandes mestres como El Greco, Caravaggio e Francis Bacon, já que somos presenteados, não raras vezes ao longo do filme, com fotogramas dignos de figurar no portfolio artístico dos pintores referidos. Porém, a meu ver, apesar de constituir uma abordagem peculiar e característica, que em muito enriquece a experiência cinematográfica do espectador— que faz, por vezes, relembrar  “&lt;strong&gt;&lt;em&gt;A Rapariga do Brinco de Pérola”,&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; de Peter Webber, cuja fotografia estava também ao cargo de um português de expressão Brasileira, Eduardo Serra -, o intuito constante de fazer prevalecer a abrangência do espaço, integrando a personagem no seu contexto, para nunca se afastar deste padrão—apresentando aqui, também, um certo paralelismo com o teatro, pela ausência planos intimistas, dando a liberdade ao espectador de percorrer e usufruir do cenário de uma forma extensiva— resulta, muitas vezes, numa precária exploração das interpretações dos actores e da intensidade dramática das personagens; e em frequentes momentos de excessiva passividade e apatia, para as quais contribui, igualmente, a ausência de faixas sonoras de base.&lt;br /&gt;            Não obstante de ser, porém, tecnicamente interessante, no que concerne à performance do elenco escolhido para interpretar as carismáticas mas torturadas personagens, reside, a meu ver, uma das maiores falhas do filme—embora encerre grandes nomes do panorama nacional, como Rogério Samora (enquanto Frei Jorge), Suzana de Vilhena (D. Madalena) ou José Pinto (enquanto Telmo Pais), creio terem apresentado, na sua generalidade, performances que muito devem à verosimilhança da peça. Assim, se há espaço para agradáveis surpresas—como a jovem actriz Patrícia Guerreiro, enquanto Maria—, também o há para algumas desilusões—nomeadamente a interpretação de D. Manuel, pelo consagrado actor Rui Morrison, pautada pela monotonia e ausência de emoção e, em certa medida, incoerência e discrepância. &lt;br /&gt;            &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Trata-se, assim e em conclusão, de uma obra que em muito enriquece o panorama cinematográfico português—que, carecendo, ainda, de uma certa versatilidade e ambição, é presenteado com obras como “Quem és tu?”, que se pauta pela inovação e pelo espírito de descoberta, sendo esta uma obra que merece a pena a (re)visita.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-114840647630516456?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/114840647630516456/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=114840647630516456' title='29 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114840647630516456'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114840647630516456'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/05/quem-s-tu-breve-reflexo-crtica.html' title='Quem és tu? - Breve Reflexão Crítica'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>29</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-114840417505716604</id><published>2006-05-23T17:58:00.000+01:00</published><updated>2006-05-23T18:16:48.813+01:00</updated><title type='text'>O Regresso - Vol. I... e Lista de Lançamentos de DVD - Maio/Junho</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Depois de uma longa – talvez demasiado duradoura e “indesculpável” - ausência, decidi retornar às actualizações deste blogue, munida de milhões de pedidos de perdão pela inércia que tem reinado por estes lados. De facto, nem sempre o decorrer dos acontecimentos nos conferem a hipótese de nos dedicarmos às actividades que mais gostamos, nem os correntes estados físico e mental nos permitem descobrir réstias de motivação onde só reina cansaço…&lt;br /&gt;Não posso, com efeito, prometer que daqui em diante mudará e que a actualização deste blogue se irá pautar pela constância… posso, sim, disponibilizar-vos uma lista dos lançamentos DVD deste restinho de mês de Maio, e início de Junho – que é passível de alteração posterior, mudanças essas que, caso se tornem realidade, procurarei corrigir e atentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, e sem mais delongas, aqui fica:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;25 Maio&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&gt; 11 Commandements, Les /Os 11 Mandamentos &lt;em&gt;(Prisvídeo)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&gt; Broken Flowers / Flores Partidas &lt;em&gt;(Prisvídeo)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&gt; The Brown Bunny&lt;em&gt; (LNK)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&gt; Kiss Kiss, Bang Bang &lt;em&gt;(Warner)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&gt;Na Roça com os Tachos &lt;em&gt;(LNK)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&gt;North and South (Vol. 2) /Norte e Sul &lt;em&gt;(Warner)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&gt;La Piovra/ O Polvo (Série 4) (3 DVD) &lt;em&gt;(Prisvídeo)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;26 Maio&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&gt;O Crime do Padre Amaro (&lt;em&gt;Lusomundo)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&gt;In My Father's Den / Um Refúgio no Passado (&lt;em&gt;Lusomundo&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;Supercross (&lt;em&gt;Lusomundo)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;31 Maio&lt;/span&gt; &lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&gt;Jarhead / Máquina Zero (&lt;em&gt;Universal&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;Elvis - Os Primeiros Anos (&lt;em&gt;Universal&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;Street Fighter Zero / Street Fighter Alpha (&lt;em&gt;Universal&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;8 Junho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&gt;Kansas City / Viver em Kansas City (&lt;em&gt;Prisvídeo&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;9 Junho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&gt;Brokeback Mountain / O Segredo de Brokeback Mountain (&lt;em&gt;LNK&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt; Saw II - A Experiência do Medo (&lt;em&gt;LNK&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;Silver City / Em Campanha &lt;em&gt;(LNK)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;22 Junho&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt; &lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&gt;The End of Violence / Crimes Invisíveis (&lt;em&gt;Prisvídeo&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;The Man / Agente Acidental (&lt;em&gt;Prisvídeo&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;Thumbsucker Chupa no Dedo (&lt;em&gt;Prisvídeo&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;-----&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ps.&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; &lt;em&gt;Num esforço de manter a justeza e como forma de fazer um pouco de pub a um blogue amigo - partindo do princípio que permanece ainda, alguém, a "ler" este espaço -, há que conferir o motivo deste renovado esforço para manter este blog a respirar à criação deste &lt;/em&gt;&lt;a href="http://costa-e-cruz.blogspot.com/"&gt;&lt;em&gt;"sítio"&lt;/em&gt;&lt;/a&gt;&lt;em&gt;. Não é que tenha alguma ligação com a temática do Cinema, mas é uma boa fonte de gargalhadas, que merece a pena visitar! &lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-114840417505716604?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/114840417505716604/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=114840417505716604' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114840417505716604'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114840417505716604'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/05/o-regresso-vol-i-e-lista-de-lanamentos.html' title='O Regresso - Vol. I... e Lista de Lançamentos de DVD - Maio/Junho'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-114488060468307219</id><published>2006-04-12T23:07:00.000+01:00</published><updated>2006-04-15T18:53:51.720+01:00</updated><title type='text'>Estreias - 13/04</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;O Infiltrado&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;"&lt;em&gt;It looked like the perfect bank robbery. But you can't judge a crime by its cover&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/005.jpg"&gt;&lt;/a&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/005.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/005.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Título Original&lt;/strong&gt;: The Inside Man&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano&lt;/strong&gt;: 2006&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Crime Drama&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Spike Lee&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Denzel Washington; Clive Owen; Jodie Foster; Christopher Plummer; Willem Dafoe; Chiwetel Ejiofor&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://theinsideman.net/"&gt;http://theinsideman.net/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 129 min.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com um elenco de luxo, The Inside Man é um thriller empolgante, de acção criminal, cuja história se assenta e se desenrola a partir daquele que havia sido planeado para ser o assalto perfeito a um Banco de Nova Iorque que se prova ser caracterizado por pormenores falíveis, numa história de aparências e ilusões, que resultam numa situação de detenção de reféns.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Golpe a Frio&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;”&lt;em&gt;Thick Thieves. Thin Ice”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/006.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/006.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Título Original&lt;/strong&gt;: The Ice Harvest&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 2006&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Comédia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Harold Ramis&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; John Cusack; Billy Bob Thornton; Connie Nielsen; Oliver Platt; Randy Quaid; T.J. Jagodowski&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Site official&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.theiceharvest.com/"&gt;http://www.theiceharvest.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 88 min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Tomando como palco a gelada Wichita, no Kansas, The Ice Harvest narra a história dos negócios obscuros levados a cabo pelos dois sócios: Vic Cavanaugh (Billy Bob Thornton), dono de um clube de StripTease e Charlie (John Cusack), o advogado. Com efeito, quando, na véspera de Natal, tudo parecia correr às mil maravilhas para Charlie, tendo sido bem sucedido num dos seus negócios ilícitos a par de Vic – embolsando a quantia de 2,15 Milhões de Dólares -, tudo começa a revelar-se longe do planeado, numa comédia de enganos e desenganos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Hostel &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/007.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/007.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Título Original&lt;/strong&gt;: Hostel&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ano&lt;/strong&gt;: 2006&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Género:&lt;/strong&gt; Terror&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Eli RothElenco: Jay Hernandez; Derek Richardson; Eythor Gudjonsson&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.hostelfilm.com/"&gt;http://www.hostelfilm.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 95 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Produzido pelo famigerado Quentin Tarantino, conhecido pela sua facilidade de consumar cinema de horror e suspense, Hostel narra a história de dois universitários Americanos – Paxton e Josh -, que, a meio de uma viagem pela Europa, se vêm levados a entrar numa estalagem fora dos percursos turísticos, supostamente repleta de maravilhas e, particularmente, mulheres espantosas. A promessa confirma-se, embora os dois amigos comecem a suspeitar de toda a facilidade que se lhes apresenta… As suspeitas justificam-se à medida que acontecimentos sinistros se sucedem, neste thriller psicológico assente em premissas masoquistas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Date Movie&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;”&lt;em&gt;Everyone wants a happy ending&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/008.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/008.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Título Original:&lt;/strong&gt;Date Movie&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 2006&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Género:&lt;/strong&gt; Comédia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Jason Friedberg/ Aaron Seltzer&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Alyson Hannigan; Adam Campbell; Sophie Monk&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site oficial:&lt;/strong&gt; &lt;a href="http://www.datemoviethemovie.com/"&gt;http://www.datemoviethemovie.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração:&lt;/strong&gt; 83 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Se dissermos que “Date Movie” partilha os mesmos responsáveis pelo argumento que os da saga Scary Movie, e aliando a designação do título, este filme deixa de requerer demais explicações - trata-se, desta feita, de uma paródia às comédias românticas, protagonizada por uma rapariga de seu nome Julia Jones e o homem dos seus sonhos, cuja relação se encontra ameaçada por uma amiga e os pais de ambos.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;color:#000066;"&gt;Selvagem&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;”&lt;em&gt;Hitting the streets 2006&lt;/em&gt;”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/009.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/009.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Título Original&lt;/strong&gt;: The Wild&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Ano&lt;/strong&gt;: 2006&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Animação Aventura Comédia&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Steve Spaz Williams&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;: Kiefer Sutherland; Greg Cipes; James Belushi; Jason Connery; William Shatner&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Site official&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://disney.go.com/disneypictures/thewild"&gt;disney.go.com/disneypictures/thewild&lt;/a&gt; &lt;a href="http://disney.go.com/disneypictures/thewild" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 94 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Directamente dos estúdios da Disney, “Selvagem” narra uma história de união e amizade, protagonizado por um grupo de animais constituído por um leão, uma girafa, anaconda, um coala e um esquilo, residentes num zoo de Nova Iorque. O rumo da história é marcado por um acidente que dita o envio de um leão adolescente, do citado zoo para a Selva, África - e assenta na missão de salvamento do mesmo, pelo grupo de amigos. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-114488060468307219?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/114488060468307219/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=114488060468307219' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114488060468307219'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114488060468307219'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/04/estreias-1304.html' title='Estreias - 13/04'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-114484567061868022</id><published>2006-04-12T13:29:00.000+01:00</published><updated>2006-04-15T19:10:23.930+01:00</updated><title type='text'>Brokeback Mountain - Artigo Crítico</title><content type='html'>&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/brokeback-mountain-poster01.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 130px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" height="248" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/brokeback-mountain-poster01.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000066;"&gt;BROKEBACK MOUNTAIN&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 2005&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;País&lt;/strong&gt;: EUA&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Romance Drama&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Ang Lee&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Cast&lt;/strong&gt;: Heath Ledger, Jake Gyllenhall, Michelle Wiliams, Anne Hathaway&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site Oficial&lt;/strong&gt;: &lt;a class="external" href="http://www.brokebackmountain.com/"&gt;http://www.brokebackmountain.com/&lt;/a&gt; &lt;a class="external" href="http://www.brokebackmountain.com/" target="_blank"&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5190/2663/1600/Brokeback%20Mountain.jpg"&gt;&lt;img style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; CURSOR: hand; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5190/2663/320/Brokeback%20Mountain.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Rejeitado em &lt;em&gt;Cannes,&lt;/em&gt; reconhecido em &lt;em&gt;Veneza&lt;/em&gt;, silenciado no &lt;em&gt;Kodak Theatre&lt;/em&gt;, Brokeback Mountain &lt;em&gt;incomodou, encantou, agitou&lt;/em&gt; a opinião pública e as agendas políticas. &lt;em&gt;Incomodou&lt;/em&gt; pela temática – ou não tivesse sido, desde logo, rotulado como “&lt;em&gt;western gay&lt;/em&gt;”, num tempo em que a urgência e mediatização da homossexualidade na América ainda faz tremer os conservadores negadores exímios do progresso – e pelo despretensiosismo e naturalidade com que foi exposta; &lt;em&gt;encantou&lt;/em&gt; pela universalidade e beleza; &lt;em&gt;agitou&lt;/em&gt; pela diversidade de reacções que desencadeia, pela importância social que abarca.&lt;br /&gt;Tudo isto consuma a obra de Ang Lee (que é adaptação de um conto homónimo da autoria de Annie Proulx), e é toda esta dicotomia que faz Brokeback Mountain brilhar – o realizador supera-a com notável mestria, reduzindo a história ao que esta tem de mais essencial e universal, que é, precisamente, o amor.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;Desencadeando reacções tão paradoxais, a sua carreira mediática até a uma aceitação (quase) unânime não poderia revestir-se de outras características.&lt;br /&gt;Rotulado, desde início, com a classificação de “&lt;em&gt;western gay&lt;/em&gt;” - rótulo este que tem tanto de injusto como de polémico -, &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt; foi rejeitado em &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cannes&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;, e o seu percurso mediático não teve propriamente um começo fulgurante: além do referido título não ser propriamente abonatório, e além de estar associado a um tema muito pouco unânime - embora, paradoxalmente, extremamente actual, já que, num país como os EUA, vivia-se (e vive-se, infelizmente) numa permanente negação do problema e de silenciamento do diálogo, pelos ininterruptos esforços conservadores americanos de tornar o clima o menos propício possível para tal -, o facto de se tratar de um western, um género tipicamente americano, também contribuiu e agravou a “necessidade” de etiquetar &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt; como um “&lt;em&gt;filme desinteressante&lt;/em&gt;”. E, neste campo, se é um facto que este põe o dedo na ferida, procurando “&lt;em&gt;apontar directamente ao centro da América&lt;/em&gt;” (citando &lt;strong&gt;James Schamus&lt;/strong&gt;, produtor), também o é que houve quem reagisse de orgulho ferido, alegando que este filme destruiu as brincadeiras e ídolos de infância, referindo até que esta nova concepção poria por terra os símbolos da heterossexualidade irredutível para gerações vindouras.&lt;br /&gt;Se a escolha da identidade geográfica e laboral das personagens de &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt; teve algum destes objectivos em mente, teríamos que perguntar a autora do conto original, &lt;strong&gt;Annie Proulx&lt;/strong&gt; - uma escritora de 71 anos, casada e mãe, detentora de uma mentalidade avançada para o seu tempo, apesar de, actualmente, renitente em ver o seu conto adaptado ao cinema, dado o insucesso de uma anterior tentativa relativamente a uma outra sua obra, &lt;strong&gt;The Shipping News&lt;/strong&gt;. Porém, é sabida a principal intenção da autora em associar uma história de amor homossexual ao Oeste Americano, por se tratar de um espaço em que, em tempos idos, primava a solidão, e em que as amizades cúmplices e eternas nasciam e eram partilhadas de forma especial e, de certa forma, privada e secreta – independentes de qualquer preconceito social, longe de olhares acusatórios.&lt;br /&gt;Foi, assim, uma associação aparentemente despretensiosa, embora abarcando algum risco pela abordagem progressista inerente – como nota de&lt;em&gt; trivia&lt;/em&gt;, no ano de lançamento do livro, 1997, um rapaz homossexual foi morto em &lt;strong&gt;Wyoming&lt;/strong&gt;, região que serve como palco aos acontecimentos narrados no mesmo. Passados alguns anos da elaboração do livro, quando já seria de esperar um público mais maduro e aberto para aproveitar, entender e descobrir o que a história de amor de &lt;strong&gt;Jack Twist&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Ennis del Mar&lt;/strong&gt; tem de melhor e mais nobre, a verdade é que se verifica uma expansão das reacções que se aferiram no passado, sendo que esta adaptação constituiu, novamente e de forma comprovável, um novo e renovado risco – como, aliás, também o foi a utilização de dois actores populares e &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt; do cinema actual para os interpretar, &lt;strong&gt;Heath Ledger&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Jake Gyllenhaal&lt;/strong&gt;, interpretações estas que são um dos pontos mais brilhantes da longa metragem – de que se falará mais tarde. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Voltando ao percurso mediático de&lt;strong&gt; Brokeback Mountain&lt;/strong&gt; - cujo início não foi brilhante, como analisado anteriormente -, a sorte desta obra de &lt;strong&gt;Ang Lee&lt;/strong&gt; começou a mudar meses depois, quando arrebatava o &lt;strong&gt;Leão de Ouro &lt;/strong&gt;do&lt;strong&gt; &lt;em&gt;Festival de Veneza&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; – que aliás, constituiu a segunda vez em que um filme ignorado no festival de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Cannes&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; conseguia tal proeza, sendo a primeira relativa ao filme &lt;strong&gt;Vera Drake&lt;/strong&gt;, de &lt;strong&gt;Mike Leigh&lt;/strong&gt;. Seguiram-se os&lt;strong&gt; Globos de Ouro&lt;/strong&gt;, em que foi nomeado para &lt;em&gt;Melhor Realizador, Melhor filme na Categoria (Drama), Melhor Música Original, Melhor Argumento, Melhor Banda Sonora, Melhor Actor Principal (Drama), Melhor Actriz Secundária (Drama),&lt;/em&gt; tendo ganho os quatro primeiros referidos.&lt;br /&gt;Em paralelo, brilhava noutros festivais de menor dimensão, um pouco por toda a América e na Europa, e com a cerimónia dos &lt;strong&gt;Óscares&lt;/strong&gt; a aproximar-se tornou-se inevitável que Brokeback &lt;strong&gt;Mountain&lt;/strong&gt; estivesse nas bocas do mundo.&lt;br /&gt;As nomeações confirmaram-no, num ano em que a Academia retornou às origens e, à falta dos grandes blockbusters oficiais, num ano unanimemente considerado fraco, estas incidiram principalmente em filmes social e/ou politicamente relevantes, com &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt; a ser indicado para oito categorias e rotulado como o “favorito da noite”. Mas se as nomeações tinham sido, já de si, uma surpresa, também o foram os galardões, mas pela conotação oposta – apesar de, aparentemente, &lt;strong&gt;Hollywood&lt;/strong&gt; ter assumido, com tais nomeações, a vertente e a postura educativa que o cinema pode (e deve) proporcionar, a verdade é que essa responsabilidade verificou-se intolerável para os críticos da Academia. Assistimos, com efeito, a um ceder da Academia à força das massas, fugindo a uma tomada de uma posição relativamente aos assuntos que marcam as agendas políticas de todo o mundo – além de &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt;, também &lt;strong&gt;Transamerica&lt;/strong&gt; e, em certa medida, &lt;strong&gt;Capote&lt;/strong&gt; teriam como temática directa e indirecta, respectivamente, as questões de Identidade Sexual -, com atribuições cinzentas, demasiado equilibradas sem serem, necessariamente, justas. De oito nomeações, &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt; arrecadou apenas três galardões – &lt;em&gt;Melhor Banda Sonora, Melhor Argumento Adaptado, Melhor Realizador&lt;/em&gt; - e voltaram os rótulos depreciativos, tendo sido apelidado como o “p&lt;em&gt;erdedor da noite&lt;/em&gt;”, sendo que, novamente, não poderia ser mais injusta esta avaliação – não só por se ter dado a circunstância de outros filmes que constituíam poderosos candidatos ficaram sem nenhum galardão, mas também, e principalmente, por todo um percurso de objectivos alcançados por este filme no que concerne à promulgação da discussão e abertura de mentes. E se tiver servido, quanto mais não seja, para tornar público e "palpável" um manifesto anti-homofobia, para chamar o público à discussão de um tema mais actual que, talvez, todos os outros que se apresentavam, então terá, indubitavelmente, valido a pena todos os dissabores.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posto isto, entre as razões que explicam a ascensão da obra de Ang Lee – além da inegável qualidade, do misto de emoções que se e nos fazem sentir com o coração apertado, da importância social do tema e de todo um conjunto de características que serão explanadas ao longo desta análise -, conta-se também um excelente planeamento de marketing com objectivos muito bem definidos – embora tenha sido imediata e inicialmente rotulado com o tal redutor (portanto) injusto termo de “&lt;em&gt;western gay&lt;/em&gt;”, a verdade é que a estratégia oficial nunca se pautou pela concordância, e nunca reduziu o filme à condição de manifestação da homossexualidade sem pudor. Aliás, &lt;strong&gt;James Schamus&lt;/strong&gt; (produtor) chegou a afirmar que, apesar das naturais preocupações relativamente à reacção pública, a verdade é que se é um facto que nunca tiveram como objectivo esconder que o filme tratava de uma relação homossexual – poderia constatar-se nos traillers, e, no filme, verificam-se as demonstrações afectivas próprias de um laço de tal natureza, apresentadas de forma suficientemente comedida e equilibrada, igualmente sem exageros nem limitações - também o é que o significado que é atribuído a essa vertente não constituiria nenhuma espécie de problema se se passasse entre seres de sexos opostos. No idealizado, ter-se-ia, assim, como divisa narrar uma história de amor impossível, acontecendo, neste caso, entre dois homens; reduzindo-a ao seu essencial, apresentando-a, com toda a justiça, como um “&lt;strong&gt;romance épico&lt;/strong&gt;” – como nova nota de trivia, esta estratégia de marketing passou também por uma identificação com o comovente &lt;em&gt;blockbuster&lt;/em&gt; “&lt;strong&gt;Titanic&lt;/strong&gt;”, nomeadamente a nível dos cartazes publicitários deste, que serviram de inspiração para a elaboração do de &lt;strong&gt;Brokeback Mountain.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, dada a circunstância do filme ganhar força quando inserido no contexto social e no tempo de lançamento, surge-nos a questão acerca da possibilidade de, como o primeiro, este se tornar num clássico, numa referência, num filme inesquecível a guardar para sempre na nossa memória – e é neste âmbito que interessa a explanação pormenorizada de todas as características de que &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt; se faz revestir para superar toda a descrença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Começando, naturalmente, pela história, &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt; narra uma relação de 20 anos entre dois rapazes que, em plena juventude, encontram - sem que com isso saibam lidar ou verbalizar - aquilo que todos levam uma vida inteira à procura que é, tão somente, o amor verdadeiro.&lt;br /&gt;Os acontecimentos deste filme têm início em 1963, em &lt;strong&gt;Wyoming&lt;/strong&gt;, quando &lt;strong&gt;Ennis del Mar&lt;/strong&gt; (interpretado por&lt;em&gt; Heath Ledger&lt;/em&gt;) – um jovem comedido e solitário, rancheiro de profissão – e &lt;strong&gt;Jack Twist&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Jake Gyllenhaal&lt;/em&gt;)– um profissional de &lt;em&gt;rodeo&lt;/em&gt; com ar jovial e riso fácil -, se candidatam a uma proposta de emprego como vaqueiros na montanha de B&lt;em&gt;rokeback&lt;/em&gt;. Sob o lirismo da montanha, a solidão e ausência de tudo, acompanhados apenas pelo gado, por uma fogueira e pelas latas de feijão que constituem o seu único alimento, têm-se apenas um ao outro – e assim nasce a cumplicidade que os une num laço inseparável traduzido, mais tarde, em afectos, numa noite em que o frio se demonstrara insuportável demais para qualquer um deles dispensar a protecção da tenda. Tendo vivido num mundo em que ser homem e ser &lt;em&gt;gay&lt;/em&gt; são conceitos quase antagónicos, ambos experimentam receio e confusão com a natureza da ligação que os une – particularmente evidente em &lt;strong&gt;Ennis del Mar&lt;/strong&gt;, cuja negação se converte em auto-repressão -, embora a assumam, subconscientemente, e a expressem, fisicamente, como algo de inevitável. Apaixonam-se, assim, sem saber como, sem saber lidar com o sentimento, expressando-o sem o verbalizar.&lt;br /&gt;Terminado o trabalho na montanha, ambos seguem as suas vidas, casam-se e têm filhos - &lt;strong&gt;Ennis&lt;/strong&gt; consuma matrimonialmente a sua relação antiga com &lt;strong&gt;Alma&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Michelle Williams&lt;/em&gt;), casamento este que resulta em duas filhas; &lt;strong&gt;Jack&lt;/strong&gt; conhece &lt;strong&gt;Lureen&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Anne Hathaway&lt;/em&gt;) e muda-se para Texas, onde casa e tem um filho -, talvez por acharem que viver numa mentira é mais fácil do que lidar com as implicações da verdade.&lt;br /&gt;Mas é esta mesma verdade e as memórias da felicidade vivida em Brokeback que motivam Jack, após quatro anos de ausência, a procurar Ennis, (re)iniciando-se, assim um ciclo de encontros e desencontros, ilusões e desilusões, lições sobre a dor da ausência e a ânsia do encontro – reconstituem a relação de outrora com encontros paralelos às suas vidas conjugais, tendo sempre como o mesmo palco e a mesma testemunha a montanha de Brokeback. Esta surge-nos como um local da consumação da renúncia de um amor que não pode ser vivido sem subterfúgios – &lt;strong&gt;um amor como qualquer outro na índole, mas diferente na expressão&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;Apresenta-se-nos, assim, como um verdadeiro tiro no coração, um filme lindíssimo e uma verdadeira lição de vida, sem nunca ser esse o seu objectivo; um manifesto social, sem nunca ter a presunção de se afirmar como tal – porque, mais que uma declaração clara e evidente anti-homofobia, denota-se a intenção de narrar, acima de tudo, uma história de amor… fora dos parâmetros e convenções banais, mas igualmente nobre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Neste campo, são vários os elementos que nos surgem como preponderantes para o atingir da compleição desta obra, para além da já referida narrativa de base da autoria de Annie Proulx– de inegável e reconhecida qualidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Com efeito, a referir inicialmente, temos o trabalho do realizador &lt;strong&gt;Ang Lee&lt;/strong&gt;, cuja dedicação, sensibilidade e, acima de tudo, inteligência, permitiu a consumação de um &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt; simultânea e paradoxalmente arrebatador e incomodativo, com rasgos de ternura, que constituiu uma confirmação do seu talento e o silenciamento de vozes descrentes – tendo passado, recentemente (2003), por uma tentativa falhada de realizar a adaptação cinematográfica do clássico de Banda-Desenhada “&lt;strong&gt;Hulk&lt;/strong&gt;”, alvo de más e decepcionantes críticas, o realizador tailandês constituiu a segunda escolha para a realização de&lt;strong&gt; Brokeback Mountain&lt;/strong&gt;, sendo que a primeira para realizar este filme incidiu por Gus Van Sant tendo o projecto sido, posteriormente, e por motivos exteriores, passado para as mãos deste. Apesar disso, e apesar da crença de que se tratava de material de manobra demasiado difícil, &lt;strong&gt;Ang Lee&lt;/strong&gt; provou ser uma aposta ganha, tendo realizado o seu melhor filme desde o reconhecido “&lt;strong&gt;Sensibilidade e Bom Senso&lt;/strong&gt;”. A mestria, essa, reside na beleza visual – que não seria possível com uma belíssima colaboração e associação de talentos do realizador e do responsável pela cinematografia (fotografia), &lt;strong&gt;Rodrigo Prieto&lt;/strong&gt;, que o transformam numa verdadeira poesia em movimento – e na profundidade impressa nos planos – evidenciada pela alternância entre uns mais intimistas, ora mais abrangentes - e na linguagem – paradoxalmente muda e de uma eloquência incomodativa.&lt;br /&gt;Neste aspecto se funde e se introduz outro dos motivos da supremacia de &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt;, que se relaciona com o trabalho levado a cabo pelos argumentistas &lt;strong&gt;Diana Ossana&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Larry MacMurty&lt;/strong&gt; – em vez de reduzir o conto original, o que constitui o processo normal das adaptações cinematográficas, talvez por se tratar de um conto de poucas páginas, houve espaço para a expansão narrativa que em muito abrilhanta e enriquece a longa-metragem, resultando num maior espaço a outras perspectivas – nomeadamente a visão dos acontecimentos pelas personagens femininas –, e numa melhor justificação das reacções e evolução progressiva dos acontecimentos/sentimentos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, mais do que o excelente trabalho dos produtores/argumentistas/realizador deste filme, o mesmo não resultaria tão bem – arrisco a dizer que não resultaria, de todo -, sem as fantásticas e comoventes interpretações do cast de actores, particularmente os protagonistas. E é esta a fonte da verosimilhança de toda a trama, cujas brilhantes e surpreendentes interpretações nos fazem acreditar, por 134 minutos, no sofrimento da renúncia e repressão das memórias da felicidade vivida e de um amor que não podem viver nos trâmites normais; fazem-nos esquecer os jovens e instáveis &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Heath Ledger&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; e &lt;em&gt;&lt;strong&gt;Jake Gyllenhaall&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt; – o primeiro vindo de uma série de participações que constituíram verdadeiros fracassos que estavam, já, a custar-lhe o esquecimento; o segundo tendo já colectado algumas boas performances em filmes anteriores, mas que nunca trabalhando com material tão pesado e maturo -para nos fazerem acreditar que Ennis del Mar e Jack Twist são gente real, de carne e osso, com sentimentos, frustrações, dilemas interiores e tudo o que de bom e de mau figura na condição humana. Não obstante da dificuldade de tornar credível um processo de envelhecimento motivado pelo extenso período temporal em que a história se desenrola, ambos os protagonistas conseguem-no com especial mestria, passando por um processo de evolução e mutação de personalidade que, apesar das modificações no aspecto e da crescente maturidade que se verifica numa postura mais comedida em ambos, expressa até ao fim da fita o mesmo rasgo de revolta e tortura, que se traduz, em Ennis, em resignação e angústia lancinante, em Jack, numa esperança infinda e a dor da (des)ilusão – ambos comovem, por trilhos diferentes, e deixam sempre transparecer e ideia de que as suas almas e personalidades se completam pela diferença, e se unem pela partilha, comunicando, paradoxalmente, eloquentemente mas sem palavras. Este último aspecto é particularmente evidente em Ennis del Mar que, apresentando-nos inicialmente como uma personagem solitária e reservada, vive de pormenores e se denuncia mais no que não diz, do que aquilo que expõe, sofrendo não menos que Jack, mas em silêncio; sugere, assim, permanentemente, a ideia de estar em lágrimas no seu interior, de todo ele sofrer sem o verbalizar – Heath Ledger assume eximiamente o papel, numa interpretação que tem tanto de brilhante como de surpreendente, cuja performance, não fosse a concorrência fortíssima de Philip Seymour Hoffman, em Capote, no mesmo ano, teria certamente sido reconhecida com maior justeza.&lt;br /&gt;Ainda de referir, são as interpretações das actrizes femininas, que primam similarmente pela excelência, em que, particularmente, &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Michelle Williams&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; (interpretando a esposa de Ennis) surge com uma maturidade que ainda não tinha manifestado em qualquer das suas participações anteriores, evidenciando uma Alma impotente e revoltada com o rumo do seu casamento, também ela confrangida e confusa. Já &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Anne Hathaway&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; surge menos bem que qualquer um dos anteriormente citados, quer talvez pela escassez de espaço para a sua personagem – Lureen, mulher de Jack -, na narrativa, quer pela ainda presente impossibilidade do público e da própria actriz se libertar das produções “teen” (&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Diários de uma Princesa&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;) em que se notabilizou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, falando da sonoplastia, a premiada Banda Sonora de &lt;strong&gt;Brokeback Mountain&lt;/strong&gt; está particularmente bem conseguida pelo reconhecido compositor argentino &lt;strong&gt;Gustavo Santaolalla&lt;/strong&gt;, que já tinha, aliás, dado provas do seu valor no recente “&lt;strong&gt;Diários de Che Guevara&lt;/strong&gt;”. Tendo-se baseado no livro, e não no filme, para a compor, demonstrou especial competência ao adaptar na perfeição a intencionalidade bucólica dos solos de guitarra de &lt;em&gt;Daniel Lanois&lt;/em&gt; -que constituem grande parte das faixas integradas no filme -, à profundidade impressa nos espaços de Brokeback, os quais, além de lindíssimos, em muito enriquecem a ideia de lirismo e de solidão característicos. Porém, esta Banda Sonora além de primar pela beleza, também se distingue pela versatilidade e variedade de sons, nela figurando desde belíssimas baladas – particularmente a premiada “A&lt;em&gt; Love that will never grow old&lt;/em&gt;”, por &lt;em&gt;Emmylou Harris&lt;/em&gt; -, a faixas country – &lt;em&gt;Willie Nelson&lt;/em&gt; em “&lt;em&gt;He Was a Friend of Mine&lt;/em&gt;” -, passando pelo folk, jazz ou pop/rock.&lt;br /&gt;De referir ainda que a Banda Sonora, bem como o conto original de Brokeback Mountain estão disponíveis nas lojas portuguesas do género.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Em jeito de conclusão, creio tratar-se de um filme de extrema qualidade, que seduz não só pelo despretensiosismo e universalidade da história, mas pela sua profundidade e pela impossibilidade de a ele ficarmos indiferentes - persegue, até ao mais céptico, por dias a fio, pelo seu carácter tão incomodativo e, ao mesmo tempo, paradoxalmente, tão natural e comovente.&lt;br /&gt;Por um lado, rotulado injustamente e criticado de forma demasiado dura; por outro amado e impulsionado a uma ascensão espantosa, Brokeback Montain é filho do marketing e da polémica; é fruto da dedicação e mestria de uma equipa; e vive de pormenores que não seriam possíveis sem a riqueza das personagens e das interpretações de Jack Twist e Ennis del Mar, cuja história de amor prima pela universalidade, fazendo-nos esquecer a todos os preconceitos e as convenções sociais, quer por 2 horas quer por uma vida inteira.&lt;br /&gt;Com efeito, parafraseando o próprio e único Ang Lee, “&lt;em&gt;Brokeback Mountain tem o poder de partir corações… ou, talvez mais importante, de os abrir&lt;/em&gt;”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/brokeback-mountain06.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" height="131" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/brokeback-mountain06.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/BrokebackMountain_07.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand; HEIGHT: 129px" height="126" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/BrokebackMountain_07.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-114484567061868022?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/114484567061868022/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=114484567061868022' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114484567061868022'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114484567061868022'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/04/brokeback-mountain-artigo-crtico.html' title='Brokeback Mountain - Artigo Crítico'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-114441352447442344</id><published>2006-04-07T13:28:00.000+01:00</published><updated>2006-04-07T14:20:27.326+01:00</updated><title type='text'>Lançamentos DVD - Abril</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;Dada a circunstância de não estarmos propriamente no início do mês, vou recorrer ao aforismo popular “&lt;em&gt;Mais vale tarde que nunca&lt;/em&gt;” para me defender deste atraso… Assim sendo, aqui fica a lista de lançamentos de DVD deste mês, tarde e a más horas, mas chegando sãos e salvos! &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;?xml:namespace prefix = o ns = "urn:schemas-microsoft-com:office:office" /&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span style="font-family:arial;color:#000000;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;4 de Abril&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;o:p&gt;&gt; Colecção Akira Kurosawa (&lt;em&gt;Play Entertainment&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;6 de Abril&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;o:p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&gt;Ben-Hur - Edição especial coleccionador (&lt;em&gt;Warner&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;King Kong (&lt;em&gt;Universal&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;King Kong - Edição especial (&lt;em&gt;Universal)&lt;/em&gt; &lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;13 de Abril&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&gt;Le Roman de Renart/ O Salta-Pocinhas (&lt;em&gt;LNK)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;span style="color:#333399;"&gt;&lt;strong&gt;20 de Abril&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&gt;Arsène Lupin/ Arsène Lupin - O Ladrão Sedutor (&lt;em&gt;Prisvídeo&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;Corpse Bride/ A Noiva Cadáver (&lt;em&gt;Warner)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&gt;E.R. (5ª Série)/Serviço de Urgência (&lt;em&gt;Warner)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&gt;Friends (5ª Série)/Amigos (&lt;em&gt;Warner)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&gt;North and South (Vol. 1)/Norte e Sul (&lt;em&gt;Warner&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;The West Wing (4ª Série)/ Os Homens do Presidente (&lt;em&gt;Warner&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;21 de Abril&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&gt;The Constant Gardener/ O Fiel Jardineiro (&lt;em&gt;LNK)&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&gt;Into the Blue/ Profundo Azul (&lt;em&gt;LNK&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&gt;Temporada de Patos (&lt;em&gt;LNK&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;27 de Abril&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&gt;Pack 24 (3ª Série)/ 24 (&lt;em&gt;LNK&lt;/em&gt;)&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;strong&gt;28 de Abril&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&gt;Doom Doom - Sobrevivência (&lt;em&gt;Universal)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&gt;Ghost in the Shell - Stand Alone Complex/ Ghost In The Shell - Cidade Assombrada Vol. 6 (&lt;em&gt;Universal)&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000099;"&gt;Com data a confirmar&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="MARGIN: 0cm 0cm 0pt" align="justify"&gt;&gt;Lost (1ª Série)/ Perdidos (&lt;em&gt;Lusomund&lt;/em&gt;o)&lt;br /&gt;&gt;Desperate House Wives (1ª Série)/ Donas de Casa Desesperadas (L&lt;em&gt;usomund&lt;/em&gt;o)&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-114441352447442344?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/114441352447442344/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=114441352447442344' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114441352447442344'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114441352447442344'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/04/lanamentos-dvd-abril.html' title='Lançamentos DVD - Abril'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-114441288453689458</id><published>2006-04-07T13:16:00.000+01:00</published><updated>2006-04-15T19:10:20.386+01:00</updated><title type='text'>Corpse Bride - Artigo Crítico</title><content type='html'>&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 130px; CURSOR: hand; HEIGHT: 182px" height="215" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/ids.jpg" border="0" /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:180%;color:#000066;"&gt;CORPSE BRIDE&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Ano&lt;/strong&gt;: 2005&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;País&lt;/strong&gt;: Reino Unido&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Animação Fantástico Comédia&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Tim Burton/ Mike Johnson&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;em&gt;&lt;strong&gt;Cast&lt;/strong&gt;: Johnny; Depp Helena Bonham Carter; Emily Watson; Albert Finney; Christopher Lee&lt;/em&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;strong&gt;&lt;em&gt;Site Oficial&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.corpsebridemovie.com/"&gt;http://www.corpsebridemovie.com/&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="center"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/5190/2663/1600/corpse_bride.jpg"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 254px; CURSOR: hand; HEIGHT: 167px" height="167" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/5190/2663/320/corpse_bride.jpg" width="180" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/a&gt;&lt;/p&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;Deve-se, naturalmente, iniciar por dizer que “A Noiva Cadáver” é o novo filme do génio Tim Burton, em que, desde o “Estranho Mundo de Jack” (1993) e “James and The Giant Peach” (1996), este torna a apostar na já por muitos esquecida técnica de Stop-Motion, da qual o conceituado realizador é pai fundador – e é a partir desta pequena informação que o filme deixa de requerer demais apresentações. Assim, classificado como um filme de animação musical, confronta, como é já seu apanágio e mais uma vez, a sua percepção e visão da morte, distorcida e bizarramente vibrante, deitando por terra todas as ideias pré-concebidas, cultural e milenarmente associadas.&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Num ano de falhanços dos &lt;em&gt;blockbusters&lt;/em&gt; oficiais, a acusar a falta de um filme popular e &lt;em&gt;mainstream&lt;/em&gt; para manter o equilíbrio e tradição hipócrita das Academias, Globos e companhia – à excepção do &lt;strong&gt;King Kong&lt;/strong&gt; de &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Peter Jackson&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt;, embora mesmo este com uma estreia bem modesta nas bilheteiras -, quando já todos daríamos o ano de 2005 como concluído em termos cinematográficos, com uma réstia de desilusão no olhar, &lt;strong&gt;eis que nos chega, das mãos de um realizador cuja reputação em &lt;em&gt;Hollywood&lt;/em&gt; já viu melhores dias, uma razão para sorrir.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Polémicas aparte, voltando ao motivo por que escrevo hoje, passo à explanação dos motivos por que se faz revestir &lt;strong&gt;Corpse Bride&lt;/strong&gt;, para ser considerado, no meu ponto de vista, &lt;strong&gt;o melhor filme de animação do ano.&lt;/strong&gt; E, tal é a qualidade do mesmo, que arrisco mesmo a expandir o conceito a todas as longas-metragens que passaram pelas nossas salas de cinema o ano transacto.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mais uma vez, o génio &lt;strong&gt;&lt;em&gt;Tim Burton&lt;/em&gt;&lt;/strong&gt; surpreende, superando-se de forma personalizada e mágica, como, aliás, se tem vindo a repetir ao longo das suas obras - que compõe a carreira de um génio, que fala por si, e as ideias de um excêntrico para quem, devido às suas origens, a morte não é um tabu. Embora não seja tão reconhecido quanto devia, surge-nos como uma figura que muito fez pelo cinema actual, praticando um estilo inovador e renovando, de obra para obra, a sua condição de um dos melhores realizadores de sempre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como já afirmado, a &lt;strong&gt;Morte&lt;/strong&gt; é um tema recorrente na sua obra, embora a aborde nos seus filmes não numa perspectiva necrófila – que é a dedução imediata, quando se afirma que nos seus filmes pratica um certo culto à morte -, mas numa visão humorística e cáustica, resumida, em duas palavras, como politicamente incorrecta. &lt;strong&gt;Corpse Bride é mais um exemplo em que o faz com especial mestria.&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Mas passando da esfera geral, para a particularidade da obra que me propus analisar, como a sinopse nos conta, os acontecimentos deste filme têm lugar numa cidade europeia victoriana com todos os elementos figurativos do século XIX, e rodam em volta de um jovem de nome &lt;strong&gt;Viktor&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Jonhy Depp&lt;/em&gt;), filho de um casal de burgueses, que é obrigado a casar com &lt;strong&gt;Viktoria&lt;/strong&gt;, membro de uma família da Nobreza falida – os primeiros citados vêem este casamento como uma forma de ascenderem à mais alta sociedade, e os segundos, como o restituir da sua condição económica que, imerecidamente, lhes fora retirada pelo ditar da crise depressionária vivida pelos nobres do referido século.&lt;br /&gt;Como qualquer história com semelhantes premissas, os dois jovens prometidos, por não se conhecerem, experimentam receio do casamento, por este ter sido arranjado e se basear em interesses. Porém, e apesar de, quando se vêem pela primeira vez, a empatia ter sido imediata, a verdade é que o medo do comprometimento persiste, e, aquando dos ensaios para a cerimónia matrimonial, &lt;strong&gt;Viktor&lt;/strong&gt; – já de si, um rapaz desastrado -, não consegue proferir correctamente os votos de casamento, envergonhando todos os presentes. Assim, com o intuito de se acalmar, segue vagueando para uma floresta, onde acaba por prometer amor eterno por engano a um cadáver, de seu nome &lt;strong&gt;Emily&lt;/strong&gt; (&lt;em&gt;Helena Bonham Carter&lt;/em&gt;), quando praticava o colocar da aliança no que ele achava não ser mais que um pequeno ramo de uma árvore. Desta forma, desperta a &lt;strong&gt;Noiva Cadáver&lt;/strong&gt;, o jovem vê-se transportado para um mundo subterrâneo povoados pelos mortos, onde deve desposar a cadavérica &lt;strong&gt;Emily&lt;/strong&gt;, que não deixa cair as &lt;em&gt;promessas em saco roto&lt;/em&gt;. Enquanto introduzido ao sub-mundo, a noiva real, a doce e frágil &lt;strong&gt;Viktoria&lt;/strong&gt;, espera por ele no mundo dos vivos.&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Desta forma, assistimos a 76 minutos de pura magia, um desfilar de personagens representativas de tipos sociais, &lt;/strong&gt;e em que o trio amoroso que se forma inicialmente experimenta um desenvolvimento de aprendizagem no sentido que&lt;strong&gt; o amor verdadeiro não tem fronteiras, e em que todos os obstáculos são transponíveis, mesmo os da própria morte.&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;E ainda que a sinopse possa parecer um tanto infantil ou demasiadamente bizarra, posso dizer-vos que é muito redutora de tudo que é o filme – ou não seria uma sinopse, na verdade -, sendo que a história narrada é de uma beleza extrema e embora se passe, em parte, num mundo inexistente e que, à partida, apela ao nosso espírito mais reticente – circunstância esta para a qual contribui a má escolha do título, de que falarei posteriormente - é muito real e completamente “transportável” para os nossos dias. Arrisco mesmo a afirmar, que é passível de se nos apresentar como uma verdadeira lição de Vida. E é impossível, até para a pessoa mais céptica, mais cinzenta e menos imaginativa, conter um sorriso ou mesmo uma lágrima ao longo do filme – e acreditem que não exagero quando digo que arrepiar de comoção, ao longo da película, não é raro, além de que temos oportunidade de assistir a alguns dos melhores momentos de cinema dos últimos anos.&lt;br /&gt;Porém, mesmo numa história de amor verdadeiro, &lt;strong&gt;Tim Burton&lt;/strong&gt; não prescinde do tom cáustico e satírico que são já seu apanágio e elemento sempre presente e indiscutível nos seus filmes. Assim, &lt;strong&gt;Noiva Cadáver&lt;/strong&gt; apresenta-se como sendo, simultaneamente, um filme extremamente divertido, mas muito complexo; bem-humorado mas sério e comovente. Como essencial exemplo desta confrontação &lt;em&gt;Humor vs Melancolia&lt;/em&gt;, são uma constante as piadas em relação à temática da Morte, que nos surgem como forma de a desmistificar, apesar do facto de que somos, ao longo do filme, levados a discernir seriamente em relação a este tema no que concerne as relações humanas e pensar até que ponto o findar da vida marca também o perecer dos sentimentos.&lt;br /&gt;Além disso, é ainda de referir, no que toca história, que se mantém fiel ao período histórico em que se passa (meados do séc. XIX), o que não deixa de ser interessante verificar-se em alguns pormenores nesse sentido – como a esfera de hipocrisia na relação das duas famílias, personificada pelo desdém e repugnância da nobreza pelos chamados Novos-Ricos; e também pela carácter ingénuo e popular dos burgueses, quando se lhes é oferecida a possibilidade de ascenderem á alta nobreza, objecto da sua ambição, não escondendo as suas origens modestas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ainda neste campo, para quem viu outra das obras de &lt;strong&gt;Tim Burton, Nightmare Before Christmas&lt;/strong&gt; (que é, também, indiscutivelmente, uma obra-prima, cuja sinopse se distancia em muito da de &lt;strong&gt;Noiva Cadáver&lt;/strong&gt;, embora apresente temáticas semelhantes, em alguns pontos), que usa a mesma técnica de &lt;em&gt;Stop Motion&lt;/em&gt;, são inevitáveis as comparações – &lt;strong&gt;Corpse Bride&lt;/strong&gt; surge-nos, assim, como um filme muito mais comercial, isto é, mais universal e mais fácil de o público se identificar e gostar do que o primeiro citado, quanto mais não seja, porque narra, essencial e centralmente, uma história de amor… um tanto atípica, é verdade, mas de amor. Neste aspecto, creio que &lt;strong&gt;A Noiva Cadáver&lt;/strong&gt; é um filme recomendado a todas as faixas etárias – embora os mais novos terão dificuldade em desfrutar do argumento em toda a sua plenitude, por falta da maturidade necessária -, abrangência e versatilidade estas que podem ser postas em causa, pelo título exageradamente sombrio, que apontaria – ao espectador mais desatento, casual e desinformado -, que se trataria de um filme de terror, o que não poderia estar mais longe da verdade. Aliás, a pouca inteligência e planeamento de &lt;em&gt;marketing&lt;/em&gt; demonstrados na escolha do título surge-nos como um dos escassíssimos pontos negativos deste filme, o que não deixa de ser, paradoxalmente, um excelente apontamento da qualidade da longa-metragem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos aspectos técnicos, visualmente, o filme está um espanto, com a técnica de &lt;em&gt;Stop Motion&lt;/em&gt; a ser levada á sua plenitude de qualidade – o que encerra muito mérito, pois trata-se de uma técnica em crescente esquecimento, pelo trabalho exagerado que requer, pois é, naturalmente, filmada com marionetas detalhadas, “&lt;em&gt;frame-by-frame&lt;/em&gt;”, isto é, trocado por miúdos, segundo a segundo. Uma das dificuldades apontadas desta técnica é mesmo a de passar a expressão e emoção para marionetas inanimadas, e dar-lhe o ar humano, em maquetes e cenários minuciosamente construídos: e posso afirmar que também neste aspecto, o filme é uma verdadeira obra de arte, cumprindo, em perfeição, o seu intuito. E é, assim, merecedor de todos e quaisquer elogios.&lt;br /&gt;De referir, são os contrastes de cor que surgem em &lt;strong&gt;A Noiva Cadáver&lt;/strong&gt;, que tomam especial importância e amplitude na ideia permanente de confrontação e paralelismo entre o Mundo dos Mortos e o dos Vivos. Já, em muitos filmes, vários realizadores se propuseram a idealizar e efectivar o mundo do Além, em perspectivas mais optimistas ou pessimistas, mas é de duvidar que algum deles se tivesse lembrado de, ao contrário do que as nossas concepções clássicas nos deixaria imaginar, nas hipóteses mais últimas e improváveis, que o primeiro nos surgisse muito mais colorido e divertido, em permanente festa e animação, opondo-se ao “cinzentismo” do mundo dos vivos – também neste aspecto, o humor cáustico e politicamente incorrecto, já referido, contribui grandemente, quer por “&lt;em&gt;gags&lt;/em&gt;” visuais ou verbais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por fim, falando da sonoplastia, - e porque não nos podemos esquecer, que mais do que um romance e comédia, se trata de um filme de animação musical -, outro grande génio volta a surpreender, e o quase igualmente gigante &lt;strong&gt;Danny Elfman&lt;/strong&gt; torna a presentear-nos com uma banda sonora espectacular. Adaptando-se que nem uma luva ao ambiente do filme, ajuda a recriá-lo de uma forma muito mais interessante e mágica.&lt;br /&gt;Particularmente, os quatro temas cantados, interpretados pelo elenco de vozes do filme, e ainda as músicas exclusivamente instrumentais, que abrangem os mais variados estilos musicais, que passam desde a música orquestral, clássica (componente muito enfatizada nas sequências de piano), ao jazz, que toma peculiar presença nas sequências associadas à animação no mundo dos Mortos. &lt;strong&gt;Danny Elfman&lt;/strong&gt; é, também, uma figura que conquistou um lugar de responsável pelas bandas sonoras de quase todos os filmes de &lt;strong&gt;Tim Burton&lt;/strong&gt;, sendo, igualmente, evidente a cumplicidade e os bons resultados destas colaborações – tanto para &lt;strong&gt;Danny Elfman&lt;/strong&gt;, que saiu do anonimato com a aposta que o realizador fez nele, para se tornar nos músicos de maior prestígio no cinema actual, como para &lt;strong&gt;Burton&lt;/strong&gt;, cujos filmes ficam a ganhar com a extrema dedicação e criatividade do compositor.&lt;br /&gt;De destacar ainda, é a disposição das pistas no respectivo disco da banda sonora que mantém a sequência apresentada no filme, sendo fiel à sua cronologia. Este facto permite-nos afirmar que, com os pontuais excertos de diálogo, se nos apresenta como uma espécie de Filme Sonoro, que possibilita, àqueles que viram o filme, reviver todos os seus momentos, e àqueles que não o tenham ainda feito, desfrutá-lo sem necessitar de uma narrativa de suporte. Ainda no domínio de som, refiro ainda a excelente elenco escolhido para a interpretação e empréstimo das vozes ás personagens, que, sendo já de si riquíssimas em carisma, sentimentos e emoções, ainda tomam mais expressão quando associadas a actores e actrizes talentosos e de reconhecimento irrefutável. Assim, para além dos citados &lt;strong&gt;Jonhy Depp&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Helena Bonham Cárter,&lt;/strong&gt; respectivamente, nos papéis de Viktor e Emily, é ainda de destacar a presença de &lt;strong&gt;Emily Watson&lt;/strong&gt; encarnando Viktoria, entre outros, como &lt;strong&gt;Albert Finney, Richard Grant, Joanna Lumley&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;Christopher Lee&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#000066;"&gt;&lt;strong&gt;Em conclusão, creio tratar-se de um filme de extrema qualidade, que espelha muito bem o extremo talento de um realizador adorado por muitos, odiado por tantos outros, que alcançou o seu “lugar ao sol” no mundo dos que terão sempre lugar na nossa memória. Tendo provado ser um dos melhores realizadores de cinema de todos os tempos, e uma prova de que não temos que nos seguir sempre pelo padrão para encontrarmos o sucesso, Tim Burton personifica o valor da diferença de forma exímia, e isso lhe vale – bem ao estilo da cultura literária portuguesa, como uma associação bizarra -, “&lt;em&gt;que se vá da lei da morte libertando&lt;/em&gt;”! Noiva Cadáver – Corpse Bride, por terras distantes -, surge-nos como um filme recomendadíssimo, abrangendo todas as faixas etárias, sendo que o único requisito para se ficar a adorar o filme, é o de possuir o poder de respirar… e daí, mais uma vez numa analogia um tanto tétrica, talvez não…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/2005_corpse_bride_043.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/2005_corpse_bride_043.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/2005_corpse_bride_022.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 196px; CURSOR: hand" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/2005_corpse_bride_022.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-114441288453689458?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/114441288453689458/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=114441288453689458' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114441288453689458'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114441288453689458'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/04/corpse-bride-artigo-crtico.html' title='Corpse Bride - Artigo Crítico'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-114436682756446863</id><published>2006-04-07T00:33:00.000+01:00</published><updated>2006-04-15T18:51:13.486+01:00</updated><title type='text'>Estreias - 06/04</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;Chegada mais uma Quinta-Feira e renovam-se os motivos para se avivarem os sorrisos dos Cinéfilos Portugueses – como é sabido, este dia da semana marca a estreia de novos filmes nas salas do nosso país, cuja disponibilidade, não obstante da lista e da generalização que apresentarei de seguida, deve ser verificada nas salas específicas que mais convierem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem mais delongas, aqui ficam os Filmes que poderão ser vistos em Portugal a partir do dia de hoje:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;&lt;strong&gt;Instinto Fatal 2 &lt;/strong&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;em&gt;“Everything interesting begins in the mind.”&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/001.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/001.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Título original:&lt;/strong&gt; Basic Instinct 2&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano&lt;/strong&gt;: 2006&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Género:&lt;/strong&gt; Thriller&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Michael Caton-Jones&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt; Sharon Stone;&lt;strong&gt; &lt;/strong&gt;David Morrissey; Charlotte Rampling; David Thewlis&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site oficial: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.sonypictures.com/movies/basicinstinct2/"&gt;http://www.sonypictures.com/movies/basicinstinct2/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração:&lt;/strong&gt; 114 min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;Marcando o regresso de Sharon Stone às Salas de Cinema, a estreia de Instinto Fatal 2 – sequela do filme homónimo que viria a marcar para sempre a imagem da actriz citada – marca também o retorno de um dos mais emblemáticos thrillers da história do cinema, pautado pela sedução do início ao fim da fita. E descansem-se os fãs, esta característica não é descurada neste segunda remissa das aventuras da novelista Catherine Trammel (Sharon Stone) que, encontrando-se novamente com problemas com a justiça, se vê envolvida num jogo de sedução com o psiquiatra Dr. Michael Grass (Morrissey), chamado pela Scotland Yard para a avaliar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Antártida - Da Sobrevivência ao Resgate&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;“&lt;em&gt;The Most Amazing Story Of Survival, Friendship, And Adventure Ever Told&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/002.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/002.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Titulo Original&lt;/strong&gt; : Eight Below&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 2006&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Género:&lt;/strong&gt; Aventura Drama&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Frank Marshall&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;:Paul Walker; Bruce Greenwood; Moon Bloodgood ; Jason Biggs&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site official: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://disney.go.com/disneypictures/8below/"&gt;http://disney.go.com/disneypictures/8below/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração:&lt;/strong&gt; 120 min.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Um Acidente Inesperado e a condições meteorológicas extremas são as premissas que desencadeiam esta aventura protagonizada por três membros de uma expedição científica à Antártida – estas circunstâncias forçam os nossos protagonistas, Jerry Shephard (Paul Walker), Cooper (Jason Biggs) e um geólogo americano com um feitio particular (Bruce Greenwood) a abandonar os seus cães de trenó, deixando-os sozinhos na luta pela sobrevivência contra o próprio carácter implacável da natureza. É, com efeito, uma história de sobrevivência, e de amizade que ultrapassa quaisquer privações.. e de amor incondicional.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Ultravioleta&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;“&lt;em&gt;The Blood War is On”&lt;br /&gt;&lt;/em&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/003.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/003.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Título Original&lt;/strong&gt;: Ultraviolet&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano:&lt;/strong&gt; 2006&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Ficção Científica Acção&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Kurt Wimmer&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco:&lt;/strong&gt;Milla Jovovich; Cameron Bright; Nick Chinlund; William Fichtner&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site oficial: &lt;/strong&gt;&lt;a href="http://www.sonypictures.com/movies/ultraviolet/"&gt;http://www.sonypictures.com/movies/ultraviolet/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt;: 88 min.&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse&lt;/strong&gt;:&lt;br /&gt;Passado no séc. XXI, narra a história de uma guerreira solitária de uma sub-cultura humana que luta contra a sua extinção provocada e procurada pelos humanos – tomam-se pelo nome de Hemofagos, cuja génesis está relacionada com mutação genética que lhes confere características semelhantes às de vampiros, e apresentam uma ameaça a um ditador totalitário que se nos apresenta como o arqui-inimigo de Violet (Milla Jovovich), a heroína da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;Como despachar um Encalhado&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;“&lt;em&gt;To leave the nest, some men just need a little push&lt;/em&gt;.”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;&lt;a href="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/004.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; WIDTH: 95px; CURSOR: hand; HEIGHT: 140px" height="140" alt="" src="http://cinefilosanonimos.com.sapo.pt/004.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;Título Original:&lt;/strong&gt; Failure to Launch&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Ano&lt;/strong&gt;: 2006&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Género&lt;/strong&gt;: Comédia Romance&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Realizador&lt;/strong&gt;: Tom Dey&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Elenco&lt;/strong&gt;:Matthew McConaughey; Sarah Jessica Parker; Zooey Deschanel; Justin Bartha; Bradley Cooper&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Site oficial&lt;/strong&gt;: &lt;a href="http://www.failuretolaunchmovie.com/"&gt;http://www.failuretolaunchmovie.com/&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Duração&lt;/strong&gt; : 97 min&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;strong&gt;Sinopse:&lt;/strong&gt;&lt;br /&gt;Maioria dos jovens, opta/anseia por sair de casa assim que atingem a maioridade, e na impossibilidade de o fazer, nunca deixam esta decisão estender-se para um período posterior aos 20-25 anos – mas como para haver generalizações, é preciso quem quebre a regra, Tripp (Matthew McConaughey), o protagonista desta longa-metragem, conta no currículo com 35 anos de vida, e ainda não saiu de casa dos progenitores. Mais uma vez quebrando regras feitas, embora todos pensemos que é o sonho de qualquer pai ou mãe manter o filho sobre sua alçada até tal idade, a verdade é que os pais de Tripp não se encontram particularmente satisfeitos com a situação – decidem, com efeito, contratar uma linda e talentosa “rapariga dos seus sonhos” (Sarah Jessica Parker), para convencer a tomar esse passo importante da sua vida – e, convenientemente, da deles!&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-114436682756446863?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/114436682756446863/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=114436682756446863' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114436682756446863'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114436682756446863'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/04/estreias-0604.html' title='Estreias - 06/04'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-25488767.post-114427366632676437</id><published>2006-04-05T22:47:00.000+01:00</published><updated>2006-04-07T00:32:29.840+01:00</updated><title type='text'>Saudações...</title><content type='html'>Olá a todos…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;Não obstante do facto de o nome deste blog já constituir uma definição do mesmo – &lt;em&gt;para os mais distraídos, refiro-me à designação de &lt;strong&gt;“Cinéfilos Anónimos&lt;/strong&gt;”&lt;/em&gt; -, penso que devo começar esta minha aventura neste campo do &lt;em&gt;Universo Internauta&lt;/em&gt; por dar a conhecer os motivos, objectivos, ambições inerentes à criação deste espaço… enfim, contar um pouco dos seus sonhos mais abrangentes, dos seus horizontes mais longínquos, a sua razão de existir.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;Porém, nesta odisseia intelectiva que é explanar todo esse conjunto de circunstâncias - embora a ambiguidade e a riqueza da língua portuguesa pudessem constituir bons instrumentos para vos encher de retóricas excessivas, com vista a revestir este espaço de motivos nobres e fundamentos universais -, encontro-me tentada a resumir tudo isto numa só e simples frase que sintetize suficientemente a origem do mesmo… &lt;strong&gt;“Cinéfilos Anónimos&lt;/strong&gt;” trata-se de um espaço aberto à discussão das maravilhas do mundo fantástico das artes visuais do &lt;strong&gt;Cinema&lt;/strong&gt; e da &lt;strong&gt;Televisão&lt;/strong&gt;, com espaço à &lt;strong&gt;informação pura e simples&lt;/strong&gt; – novas saídas, estreias, curiosidades -, mas também promulgando a exposição de &lt;strong&gt;artigos de opinião&lt;/strong&gt; – análises a filmes, séries e eventos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Posso, ainda, afirmar que o faremos com a &lt;strong&gt;dedicação própria de fanáticos de cinema&lt;/strong&gt;, e nunca com a presunção de nos afirmarmos como uma autoridade no assunto – e, dando-nos por um momento a analogias empolgantes, apresentamo-nos com o empenho e dedicação de um filme independente, que tem &lt;strong&gt;como divisas o despretensiosismo e dedicação&lt;/strong&gt;. A não esquecer também, portanto e com efeito, é de que o objectivo deste &lt;em&gt;blogue&lt;/em&gt; se pauta não só por nos divertirmos a falar daquilo que mais gostamos, mas também a partilhar esse prazer com aqueles corajosos e pacientes o suficiente para nos lerem e aturarem as “&lt;em&gt;manias&lt;/em&gt;” – exceptuando, talvez, os nossos familiares, se conseguirmos o sucesso suficiente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não podemos prometer – como um certo programa** cuja disponibilidade e abrangência se apresentavam como infindáveis e inigualáveis – que “&lt;em&gt;se acontecer estamos lá; se ainda for acontecer estaremos lá; se estiver a acontecer, estamos l&lt;/em&gt;á” e toda uma panóplia de garantias… posso, sim, afirmar que nos revestiremos com tudo o que estiver ao nosso alcance para vos informar com o máximo rigor, correcção e prontidão possíveis no que a este mundo do fantástico concerne e vos fazer chegar os mais variados artigos de opinião – &lt;strong&gt;tentando superar ao máximo as nossas limitações inerentes ao facto de que temos, de facto, vida pessoal e somos seres humanos com tudo que o termo abarca, inclusive, a falibilidade. &lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;strong&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;Sem mais delongas, resta-me desejar-te uma boa estadia pelo nosso espaço, e pedir-te que deixes o nosso sonho guiar-te à sua descoberta!&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;em&gt;A Equipa dos Cinéfilos Anónimos&lt;/em&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt; &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;strong&gt;“Num filme o que importa não é a realidade, mas o que dela possa extrair a imaginação”,&lt;/strong&gt; Charles Chaplin&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;br /&gt;--- &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;**Embora a ética e a moral me impeçam de dizer o nome do referido programa, penso que será inofensivo afirmar aqui para nós, que ninguém nos ouve, que tinha como letra inicial “C”, final “S”, e cujo interior era “artaz das Arte” &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/25488767-114427366632676437?l=cinefilos-anonimos.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/feeds/114427366632676437/comments/default' title='Enviar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=25488767&amp;postID=114427366632676437' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114427366632676437'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/25488767/posts/default/114427366632676437'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://cinefilos-anonimos.blogspot.com/2006/04/saudaes.html' title='Saudações...'/><author><name>Aspirante</name><uri>http://www.blogger.com/profile/07587080177040159983</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
